Ao leitor, aconselho que antes de iniciar a leitura, tranque portas e janelas, leia com as costas grudadas a parede e não se esqueça de deixar a luz acesa. O mal é traiçoeiro e na escuridão sopra o vento gélido da morte em sua nuca.
Jack, um estudante de psicologia, estava ansioso para voltar a sua casa após dez meses longe de sua família, no ano anterior havia ganhado uma bolsa de estudos, saiu de casa e foi morar sozinho na cidade grande, não era acostumado, mas, não estava sendo nada muito difícil, já havia feito alguns amigos e no fim, sua vida acadêmica era prioridade naquele momento. Isso fazia com que ele não saísse muito de casa, então vivia uma vida monótona e sem problemas.
Estava contente, pois iria para New River, a pacata cidade onde Jack nasceu, na janela do apartamento olhava para o céu e pensava na saborosa comida de sua mãe, na sua cachorra, pensava nos seus velhos amigos, afinal, viveu 20 anos na cidade, quase nunca havia saído de lá, exceto em viagens curtas para visitar alguns tios, em cidades próximas, estava ansioso para ver se algo havia mudado. Pegou um cigarro e o acendeu enquanto olhava pela janela, viu que a lua era coberta rapidamente por nuvens negras, apagou o cigarro, fechou a janela e foi até a cozinha, bebeu um copo de água, voltando para a sala a energia elétrica desapareceu, tudo ficou na mais repleta escuridão. Até que um raio iluminou a sala pela janela, pensou ter visto um rosto junto a luz do relâmpago, mas, não deu muita atenção para isso, viu as primeiras gotas de chuva caírem no vidro. O telefone tocou, provocando em Jack um leve susto que o fez rir.
- Olá, aqui é Jack! Quem fala? – Disse ao atender.
Nenhuma resposta, apenas estática.
- Alô... Alguém ai? – Tentou mais uma vez.
Agora pôde escutar uma voz feminina, mas, não conseguia entender o que ela dizia, desligou o telefone e o deixou cair sob o sofá da sala de seu apartamento, não percebeu, mas na janela iluminada por raios, havia uma mulher que o olhava, sorrindo com um celular em mãos. Quando ele desligou, o sorriso no rosto da mulher se desfez e ela desapareceu.
Deitou-se no sofá e a energia não demorou muito a voltar acendendo as lâmpadas de seu apartamento, ansioso, Jack organizou sua mala para ter certeza que não deixaria nada para trás, tomou um banho e voltou a janela para fumar mais uma vez, abriu a janela com dificuldade, parecia estar emperrada, acendeu o cigarro. A chuva agora era fraca e a mulher o olhava pela fresta de uma porta aberta de um quarto escuro, na escuridão, ela sorria, era uma mulher bela, cabelos ruivos e um belo corpo, usava um longo e decotado vestido branco que deixava fartos seios amostra, após fumar Jack fechou a janela e no vidro viu refletir um vulto, virou-se rapidamente, assustado, mas não havia nada ali, olhou no relógio e viu que já se passava das onze da noite, foi até o quarto, trancou a porta e se deitou na cama com um pouco de receio, um sentimento ruim corria em seu corpo, estava cansado, mas teve certa dificuldade para dormir, após rolar em sua cama, adormeceu.
Enquanto dormia, a porta se abriu lentamente, era ela, entrou no quarto e caminhando devagar se aproximou da cama, ela se abaixou e beijou levemente os lábios de Jack, ficou ali, de pé, parada, olhando fixamente para ele. Ao ver que um relâmpago havia iluminado o quarto escuro, apressou-se em se esconder embaixo da cama. Um trovão ecoou na noite daquele dia e Jack acordou assustado, olhou para a porta que estava entre aberta, estranhou, pois tinha quase certeza de que tinha a trancado, se levantou e foi até o banheiro, pegou o celular que havia esquecido na sala e voltou para o quarto com uma moeda de ouro nas mãos, era sua preciosa moeda da sorte, fechou a porta, desta vez se certificou de girar a chave duas vezes e no segundo movimento deixou que a moeda caísse. A moeda rolou alegremente para debaixo da cama.
