Sempre tirei ótimas notas no meu colegial, sempre a melhor da turma, sempre a nerd.
Nunca desisti de orgulhar meus pais, eles nunca me deram amor do jeito que eu imaginava.
Só me elogiavam pelas notas, nunca por meus feitos.
Atualmente, eu sou a diretora da empresa do meu pai, recebo bem, tenho uma boa casa, um bom salário, uma boa vida, um emprego fixo.
Não tenho do que reclamar da minha vida.
Mas, sempre senti um vazio em mim, uma solidão. Sempre senti falta de carinho, de amor, e de atenção.
Quando eu era pequena, eu tinha um amigo em minha casa. Ele era o filho da governanta da minha casa. Era com ele que eu compartilhava minhas angústias, minhas alegrias e minhas dúvidas. Ele me deu meu primeiro beijo quando eu havia feito 15 anos. Segundo ele, era um presente especial: um beijo de amor verdadeiro.
Mas, um dia, me tiraram ele. Os pais eram divorciados, e o pai dele conseguiu a guarda dele. Lembro me que despedi com um beijo em seu rosto molhado em lágrimas, e dei o meu colar favorito, e da janela do meu quarto, o vi partir de minha vida.
Sempre chorei por ele ter ido embora. Depois desse triste acontecimento, não tive mais noticías dele. Nunca beijei ou namorei outra pessoa, à sua espera.
Eu sei que ele um dia irá voltar para os meus braços...
Mas, enquanto ele não volta, deixo o vento levar minhas palavras de amor e angústia todas as noites, minhas fraquezas, e minhas alegrias.
Faz muito tempo que não ouço seu nome ser pronunciado por entre meus lábios, por entre os lábios que já amei.
Sempre suspiro, me perguntando por onde ele anda, se achou alguém para lhe fazer companhia, se está bem, se ele está se alimentando bem, se ainda pensa ou se lembra de mim.
Tantas coisas se passam por minha mente sobre ele.
Será que ainda tenho tempo para ser feliz?
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Levando como o vento
RomanceEla sempre pensou que se fosse bem sucedida, seus pais a quem tanto agradou , pelos últimos 15 anos finalmente iriam ama-lá. Mas viu que perdeu toda sua infância e adolescência perdida. Todas as lembranças que deveria ter tido, perdidas. Mas, nada é...
