Capitulo 1

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-Eu sou Rachel... E... tem um cara que... Eu gosto... Eu sigo suas atualizações nas redes sociais quase que religiosamente, não é óbvio que eu queira saber sobre a vida pessoal de alguém que eu gosto? ... Não é nada de se envergonhar... Mas eu não quero que ele saiba. Pois tenho certeza que serei rotulada como uma... Stalker.

Normalmente em relacionamentos ambas as partes se conhecem e acabam por decidir entre construir um relacionamento ou ficar apenas na amizade. Tenho acompanhado Ernest Boulevard por algum tempo, e ele? Bom... Sequer notou minha presença em qualquer situação. Lembro na vez que pegamos o mesmo ónibus e ele sentou a minha frente, enquanto eu estava em pé com minha mão naquela barra de ferro onde diariamente milhares de pessoas passam. Ver ele em minha frente era como ser tentada a respirar forte. Naquele momento eu queria beija-lo perguntar a ele, se o lance com aquela garota de cabelos lisos e rosados era algo sério. Eu senti uma gota de suor descer pelo meu pescoço ao segurar fortemente a barra de ferro do ónibus e disfarçar o olhar. Eu seria uma completa maluca e desrespeitosa se pergunta-se algo do tipo. Eu simplesmente não podia. Ele estava absurdamente lindo aquele dia, momentos antes do ónibus parar em frente sua casa e ele sair colocando no bolso seu smartphone. Era ali que ele movara, Avenida Rollins, setima rua a esquerda, exatas 8 casas após a esquina, casa de número 7. Acompanhei todos os passos dele com os olhos enquanto o ónibus saia lentamente.

Após seguir seus passos diariamente, notei que ele ficava fora boa parte da tarde. Era uma ótima oportunidade de quem sabe invadir a casa dele, sentar em sua cama, cheirar suas cobertas. Tais pensamentos realmente me deixavam extremamente excitada. Então, em uma dessas tardes, me dirigi até a casa de Ernest com um pouco de pó em um saquinho, assoprei um pouco na trava da porta, era uma dessas travas com senha que precisam de um codigo para abrir, o pó se acumulou nos digitos que eram apertados com mais frequência, 2, 4, 5 e 8. Voltei para casa e criei possiveis sequências. Na semana seguinte... Ainda seguindo os passos de Ernest fielmente, caminhei até a Setima Avenida, Rua sete, 8 casas após a esquina, casa de número 7. Eu usava um casaco cinza com capuz e uma calça preta. Com as mãos no bolso do casaco, abri o pequeno portão de metal, subi os 4 degraus da pequena escada até a porta e tirei do bolso a mão com uma pequena folha com 64 sequências possíveis. Você talvez se pergunte: Por que ela está fazendo isso? Bom... Por amor... Como da vez que peguei a caneta de um cologa de classe e a professora me questionou o porquê eu tinha feito aquilo. Por amor! Da vez que segui um outro garoto e ele desconfiou, gritou comigo e me chamou de maluca... Foi por amor. Ou da vez que fui julgada por seguir uma garota e ela chamou a polícia. Tive que assinar um acordo de distancia... Por amor!

O que diabos eu devia fazer? Ernest... Onde foi que eu te conheci pela primeira vez? ... Foi no segundo semestre do meu primeiro ano da faculdade que entrei 4 anos atrasada. Eu finalmente entendi o que queriam dizer com a frase "Amado por todos". Ele era empático, atencioso, sua gentil aura chamava todos para ele, porém... Eu sabia melhor do que ninguém que eu jamais estaria com ele. Aquele sentimento familiar de formigamento crescia dentro de mim. E tudo que minha cabeça conseguia pensar era "Como ele devia fazer sexo?" e foi ai que nossos olhares se encontraram pela primeira vez, eu senti um choque durante o contato visual e logo virei o rosto. Com apenas isso, eu senti uma pequena conexão com ele. Mas... Em pouco tempo... Depois que o primeirosemestre terminou, fomos a uma festa e eu bebi bastante, estava tonta e bom... Tenho minhas regras quanto a beber e andar de bicicleta. Isso já havia me rendido alguns machucados feios. Batidas em muros, cercas, sinais, placas, carros e até em outras bicicletas. Então, nada de beber e andar de bicicleta! A festa acabou tarde e bom, eu estava indo sozinha para casa e para cortar caminho fui por um pequeno bosque escuro. Lembro que até cantei "Pela estrada a fora eu vou bem sozinha...", eu estava despreocupada, mas isso talvez tenha chamado a atenção de alguns idiotas. Uma garota, sozinha em um bosque escuro, era uma presa facil, nunca tive estrutura para me defender de nada. Então um dos caras desse grupo me chamou, eu estava sozinha o medo tomou conta do meu corpo e todo e qualquer vestigio de sangue que circulasse... Sumiu. Eles se aproximaram, me jogaram no chão, puxaram minha saia e diziam que eu podia gritar, naquele ponto do bosque ninguém iria me ouvir. Ninguém jamais me ouviria. Eles riam enquanto lagrimas escorriam no meu rosto. Então, eu arranhei o rosto de um deles, e aquilo só pareceu atiça-los ainda mais. Me chamavam de puta, vadia, que estariam me fazendo um favor se me comesse. Então, após tirem a minha saia, rasgarem minha blusa, um deles abriu minhas pernas com muita brutalidade e ainda de roupa esfregou contra minhas partes o volume da calça. Eu gritei pare, milhares de vezes e pedi para que por favor não fizesse aquilo. Ele abriu o ziper e colocou para fora seu órgão repugnante, Eu implorei para que não fizesse nada, eu pedi que por favor não fizesse nada, arranhei, dei socos e agitei as pernas o quanto pude, muitas lagrimas corriam pelo meu rosto e eu gritava que não queria nada daquilo. E foi aí que Ernest apareceu, ele gritou e perguntou o que estava acontecendo, os idiotas se assustaram e correram, acho que Ernest me salvou aquele naquele dia, mas eu não lembro, porquê eu apaguei. Acordei, no outro dia em uma cama de hospital com algumas pequenas lesões no pulso e nas pernas. Perguntei a enfermeira como cheguei lá e então ela disse que um homem, de mais ou menos 1 metro e 80 e cabelos castanhos. Havia me levado. Não vi mais os idiotas depois disso. Nas semanas seguintes voltei a vida normal e enquanto caminhava pela rua com os olhos no celular, um casal passou por mim, sorrindo, então  a voz do rapaz de soou familiar. Meu coração acelerou e minha pulsação aumentou drásticamente. Me perguntei o que estava acontecendo comigo. Então, voltei para casa.

A Stalker e o Serial KillerWhere stories live. Discover now