- Droga! – Exclamou em voz alta.
Ajoelhou-se próximo a cama, a coberta atrapalhava sua visão, a levantou impaciente e não demorou muito para encontrar, pegou a moeda e com cuidado a colocou novamente no bolso, apagou a luz e se deitou novamente, colocou um fone de ouvido, selecionou a playlist de Led Zeppelin e pouco depois dormiu, dessa vez com facilidade, a noite foi tranquila, sem sonhos ou pesadelos.
Já era manhã quando Jack acordou, o sol já entrava por sua janela, após enrolar um pouco para levantar, foi até a cozinha e preparou um café, fumou um cigarro enquanto bebia, tomou um banho e verificou se não se esquecia de nada, saiu do apartamento, carregando a mala que parecia pesada, desceu os três lances de escada e abriu o porta malas de seu carro. Lá de cima, da janela de seu apartamento, ela o olhava entrar no carro e partir.
A viagem foi tranquila, parou algumas vezes para olhar a paisagem e fumar um cigarro, a viagem durou cerca de nove horas. Chegou em New River as sete da noite, passando pela rua principal viu que o Duhan Cold estava aberto, era o bar mais movimentado de New River, estacionou o carro e entrou no bar, lá, encontrou Alice, uma antiga amiga, que agora era garçonete no Cold. Colocaram a conversa em dia, Jack pediu uma dose de rum e Alice o serviu prontamente. Era bom rever uma amiga, os dois no passado haviam tido um caso, mas agora Jack acabava de descobrir que ela estava comprometida, um pouco depois ele se despediu e saiu do bar a caminho da casa de seus pais.
Após meia hora chegou enfim a casa de seus pais, moravam em uma fazenda que seu pai havia herdado. Era um belo lugar, ali Jack viveu centenas de momentos felizes, era bom rever o milharal onde brincava com seus amigos e a floresta que ficava próxima ao celeiro, se sentia bem junto a natureza. A primeira a recepcionar Jack, fora Maia, uma cadela aposentada da policia de New River, os dois brincavam em frente à varanda da casa, quando ele pôde ver sua mãe abrir a porta sorridente, os dois se abraçaram, Maia latia enciumada. Seu pai, ainda não havia chegado, era xerife da cidade e geralmente se atrasava para o jantar, a cidade era pacata, mas os bêbados do Duhan, geralmente davam trabalho. Conversou com sua mãe que preparava o jantar, ofereceu ajuda que ela recusou, subiu a escada e foi se acomodar em seu antigo quarto, esperariam até que o velho xerife Morgan chegasse para jantarem juntos. Deitou-se na cama, e se lembrou dos livros e quadrinhos que estavam na garagem, pensou em ir até lá, mas preferiu deixar para depois do Jantar, escutou a voz de seu pai lá em baixo e rapidamente se levantou.
Desceu a escada e o abraçou, todos riram com as piadas de Jack que dizia estar com saudades e principalmente fome. Lá fora mais uma vez havia começado a chover, sentaram os três a mesa e começaram a jantar quando Maia começou a latir do lado de fora, Jack se levantou e abrindo a porta, assobiou para que ela entrasse, desobedecendo, ela não parava de latir, olhou para a estrada e viu que lá havia um carro, parado em frente ao portão, pegou uma capa de chuva e uma lanterna, foi até lá. O carro estava atolado, dentro do veiculo uma mulher tentava desesperadamente acelerar, mas, o veiculo não se movia, Jack segurando a lanterna bateu no vidro e viu que a moça no veiculo se assustou, sorrindo ele fez um sinal para que ela abaixasse o vidro, o pai de Jack apareceu logo atrás dele, os dois tentaram inutilmente fazer com que o carro desgarrasse. Quando a chuva piorou e um raio riscou o céu, os dois a convidaram para entrar na casa e esperar que a chuva parasse, ela aceitou.
