O vazio estava tranquilo, como de costume. Nada se ouvia, e a escuridão era tão bela que ninguém era capaz de contemplar. Mas na imensidão do vazio, aquele tecido vermelho se destacava em meio ao nada. O manto avermelhado era o que cobria o corpo daquele ser adormecido, que vagava flutuando sem rumo. Nada se sabe sobre ele, porém seu sono estava prestes a ser interrompido. Uma voz desconhecida, vindo de lugar nenhum, mas que ocupava todo o vazio tomou o lugar do silêncio que reinava.
— Desperte... – a voz calma dizia, como se estivesse recitando um poema. — a humanidade precisa de você.
Os cabelos curtos de coloração branca daquele ser que pairava pelo vazio começaram a se agitar, e mesmo dormindo, a manifestação facial dele era de desconforto. Seu corpo então fica pesado, e assim ele começa a cair para direção nenhuma. Era como se estivesse sendo puxado para algum lugar, mesmo estando no nada.
Seu destino estava selado, e o que lhe restava era cair.
Seu corpo sem controle caía numa velocidade exorbitante, mas nada lhe afetava.
De repente, o vazio começa a ter luz. Pequenas estrelas surgiram, iluminando a queda. Planetas inteiros foram aparecendo, e o palco daquela queda era o universo. Passaram-se constelações, nebulosas, galáxias; tudo isso em questão de segundos.
Depois de muito cair, o corpo foi se aproximando da Terra. Assim ele adentrou a atmosfera. Se estivesse acordado, poderia ver os continentes se aproximando cada vez mais. Ele chegava mais e mais perto do solo, e então aterrissou de forma violenta, mas por algum motivo, não se feriu, mas uma cratera se abriu ao seu redor. Caiu perto de um lago, onde não havia ninguém para espectar sua queda. Estava inteiro, apesar da violência da queda.
Após alguns minutos, seus olhos finalmente se abriram. Aquele ser acordara de um sono que não se sabe o quanto durou.
Sua primeira ação foi se levantar e limpar sua calça que estava suja de terra. Logo depois, um bocejo involuntário veio, e como se nada tivesse ocorrido, começou a olhar o seu arredor. Como alguém que acaba de despertar, foi na beira do lago para jogar uma água no rosto. Se aproximou do lago, e assim que encara seu reflexo naquela água límpida, o desespero tomou conta da sua cara. Com um grito, ele inicia o questionamento:
— Q-Quem sou eu??!! – Ele cai para trás, olhando para as mãos.
Não conhecer a si próprio é algo realmente estranho, porém haviam outras coisas a se questionar. Por que ele caiu? Por que ele já estava vestido? Como ele sabia falar? Muitas perguntas para nenhum conhecimento.
— Oh... mas que droga. O que eu tô fazendo aqui? – Ele esperava por uma resposta que não vinha. —Que saco. O que eu deveria fazer numa situação como essa? – Parecia digerir aquilo tudo de maneira pacífica, mas o desapontamento era visível em sua face.
— Não é como se eu tivesse nascido agora. Acho que eu deveria sair por aí ver se tem algo de interessante. – Dando os primeiros passos para dentro de uma pequena floresta que rodeava aquele lago.
Aparentemente, ele tinha um jeito despreocupado, e talvez isso seja uma das vantagens dele.
A caminhada dele entre as árvores manteve um ritmo normal até a alcançar o fim do arvoredo. Ele se apoiou num tronco e viu ao longe uma imensa cidade, a qual não foi possível nem enxergar toda.
Sua intuição fez com que a primeira coisa que pensasse fosse explorar aquele lugar. Não havia nada que o impedisse a fazê-lo, mas algo que eu posso dizê-los é que foi a pior decisão que ele fez. Aquela cidade era podre. A polarização das classes era totalmente notável. Uma parte esbanjava o bom viver, enquanto os desprivilegiados tinham que sofrer com o esquecimento de todos. Porém não posso dizer que ele não o deveria ter feito, pois seu destino estava escondido naquela cidade.
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Gênesi
ActionDoom Universe apresenta... "Não era pra eu ser um herói, mas já que estou aqui, por que não?" Será que uma única pessoa tem mesmo o que é preciso para mudar uma cidade? Talvez as pessoas precisam mesmo de um salvador. Um novo Gênesis está próximo, e...
