Capítulo 1

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Lucas

Eu estava naquela fase da adolescência que não acredita no amor, não quer sair de casa e nem frequenta festas. Mas tenho boas razões para isso:

Eu não acredito mais no amor. Bom, pelo menos não por agora. Tudo isso graças à minha ex que me deixou quando mais precisei, deixando muitos hematomas no meu coração. Daquele dia até hoje resolvi não me relacionar para evitar sofrer.

Outra coisa é que não saio mais de casa por motivos simples. Meus amigos não são mais crianças, então agora eles trabalham e estudam, assim como eu. Às vezes saímos para colocar o papo em dia ou jogar aquele futebol, mas é raro.

E por fim as festas. Não gosto de festas. Meu estilo de música é pop, eletrônica, MPB e também músicas dos anos 80' 90'. Hoje em dia só tem "bailão" ou festas universitárias, dificilmente tem uma festa eletrônica ou algo parecido. Odeio sertanejo, funk ou qualquer outro estilo de música que se pareça com estes citados. Eu não sei, mas eles não combinam comigo. Funk ultimamente só fala putaria e qualquer merda que você pensar, e inacreditavelmente as pessoas gostam disso. É incrível!

O relógio marcava 18h37 do sábado, e eu estava no quarto mexendo no computador em call com meus amigos, Bruno e Danilo.

Estávamos falando sobre a faculdade. Como eu disse mais cedo, raramente nos encontrávamos para colocar o papo em dia, então nós ligávamos um ao outro.

- Cara, a faculdade está tomando meu tempo todo. Agora só vivo estudando para trabalhos e etc. - Bruno puxou assunto.

- Nem me fala, mano. Eu tô chegando em casa e vou direto ao quarto dormir. EU VOU DORMIR, CARA. ÀS 22H EU DURMO. AAAAAAAAAA. - Danilo respondeu.

Eu cursava Psicologia na faculdade, o Bruno fazia Administração e o Danilo cursava Educação Física.

De fato Psicologia era a única coisa que eu me interessava. Eu não queria fazer Direito, Medicina, Agronomia, Administração ou qualquer outro curso.

Eu amava conversar com as pessoas, principalmente quando elas estavam tristes. Elas colocavam tudo para fora e eu tentava ajudar dando conselhos ou qualquer coisa do tipo. Às vezes a pessoa só queria alguém para contar os seus problemas, sabe? Tirar o peso das costas e se sentir bem, e eu sempre estive lá. Sempre.

Exemplo dessas pessoas foram o Bruno e Danilo. Um estava perturbado por um término de namoro e o outro era anti-social. Eu não posso dizer que resolvi os problemas deles, mas dei conselhos. Conselhos que eles seguiram e hoje são eternamente gratos, dizendo eles.

- Lusca! - apelido dado por eles - Obrigado por tudo, velho. Sem seus conselhos eu não saberia o que fazer, ainda bem que você será psicólogo, serei cliente grátis. HAHAHAHAHAHA.

Tá bom, eles não disseram exatamente isso, mas geralizando as palavras deles dá nisso. E assim, ganhei a amizade deles que por acaso não é nova. Somos amigos desde o primeiro ano do colegial.

Depois de muita conversa eu ouvi batidas na porta. Era minha mãe. - Filho, vem jantar. Saia um pouco do quarto. - e foi o que fiz. Me despedi dos amigos e desliguei o computador.

Na cozinha estava minha mãe, minhas duas irmãs e meu pai. Eles estavam terminando de ajeitar a mesa e logo após se sentaram. Jantamos em silêncio, até porque não tínhamos muito assunto para conversar. Tudo que você ouvia era aquelas conversas clichês.

"Como foi o trabalho? Como está a escola? E a faculdade, Lucas?"

Eu tinha uma boa relação, só com minha mãe. Meu pai era ignorante e não sabia sorrir, daí minhas irmãs puxaram à ele. Então só tinha eu e minha mãe ali que curtia as piadas, memes e vídeos engraçados.

Depois da janta agradeci e me despedi de todos desejando uma boa noite. Olhei meu celular e tinha mensagem da Marcieli, então decidi responder no outro dia. Nem fiz questão de saber qual era o papo, só escovei meus dentes e dormi.

Me Promete?Where stories live. Discover now