Agora os quatro estavam à mesa, a mulher era Stefanie estava indo para um aras, que ficava próximo a propriedade do pai de Jack, iria trabalhar lá, havia se formado recentemente em medicina veterinária e conseguido o emprego através de um parente. Enquanto conversavam da janela, algo os vigiava. Jantaram e a chuva havia diminuído, ela e Jack haviam se dado bem, conversaram durante alguns minutos, até que Stefanie pediu ajuda para tirar o carro de lá, Jack pegou a caminhonete do pai e depois de puxar o carro de Stefanie, finalmente ele se desgarrou, Ela o agradeceu com um abraço, os dois se despediram e ela entregou a ele um cartão com um numero de celular, entrou no carro e saiu, Jack guardou o cartão no bolso, enquanto olhava o carro se distanciar e sorrindo voltou para casa, seu pai estava na varanda com duas garrafas de cerveja.
Stefanie já havia percorrido mais ou menos um quilometro, quando viu uma mulher correr no meio da estrada, ela gritava por ajuda, freou o carro bruscamente e descendo do carro segurou a mulher que estava em prantos, a mulher usava um vestido branco, rasgado e manchado de sangue.
- Ei... Tudo bem? – Stefanie perguntou com a voz falha.
- Meu marido me espancou! – Respondeu a mulher ainda chorando.
- Venha comigo. – Falou, levando a mulher até o banco do carona.
As duas entraram no carro, Stefanie virou a chave e olhando para o lado pôde ver que a mulher ao seu lado, agora sorria, rapidamente a mulher de branco agarrou com uma mão o pescoço de Stefanie e enquanto a estrangulava cravou em seu peito treze facadas, a esfaqueava com um sorriso de felicidade nos lábios, os olhos vermelhos como sangue, brilhavam contentes, quando ela disse com tom alegre.
- Você não vai roubar meu lindo Jack! – Gargalhou demoniacamente.
Com o sangue quente em suas mãos, a mulher de branco sorria, jogou o corpo de Stefanie para o banco de trás e assumindo a direção dirigiu até uma cabana de caça, onde deixou o carro com o corpo da pobre mulher.
Na casa de Jack eles comentavam sobre a moça que havia sido a visita da noite, a mãe de Jack já cansada o abraçou e se despediu, iria dormir, os dois continuaram na varanda da casa bebendo algumas cervejas, não demorou e o senhor Morgan também se retirou. Jack ficou sozinho na varanda e acendeu um cigarro, havia passado muito tempo sem nicotina, fumaria e entraria. Maia estava dormindo, então se levantou e escorado próximo a cerca de madeira da varanda olhou para o milharal, viu dois pontos vermelhos, seu corpo estremeceu, jogou o resto do cigarro fora, se despediu de maia, que lambeu carinhosamente sua mão, entrou, trancou a porta e a caminho da escada viu que a porta da garagem estava aberta, lembrou-se de olhar os livros, antes, buscou outra cerveja então foi até a garagem. Encontrou alguns brinquedos da infância, viu que no canto tinha uma pilha de caixas com seu nome, abriu uma delas, dentro havia uma pasta preta com uma etiqueta feita a mão que dizia: “Manuscrito”, Lembrou-se alegre que era um livro que havia começado a escrever aos 19 anos, sorriu ao ver as paginas amareladas pelo tempo. Recordava-se bem do enredo de sua historia, uma obra de terror, onde uma Súcubos se apaixonava por sua vitima, encostado em uma caixa, começou a ler o manuscrito de seu livro, após ler algumas paginas riu e bebeu o resto de cerveja da garrafa, jogou o manuscrito de volta na caixa e saiu da garagem apagando a luz e trancando a porta.
Se preparava para subir quando Maia latiu mais uma vez, olhou pela janela e não viu nada de anormal, já estava saindo novamente e viu um vulto passar em frente a janela, escutou três leves batidas na porta, a abriu e não tinha nada, Maia havia parado de latir, olhou para a varanda e estava vazia, tornou a trancar a porta mais uma vez, desligou as lâmpadas e caminhou até a escada, chegando ao andar de cima, Maia latiu e chorou desesperada o barulho cessou rapidamente, Jack se preparava para descer quando viu seu pai, sair com um rifle de dentro do quarto, os dois desceram correndo, na escada, o xerife tirou uma Colt Python do coldre e entregou a seu filho, Jack abriu a porta, segurando o revolver, os dois saíram juntos. Maia estava pendurada pela coleira em uma viga da varanda, se debatia, Jack jogou a arma no chão e rapidamente a tirou de lá, afagando a cachorra que agora tinha dificuldades para respirar. Olhava para Maia enquanto seu pai vasculhava com os olhos o quintal, acariciava a cachorra quando seu pai disse com um tom de voz rouco.
