Capítulo 1.

14 0 0
                                        

- Filha acorda, você vai se atrasar. Acorda!
05:45 da manhã, minha mãe se disponibilizou a vir me acordar. Meu primeiro dia de trabalho. Estou fazendo isso por ela, realiznado em mim, aquilo que ela sempre quis ser: Enfermeira.
- O café ta na mesa!
- Já estou indo.
Me olho no espelho vendo se estou bem apresentavel. Gosto doque vejo. Pego minha coisas e saio.
- Hoje é um dia muito feliz pra mim, filha. Que orgulho.
- Tudo que estiver ao meu alcance pra fazer por você, eu farei!
Minha mãe me da um abraço forte, muito forte. Percebo que ela não se contém e começa a chorar, nunca vi minha mãe chorando, e ela tem motivos para isso. Permito com que ela põe para fora o que está a sentir.
- Desculpa. Eu... eu queria tanto ter vivido esse momento com a minha mãe, eu queria tanto hoje poder olhar para trás e sentir felicidade, e não é assim. Filha... olha, sua felicidade é a minha, você é o meu orgulho, te desejo toda sorte desse mundo.
- Eu te amo, mãe. Te amo muito.
Nos abraçamos.
- agora eu tenho que ir. Eu não posso me atrasar no prineiro dia, né. A bênção, minha mãe.
- Deus te abençoe minha filha. Fique na paz.

Não tomo café. Me apresso, pego somente uma maçã, vou em direção a porta e saio. Minha mãe fica ali, feliz por mim, e eu feliz por ver a felicidade dela.

Chego no ponto de onibus. Por coincidência ali estava um rapaz, um pouco mais velho que eu, diferença pouca; aproximadanente três anos. Muito bonito. Acabamos conversando.

- Bom dia!
- Bom dia!
- Sabe me informa se o ônibus que passa enfrente ao HOSPITAL GERAL, já passou?
- É o onibus que eu pego. Ainda não. Ele passa as 06:15h.
- Ai, bom saber. É que é meu primeiro dia, não quero me atrasar. Na verdade, eu nem posso me atrasar no meu primeiro dia.
- Realmente. Pontualidade é algo muito importante. Meu nome é Rodrigo.
- Prazer, Eloisa.

Nos comprimentamos com um aperto de mão. Nosso onibus chega. Como de costume cheio. Seguimos viagem, o onibus se aproxima do ponto onde eu deveria soltar; mas acabo descendo um ponto antes, pois vi uma loja de materias de enfermagem e fui comprar algo que eu precisava.

Em seguida, sigo rapidamente para onde eu deveria. No interior do hospital, me junto com os outros novatos, e todos juntos seremos apresentados as dependências do Hospital. O chefe da enfermaria é o mesmo Rapaz do ponto de onibus. Fico surpresa com isso, sorrio, ele percebe e disfarça.

- Bom dia, equipe. Meu nome é Rodrigo, sou o chefe da enfermaria, e responsável por vocês, vocês precisam entender que...

No meio da apresentação de Rodrigo, uma equipe de medicos, enfermeiros, etc; vem correndo com urgênciam, ali estava um rapaz, conhecido deles, que passou mal por conta da medicação que ele toma por ter um aneurisma.

Quando a maca passa na minha frente, com aquele homem ali, inconciente, eu senti uma ligação extremamente forte. Eu não o conheço, mas é como se eu conhecesse, e ele fosse algo meu. Eu preciso estar ao lado dele. Aquilo tudo começou a me dar uma agonia, uma falta de ar, um desespero, eu precisava... quando derrepente eu desmaiei.

Começo a ouvir algumas vozes Lentamente vou abrindo os olhos, e a primeira pessoa que eu vejo é Rodrigo. Estou um pouco tonta ainda, pergunto onde estou. Rodrigo tenta me acalmar, e entender o que foi que aconteceu.

- Estamos tentando descobrir o que foi que aconteceu. Você corre o risco de estar grávida?
- Não. Sem condições!
- Assim que eu souber de alguma coisa, eu volto aqui.

Rodrigo se retira. Mas ao chegar perto da porta eu o chamo novamente. Percebo que ele teve um zelo comigo. Mas, não é sobre isso.

- Rodrigo, espera! Por favor!
- Está sentindo alguma coisa? Tá bem?
- Sim, não é comigo, é com aquele rapaz. Eu preciso ver, saber, você tem alguma informação sobre ele?
- Vou me informar e te aviso. Pode ser? Descança, se acalma, não se agita!

Após Rodrigo sair do quarto, eu decido sair também, ainda estou meio tonta, ando pelos corredores a procura daquele homem, que eu não faço a mínima ideia de quem seja.

Quarto 512, é ali. Descubro aonde é o quarto daquele homem, tento entrar, quando eu abro a porta para me aproximar dele quando sinto uma mão tocar no meu ombro.

Espero que vocês gostem! Não copiar a ideia dos colegas, mas espero que seja de inspiração para outras histórias.
Segue que eu sigo de volta!

A dona da sorte. Where stories live. Discover now