A Escola - colégio interno

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Estou aqui há mais de uma hora e não consigo sair deste lugar, onde estou? Na escola, pois é por incrível que pareça estou na escola.

Meu nome é Náiade tenho 15 anos e estudava em um colégio interno. Começava mais um dia em nosso colégio, o dia estava ensolarado pelo que me lembro. Eu e meus amigos estávamos almoçando quando escutamos a voz da diretora pelo interfone: 

– Alunos, hoje teremos uma visita, então se comportem. 

Nossa nunca tivemos visitas assim de última hora ou tão de repente. Então todos no refeitório pararam o que estavam fazendo e olharam em direção a entrada, a diretora havia avisado que teríamos visitas mas não que elas já tinham chegado. Depois de alguns minutos todos começaram a conversar normalmente e os alunos visitantes foram se sentar na mesa mais afastada do refeitório. 

O sinal para a primeira aula já havia tocado e eu e minhas amigas estávamos indo para a sala quando algo passou por mim, segundos depois me virei para ver o que seria e me deparei com uma de minhas amigas com uma flecha em seu peito, a mesma perfurou o lado do coração, atingindo o mesmo, e a matando quase instantaneamente. Não consegui acreditar, aquilo não podia ter acontecido, fiquei estática por alguns minutos antes de me mover e ir até o corpo dela.

De repente todos começam a correr desesperados, e eu ainda estava ao lado do corpo da Amy, chorando muito por ter perdido uma de minhas melhores amigas, levantei a cabeça um pouco e no mesmo instante outra flecha passa por mim, por pouco não me acertando, porém atingiu um menino que aparentava ter mais ou menos a mesma idade que eu, percebi então que se ficasse ali iria morrer logo, então falei para as minhas amigas que estavam do meu lado, uma delas se chamava Hideki e a outra se chamava Keiko. 

– Vamos antes que tenhamos o mesmo destino que a Amy. 

– Certo. 

 E depois saímos correndo de lá, a cada lugar que passávamos só víamos sangue, corpos e alunos correndo desesperados pelo local. Estávamos indo em direção a diretoria, quando passamos pela sala dos professores e vimos algo que nunca imaginaríamos ver em nossas vidas, professores mortos com os corpos parcialmente dilacerados, alguns estavam até sem a cabeça, outros sem os braços e também havia aqueles que estavam sem as pernas, era uma visão terrível, a pior da minha vida. 

Seguimos até a diretoria chegando no local entramos desesperados mas nos assustamos mais ainda, a pedagoga estava coberta de sangue e cheia de facadas pelo corpo, a diretora estava sem a cabeça e com o corpo cheio de sangue. Olhamos para o alto e vimos uma coisa horrível, a cabeça da diretora pendurada no ventilador com este ligado, saímos correndo o mais rápido possível e desse modo nos separamos, eu estava correndo pelos corredores procurando um lugar seguro que eu possa ficar viva. 

Parei de repente ao ver uma cena chocante, um dos garotos que fazia parte do grupo de visita de hoje estava decapitando um dos alunos do colégio, vi uma porta parcialmente aberta e adentrei ao local, era o laboratório de química, como estávamos no intervalo não havia ninguém nas salas então ali havia somente materiais escolares, carteiras vazias e mais nada, fechei a porta e a tranquei, por sorte a chave estava na porta, peguei uma tesoura de ponta afiada que vi em cima de uma das mesas e me escondi o mais longe da porta que pude, embaixo da mesa do professor, fiquei ali enquanto ouvia gritos vindos do corredor, subitamente ouço um ruído vindo da porta, parecia que alguém queria abri-la, mas viu que estava trancada então a quebrou, por pouco eu não gritei, estava com muito medo, então eu ouvi uma voz assustadora falando

 – Eu sei que você está aí, não adianta se esconder de mim, você não pode fugir.

 Pelos passos eu percebi que ele vinha em direção da mesa, ou seja em minha direção, os passos pararam e ele falou novamente: 

– você irá morrer agora. 