- Jack! Olha... – Apontava para a parede da casa com um olhar aterrorizado.
Na parede estava escrito com sangue que ainda escorria.
“Amo-te Jack... Porque foi que você me abandonou?”
Os dois olhavam assustados para aquilo, Jack pegou a Colt no chão e rapidamente pegou Maia em seus braços, entraram, Morgan trancou a porta, Jack tremeu ao ver que a porta da garagem estava novamente aberta, olhava assustado.
- A garagem... eu fec... – E foi interrompido pelo grito de sua mãe no andar de cima.
O pai de Jack subiu correndo a escada com a espingarda nas mãos, ordenou que ele ficasse lá em baixo, Jack obedeceu, foi até a porta da garagem e viu que a pasta do manuscrito estava aberta, viu algo se mexer atrás do carro que estava estacionado, correu até lá pronto para atirar, não havia nada, olhou novamente para o manuscrito aberto, e quando desviou o olhar do livro, viu uma mulher ruiva com um vestido branco e decotado, os olhos eram vermelhos, os braços estavam manchados de sangue, ela perguntou.
- Olá querido, você se lembra de mim? – Falou com uma voz calma enquanto se abaixava para pegar o manuscrito.
- Quem é você? Não se mova! – Jack gritou apontando a arma que segurava.
- Não faça isso meu amor. – Respondeu sorrindo.
Colocou o manuscrito em cima de uma mesa, pegou uma bolsa que estava no chão, e continuou.
- Tenho um presente para você. – Tirou de dentro da bolsa a cabeça e o coração de Stefanie.
- Eu a matei do mesmo modo que você escreveu na pagina doze... você está feliz? – Corou ao falar.
- Samantha? – Falou com a voz fraca, seu corpo estava paralisado, a Colt em sua mão parecia pesar algumas toneladas, o gatilho não se movia, ele não conseguia atirar.
- Você se lembrou! – Ela sorriu e o abraçou, ainda segurando a cabeça de Stefanie.
A conversa foi interrompida pelo grito do pai de Jack, ele o chamava aos berros do andar de cima, Samantha correu para a sala e Jack a seguiu sem pensar duas vezes. Ao atravessar a porta, viu que ela já não estava mais lá, viu o seu pai no topo da escada de madeira e ao mesmo tempo viu que Samantha se aproximava dele lentamente. gritou, mas antes que seu pai conseguisse compreender o que ele dizia foi empurrado na escada. Ela sorriu para Jack e seguiu para o quarto da mãe de Jack. Ele correu para onde seu pai estava, colocou o rifle na mão dele e disse que voltaria, subiu rapidamente a escada que naquele momento pareceria não ter fim, chutou a porta do quarto e viu que sua mãe estava presa por facas na parede, Samantha estava de pé, sorrindo próxima a um desenho de coração feito com sangue, dentro do desenho que ainda escorria, estava escrito, “Pagina dezessete”.
Ela se sentou na cama, suja de sangue, abaixou a cabeça e começou a chorar.
- Por que você me abandonou Jack? Eu te amo tanto...
Jack estava paralisado, olhava sua mãe que agonizava presa a parede, lagrimas enchiam seus olhos, correu para tirar as facas que a prendiam, quando Samantha se levantou e deu um forte tapa em seu rosto.
- Fale comigo Jack! – Uma expressão de fúria estava agora em seu rosto.
Jack pegou a arma e Samantha com mais um golpe o fez cair batendo com as costas na parede, sangue de sua mãe, pingava em seu rosto, agora ela chorava, ela pegou uma faca que estava no chão.
- Você ama essa mulher Jack? – Cravou a faca na perna de sua mãe, por um momento ela sorriu.
- Você deve amar apenas a mim. – Olhou para Jack que agora chorava.
