O Começo de tudo

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-Vamos, está quase lá...- disse a enfermeira.

E a mulher empurrou as criança que estavam dentro dela.

-Só mais um pouquinho...- insistiu a enfermeira.

-Cala a porra da boca, antes que eu meta uma bala na tua testa!- retrucou a mulher nervosa e agoniada que estava tendo não um, mas dois filhos. Eram gêmeos, um menino e uma menina.

A enfermeira continuou seu trabalho calada. A mulher empurrou mais algumas vezes até as criancas estarem fora de seu corpo. A menina era a mais apressadinha, foi a primeira a vir ao mundo, logo depois o menino também surgiu. Seus olhos brilharam quando encontraram seus pequenos bebês.

-Amor, não sei se tenho coragem de entregá-lo. Ele é tão pequenininho. Não quero deixá-lo...

-Eu sei meu amor. Eu sei.- ele olhou no fundo dos olhos da esposa e continuou. -Mas ele não tem culpa de ter nascido na família errada, tenho certeza que será melhor pra ele se meus pais não souberem que continua vivo... Mas podemos ficar com a pequena. Eles nunca a perturbariam para assumir seu lugar. Não querem uma mulher no comando.

A enfermeira se retirou do local e eles ficaram a sós com as criança recém-nascidas nos braços. De repente Ceci teve uma recaída, ela começou a se sentir muito mal. Richard correu para chamar a enfermeira. Todos à sua volta eram de confiança, e Deus tenha dó de quem os traísse.

-Ela vai ficar bem?- perguntou o marido.

-Se ela for imediatamente pro hospital, sim.- respondeu a enfermeira.

-Leve ela. Mas por favor, faça ela ficar boa denovo ou eu juro que vou até o inferno atrás de você...

A enfermeira assentiu e foi até o quarto onde Cecília estava. Richard estava se despedindo de sua esposa Cecília quando ela fez cara de quem não queria cumprir o combinado, mesmo que fosse o "certo" à se fazer.

-Ceci nós já...- ela o interrompeu.

-Eu sei meu amor, eu sei. Mas me promete que se algo acontecer comigo, você não vai dar nosso filho pra adoção.

-Acha mesmo que quero ficar longe do meu filho? Esse é o certo a se fazer, é pela segurança dele. Ele não estará seguro aqui, perto dos monstros que são meus pais.

-Richard, eu nunca disse porque não achei que seria necessário. Mas conheço alguém que pode ficar com ele. Você só tem que me prometer que não o entregará à adoção.

O marido assentiu e então a levaram. No mesmo instante a pequena bebê que estava em seu colo começou a chorar.

-Ei calma, calma. Eu tô aqui, não chora menina, não chora. Eu tô aqui.- disse Richard enquanto balançava a criança de um lado para outro até se acalmar.

-Acho que ela precisa de um nome.

-Mãe? O que a senhora está fazendo aqui?- perguntou ele à figura presente em sua sala de estar olhando fixamente em seus olhos.

-Bom, eu vim ver a criança. Recebi a notícia de que ela estava à caminho. Então, aqui estou.

-Se está procurando por Cecília pra gritar com ela o fato dela ter perdido o menino durante a gestação, perdeu a viagem. Ela não está aqui.

-E onde está aquela mulherzinha insolente? E a propósito, essa criança é inútil. Só vai te dar dor de cabeça. Deveria mandá-la embora.

-Primeiro, onde a Ceci está não é da sua conta. Segundo, ela é minha filha, só sai daqui se eu autorizar. E terceiro, fala da minha mulher e da bebê assim denovo e você não estará mais viva pra contar história até o amanhecer. Mãezinha.

The Sons of the MafiaStories to obsess over. Discover now