prólogo

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antes de começarmos de fato essa história, tenho algumas palavrinhas pra falar aqui (vamos chamar de agradecimentos por enquanto) sobre de onde ela veio e para onde ela vai.

eu comecei já dizia shakespeare (a falecida origem dessa fic 2.0) no começo do meu terceiro ano do ensino médio e me dediquei por muito tempo a ela mesmo. quem me acompanhou naquela rede social que não deve ser mencionada viu cada um dos meus momentos no decorrer de 2018 e chorou e sorriu e ficou do meu lado em momentos que nem eu mais sabia se continuariam do meu lado e a gente se amou muito mesmo por causa disso, né?

já dizia shakespeare tem um significado absurdo pra mim, então eu não poderia só deixar ela desbotar depois do incidente e aqui estamos de volta, mas com uma questão muito mais importante agora do que repostar uma história e sim porque, depois de 1 ano e uns quebradinhos, eu não sou a garota que escreveu já dizia shakespeare mais.

eu estou na faculdade agora. eu tive um montão de complexos ruins no meio tempo. eu perdi muita gente que eu amava e eu encontrei muita gente que eu posso amar um dia.

e, meu deus, eu cresci.

então essa não é a já dizia shakespeare que vocês leram e riram e choraram e adoraram um ano atrás, mas eu gosto de falar pra mim mesma que é uma versão melhorada dela. é uma versão mais madura, mais bem-feita e mais complicada do que a comédia romântica sobre um garotinho apaixonado por teatro e com problemas sociais.

acho que o que eu tô tentando dizer é que essa é a parte mais difícil de ler em uma história tachada como comédia, porque eu coloquei tanto de mim nela - a difícil tarefa de morar sozinha, de começar a faculdade, de mudar de cidade, de deixar pra trás dezessete anos exatamente iguais para completar dezoito em um universo completamente novo - que, acreditem em mim, eu vou chorar muitas vezes por aqui.

enfim, a história ainda vai seguir o mesmo rumo da original, os mesmo personagens, as mesmas ideias, os mesmos eventos. é só que, no finzinho, talvez ela signifique umas coisinhas metafóricas que a outra nunca tentou contar pra ninguém.

espero que vocês deem uma chance pra essa nova já dizia shakespeare e pra essa nova antarctic também, porque essa vai sempre ser o começo de uma esperança pra mim.

obrigada por chegarem até aqui e uma boa leitura.



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Nós estamos aqui por uma razão, mesmo que não saibamos qual seja ainda.

Certo?

Eu gosto de acreditar que sim.

Gosto de acreditar que meu melhor amigo está aqui para se tornar um grande programador de jogos algum dia. Gosto de acreditar que meu irmão mais velho está aqui para salvar a vida de um monte de pessoas penduradas em um precipício bem menos figurativo do que parece quando são só palavras. Gosto de acreditar que o garoto por quem sou apaixonado está aqui para encontrar alguém que o faça tão feliz quanto ele tenta fazer todos ao seu redor.

E eu gosto de acreditar que eu estou aqui.

De vez em quando é bem difícil - naquelas vezes em que sua língua quer dizer tantas palavras que todas elas se sufocam em sua garganta e você simplesmente não consegue emitir nenhum som – e, algumas vezes, é pior do que difícil. Normalmente, nessas vezes, há pessoas ao meu redor e eu sei que não deveria estar suando frio e tremendo dos pés à cabeça, mas saber das partes irracionais dos nossos pensamentos é quase tão ruim quanto não saber de nada.

the complex art of growing up; markhyuckDes histoires addictives. Découvrez maintenant