João
- Espera, deixa eu ver se entendi. – me sento em minha cama atrás de mim, descrente do que ouvi. – Você não contou a eles que eu sou seu namorado? Melhor, você nem ao menos contou que é gay?
- Tenta entender, será um choque. - Thiago diz, se ajoelhando a minha frente, desesperado.
- Choque? – digo alterado. – Você me prometeu.
Sinto um aperto em meu peito, minha cabeça gira por conta dos tantos pensamentos que atormenta... esse relacionamento não dará certo, assim não.
- Amor, por favor. – pega minhas mãos e beija. – Me ajuda nessa, você sabe como é.
Incrédulo pelo que ouço, fico em silêncio, absorvendo tudo.
E eu achando que finalmente as coisas iam andar, que ele se assumiria para a família e assim poderíamos ver a casa, para vivermos juntos. Mas vejo que não será tão rápido e simples assim.
- Preciso que vá embora. – digo me levantando.
- Não. – me puxa para si, fazendo com que bata de leve em seu peito firme. Seu olhar cai para meus lábios. – Eu vou contar, me dá mais tempo. – sussurra.
O desgraçado tem um poder inexplicável em mim, fazendo com que a raiva de antes, seja substituída por algo mais forte e incontrolável, meu desejo por ele.
- Não. – digo, tentando ser firme, mas fracasso quando ele beija meu pescoço. – Thiago.
- Que? – se afasta para me olhar, seus olhos estão mais brilhantes que o normal, o que é um mal sinal, vendo que não tenho o que falar, volta sua atenção para meu pescoço, mordendo de leve, o que me faz soltar um baixo gemido.
- Você está me enrolando. – o acuso, sentindo que estou perdendo a batalha.
- Você está pensando demais. – diz antes de apertar sua boca contra a minha. Penso em me desvencilhar dele, mas meu corpo não obedece, fica que nem gelatina.
Sua língua me invade sem cerimonia, me sugando com certa força, o que me faz gemer. Não mais aguentando sua tortura, me esfrego contra ele, tirando dessa vez um gemido vindo dele, o que me leva ao delírio.
- Ainda quer que eu vá? – pergunta sem folego, desabotoando minha calça jeans
Engulo em seco, apenas o observo sem conseguir o responder ou o impedir de continuar a me despir. O calor de suas mãos chegando sobre minha cueca, literalmente me deixando sem forças para continuar a conversa ou o expulsar de casa.
Desgraçado gostoso !
- Quer ou não? – me desafia.
- Não, não quero. – o empurro para cama, ele caia sentado, mas se deita me olhando em expectativa. Me livro da minha calça jeans e a camisa azul, ficando apenas com a box branca.
- Paraíso. – diz umedecendo os lábios, me olhando de baixo a cima.
- Longe disso. – subo em cima de seu corpo, que desde a primeira vez que bati os olhos, me apaixonei. Tanto que brinco dizendo que primeiro me apaixonei por seu corpo, depois pela mente dele.
Arrasto minha boca por seu pescoço, parando exatamente num ponto que conheço bem, atrás de sua orelha, ponto esse que é sensível ao ponto de o fazer esquecer o que esta pensando ou até mesmo falando, assim focando apenas em mim.
Apertando minhas nádegas, ele faz eu em esfregar nele, o que me tira palavrões.
- Preciso entrar em você, agora. – diz ofegante.
Tiro sua camisa com sua ajuda e depois sua calça, já com sua cueca juntos, facilitando nosso trabalho. Já sabendo onde guardo minhas coisas, ele me tira de cima de si e se senta na ponta da cama, para ter fácil acesso a gaveta de minha escrivania.
- Tem que comprar mais lubrificante. – avisa tirando o último vibro de dentro, juntamente com um pacote de camisinha.
- Eu sei.
O observo colocar o preservativo, com água na boca, invejando-o por estar mais perto de seu membro que eu.
- Se continuar olhando assim para ele, não responderei por meus atos depois. – me alerta, com um sorriso presunçoso no rosto.
- Termine de o colocar logo. – digo sem graça.
Meu corpo treme de antecipação pelo que vai acontecer nos próximos segundos, a adrenalina em meu corpo é tanta, que só o olhar dele em mim, me faz gozar se eu não manter o controle.
- Juro que dessa vez, não serei um louco. – diz se deitando por cima de mim.
Em nossa última noite juntos, vim para casa com enormes manchas pelo corpo e com a bunda doendo, por causa dele agir que nem um ninfomaníaco sem transar a um mês.
- Agradeço.
- Lindo. – beija meu ombro, meu pescoço, atrás de minha orelha. – E todo meu.
- Até quando? – pergunto sem folego.
- Até quando? – pergunta confuso. – Como assim?
- Para de me torturar... – paro de falar quando ele morde de leve minha orelha.
- Não me viu te torturando ainda, baby. – se afasta um pouco, pairando sobre mim, nossos rostos a centímetros um do outro. – Explique, como assim esse lance de até quando?
- Você não se assume, não esperarei a vida toda. – falo direto, sem medir palavras. – Até quando serei seu segredinho, Thiago?
Ele não responde, apenas me encarra. Percebo sua respiração mais rápida.
- Quem cala, consente. – acuso.
Ele se deita ao meu lado, penso que irá embora, mas me surpreendo com ele me pegando de surpresa e virando, me fazendo ficar de bruços e ele subindo em minhas costas.
- Ei. – grito com o susto.
Quando abro a boca para gritar com ele, para me soltar, todas minhas armas caem, não consigo nem falar seu nome.
- Gosto de te ver assim. – sussurra perto do meu ouvido. – Caladinho e com essa bunda empinada para mim. – sinto seu dedo em minha entrada, massageando. Me fazendo me sentir como se tivesse presta a explodir por dentro.
- Caladinho. – manda em seu tom autoritário.
Em busca de mais, me empino e em troca, recebo um tapa, que me faz gritar e gemer de prazer.
- Thiago. – imploro.
- O que foi? – beija o local, onde deu o tapa. – Apenas relaxa, baby.
Relaxar enquanto um pau mais grosso que meu braço, esta preste a me penetrar, não é algo fácil de se fazer.
Mas pensar em rejeitar, está fora de cogitação.
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Ainda Assim, Somos Como Você
Short Story"Ser homossexual é crime, roubar o país é aceitável." +18 Se é contra o LGBT, por favor, nem leia e guarde os comentários de ódio, para ti. Obrigado! De nada.