Ela se abaixou e lambeu carinhosamente as lagrimas que deslizavam no rosto de Jack, em seu ouvido sussurrou.
- Você tem que me amar Jack... – Beijou seu rosto e se levantou após falar.
- Eu... te amo Samantha, mas, salve minha mãe. – Respondeu Jack enquanto se movia lentamente em direção a arma.
- Não posso Jack... Foi você quem me fez fazer isso. Sua mente é realmente cruel querido. – Ela respondeu com um sorriso diabólico no rosto.
Jack enfim pegou a arma e atirou acertando o peito de Samantha que gritou ferozmente, ela caiu sob a cama, Jack tirou sua mãe da parede, e com ela nos braços desceu as escadas, a colocou no sofá e ligou para a policia, agora viaturas e ambulâncias estavam a caminho, o rosto de Jack estava arranhado pelas unhas de Samantha, seu pai caído ao pé da escada, cuspia sangue, estava estancando o sangue dos ferimentos de sua mãe, viu que algo andava na parte de cima da casa e os passos pararam de repente. Ao olhar para janela viu que Samantha o olhava com ódio nos olhos vermelhos que agora brilhavam, ela desapareceu da janela, a porta da garagem se abriu bruscamente, ela estava lá, Jack pegou a Colt e quando estava pronto para efetuar mais um disparo, deixou a arma cair, Samantha estava agora com o rosto colado no de Jack, colocou a mão em seu pescoço e apertou, enquanto ela o estrangulava, ela chorava, as lagrimas eram sangue e o sangue escorria em seu rosto.
O pai de Jack, atirou com o rifle e de repente ela sumiu novamente, não havia sido atingida, Jack agora sem ar, correu para a garagem e pegando um tambor de gasolina, ensopou o manuscrito, tirou o isqueiro do bolso e ateou fogo, a combustão fez com que o papel queimasse rapidamente, Jack subiu a escada, bateu a porta e se sentou próximo a ela, viu que seu pai estava se arrastando para perto de sua mãe, agora já podia ouvir o som das sirenes que se aproximavam, fechou os olhos e escutou uma gargalhada demoníaca, ao abrir os olhos se deparou com Samantha olhando para ele e rindo como louca, se aproximou lentamente.
- Você queimou nossa historia... – falou com um tom sério desta vez.
Jack não podia acreditar, não havia funcionado, ela jogou uma faca no peito do pai de Jack que com dificuldade tentava pegar o rifle jogado ao chão, ela gargalhou mais uma vez, colocou a Colt na mão de Jack.
- Vamos querido, se mate! No inferno você será todo meu.
Jack colocou a Colt na própria boca, algo estava o controlando, estava pronto para apertar o gatilho e explodir a própria cabeça, então alguém quebrou a janela, jogando uma granada de gás, Jack perdeu a consciência quando algo o acertou na cabeça.
Acordou em uma sala totalmente branca, uma luz em seus olhos o deixava quase cego, uma enfermeira falava algo com um dos médicos que estavam na sala.
- Este é o louco que matou os próprios pais? – Uma voz masculina perguntou.
- Sim... ele deve ficar isolado dos outros, mantenha o trancado e sem nenhum objeto que possa ser perfurante e se ele lhe pedir algo para escrever, nunca permita. – Disse a voz feminina.
- Certo senhora... Qual é mesmo seu nome? – Perguntou o homem.
- Pode me chamar de doutora Samantha – Ela respondeu sorrindo.
Nesse momento a visão de Jack se acostumou com a luz, olhou para o rosto da mulher e viu que era a face do demônio sorrindo, começou a tentar se livrar das amarras e então, o homem deu as costas para pegar uma dose de tranquilizante. Ela se abaixou colocando a boca próxima a sua orelha e sussurrou.
- Agora você é todo meu.
O homem, antes que Jack pudesse falar, já colocava uma dose de calmante em seu corpo, Jack novamente apagou...
Antes que eu me esqueça...
SAMANTHA ESTÁ MORTA.
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O Assassino de New River
Short StoryJack um estudante de psicologia, que sonhava em ser um escritor, retorna a sua cidade natal. Onde irá reencontrar uma antiga conhecida á muito esquecida.