Dizendo isso ele quebrou a mesa ao meio, mas eu estava na ponta da mesa encolhida, por isso não fui atingida, agora que ele tinha me visto pensei comigo mesma "é agora ou nunca". Peguei a tesoura e enfiei no pescoço dele que gritou de dor e tentou me acertar, mas eu desviei, depois da tentativa de me matar, ele caiu no chão urrando de dor e falou:

 – você não vai sair daqui viva Náiade, me escute bem você não vai sair daqui viva. 

Dizendo isso segurou no meu pé e tentou me arrastar para a janela que havia sido quebrada, mas eu peguei um líquido verde de cima da mesa e taquei no rosto dele que me soltou imediatamente, depois de ter saído das garras dele eu fugi, estava correndo quando ouvi passo atrás de mim comecei a correr o mais rápido que conseguia, mas os passos aceleravam de acordo com os meus, fiquei desesperada e entrei em outra sala, era a sala de música, fechei a porta e peguei um violão e segurei firme, e fiquei esperando abrirem a porta, estava morrendo de medo, extremamente assustada e só queria sair daquele inferno de uma vez, a maçaneta começou a girar me preparei coloquei o violão acima da cabeça preparada para acertar alguma coisa ou alguém. 

A porta abriu e não pensei duas vezes bati o violão com força na cabeça da pessoa e sai correndo, ou pelo menos tentei, pois a pessoa segurou meu pulso e colocou uma faca na minha garganta, nessa hora me desesperei só consegui pensar que tinha que sair daquela situação o mais rápido possível, então eu pisei no pé da pessoa e assim ela me solta, me virei para a pessoa e vi que era um aluno visitante, sem pensar eu perguntei: 

– será que todos vocês que vieram de visita estão matando todos aqui? 

– Não 

– Não? Então porque você tentou me matar agora pouco? E aquele outro menino que era da mesma escola que vocês quase me matou.

– Eu estava assustado, desculpa, os meus colegas e eu estávamos fazendo uma pesquisa escolar,e de repente o Símon, ficou louco e matou a Liza, ficamos assutados não sabíamos o que fazer, tentamos pará-lo mas todos que entravam no seu caminho acabaram mortos eu não tive escolha a não ser fugir. 

– Então quer dizer que ele matou todos os seus colegas? 

– Sim, e não só os meus como os seus também. 

– Você foi o único dos 6 visitantes que sobrou? 

– Sim 

– Você não vai me machucar né? 

– Não 

– Ufa, olha eu machuquei ele bem feio no laboratório de ciências, não sei se ele ainda está vivo, mas acho melhor não voltar pra ver. 

– Tem razão, não sei o que houve mas melhor sairmos daqui. - diz se virando em direção as escadas- 

 - Espera! - segura o braço dele - Nessa confusão toda acabei me perdendo das minhas amigas, tenho que procurar por elas 

- Mas nós temos que sair daqui antes que ele volte, suas amigas podem estar mortas também. 

- Por favor! eu tenho que procurar por elas. - diz apertando mais o braço do garoto- 

– ok - diz suspirando - vamos, vou ajudá-la a encontrar suas amigas. 

– Obrigada. 

Nós fomos procurar minhas amigas, o nome dele era Eric e ele não era que nem aquele outro menino, ele era legal e inteligente, depois de um tempo encontramos minhas amigas, que estavam vivas e bem, então fomos para a porta de saída do colégio. Lá fora pude ver que havia muitas pessoas, estudantes e alguns professores sobreviventes, assim como a polícia e os bombeiros, me virei para a fachada do colégio e pude ver alguns alunos saindo desesperados do colégio, com sangue e até machucados. 

Eu estava aliviada que pude sair viva desse pesadelo, que minhas amigas puderam sair vivas, porém ainda estava com medo e triste por tudo o que houve lá dentro. Depois deste incidente meus pais me colocaram em outro colégio assim como os outros que sobreviveram e minhas amigas, estudamos juntas ainda só que agora não é em um colégio interno, Eric também mudou de colégio e foi estudar conosco. 

E hoje estamos bem apesar de ainda termos pesadelos com o que aconteceu no meu antigo colégio, descobrimos que Simon morreu dentro de uma das salas, depois de atear fogo na mesma, dizem por aí que o espírito dele habita o colégio, mas isso é só superstição, bom pelo menos é o que eu prefiro acreditar. 

A EscolaWhere stories live. Discover now