Capítulo 0

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-Acorde logo, ou você vai perder o ônibus

Escuto a voz de minha mãe e lentamente abro meus olhos, a preguiça ainda reside no meu corpo só de pensar em todo um dia pela frente, ir a escola, fazer as tarefas... Mas mesmo assim encontro forças e levanto ainda sonolento, não havia conseguido dormir na noite anterior, mas... não sei bem o motivo

-Você não dormiu direito não é?

-respondo que não com a cabeça, ainda muito sonolento, meus olhos estavam praticamente fechados, não tinha acostumado com a luz que havia entrado pela porta ainda-

-Acho que devia passar menos tempo nesse celular, isso está te atrapalhando -ela diz com aquela cara que todo pai faria, eu sei que ela está preocupada mas mesmo assim...-, 

-mas come alguma coisa pelo menos e não demore muito, o ônibus não vai esperar.

-Ok mãe. -dou um beijo em sua bochecha, logo em seguida ela sai de meu quarto, me visto, acordei bemm tarde p tomar um banho, pra compensar jogo um pouco de perfume e desodorante - geralmente odeio fazer isso mas n posso ter mais um motivo para que encham meu saco..-  ,"vai aguentar até eu voltar" digo pra mim mesmo-

-Hm pão com ovos mexidos -eu gosto muito de ovos mexidos no café, ah.. eu amo minha mãe-, muito obrigado mãe. Saio com o pão ainda em mãos enquanto corro com minha mochila para o ponto, vejo o ônibus já se aproximando do ponto, mas eu já estou familiarizado com o motorista - faço um sinal bem de longe e ele gentilmente me espera-

-Parece que hoje alguém dormiu mais do que devia, -diz ele com o mesmo sorriso de sempre, eu realmente o admiro -ele trabalha todos os dias e sempre está com esse sorriso gentil, com o pão na boca respondo com um sorriso afirmativo, pago minha passagem, passo pela catraca e vou para o fundo ( um dos melhores lugares principalmente se no cantinho não tiver ninguém), coloco meus fones encosto e vou viajando nos pensamentos e na melodia, acabo tirando um cochilo mas felizmente houve uma brecada mais forte e sou levemente arremessado pra frente, acordo e já puxo a cordinha, perdi meu ponto, ou seja vou ter que andar agora um pouco, puxo a cordinha, passam-se algumas ruas, a porta se abre eu saio vejo as horas, apenas alguns minutos para a primeira aula, acelero meu passo, desvio desengonçado das pessoas, esbarro grito desculpas, eee cheguei, ofegante, cansado, um pouco suado vou direto pra sala e...

-Vai ter que esperar o próximo horário..

Vou perder a aula que eu mais precisava, revisional de física, sento ao lado da porta com minha mochila e ali permaneço e mais uma vez caio no sono, acordo com pedro me cutucando, me chamando pra sala, já havia acabado e eu como tive o sono interrompido estava com aquela cara com olheiras, e ainda lerdo de pensamento, fizeram alguma piada sobre mim mas não ouvi, pouco importa me sento abro meus materias e lá vamos nós pelos próximos 2 horários...

--------------------------------------------------------Hora do intervalo-----------------------------------

-Você não parece muito bem, insônia de novo?

-Sim, não sei porque, tive uns sonhos estranhos...

-Quer falar sobre? 

-Não agora, mas estou faminto vamos pegar algo

Pedro me segue pela cantina pego alguns pão de queijo, ele uma torta, ele como sempre come com duas mordidas e fica abrindo a boca mostrando o bolo de comida, afastando todos que são nojentinhos, rimos durante um tempo, falamos sobre alguns games e ele me convida para jogar mais tarde, respondo que afirmativo

-Vamos cometer um crime naquele jogo

-Sim mas cuidado pra não ficar feedando o inimigo, sorrio malicioso mas ambos gargalhamos lembrando de quando ele começou a jogar, cada crime que ele cometia..., sinal toca, voltamos pra sala, minha mochila revirada... de novo, apenas recolho tudo e ignoro, mas 3 horários eu aguento, professor entra, trabalho surpresa, Pedro vem direto para mim, fazemos rapidamente, (precisamos dos pontos), entregamos, alguns erros mas mesmo assim ainda acrescentou generosamente nossa nota.

Depois finalmente acaba e hoje até que não aconteceu nada de....

-Mas o que temos aqui, sabe oque eu achei na sua mochila? oh porque você carrega isso?

Ele estava com o cordão do meu pai, começo a sentir uma pontada de raiva mas me mantenho calmo, dessa vez um dos professores que estava saindo viu, ele me devolveu o cordão coloquei ele dessa vez, e fui de volta até o ponto, esperando mais uma vez o ônibus chegar...

IndigoWhere stories live. Discover now