Não digo que você não deva seguir uma religião, seja ela qual for. A questão é que assim dizendo, 80% ou mais, independente do cargo que ocupa profissionalmente e pessoalmente na sociedade, acabam envolvendo a religião em suas ações e como as religiões, você enxergando ou não, são seletivas, críticas e dogmáticas.
Se sou professora, de forma alguma devo impor mandamentos da minha religião a um aluno, mesmo que ele seja pertencente a mesma igreja que eu.
Se sou psicóloga, de forma alguma devo envolver o meu paciente em meio a uma religião, mesmo que ele siga uma religião.
Além das questões de envolver religião no profissional, tem a parte pessoal onde as famílias discutem entre si e sobre outras, suas religiões, impondo verdades absolutas.
As pessoas tem de aprender, e digo, o quanto mais rápido possível, devido a velocidade das coisas, a flexibilidade do mundo, as mudanças constantes, é que aquilo que acreditamos, que ponhamos fé, torna -se verdade absoluta para nós, mas não para os outros. Até mesmo pessoas que seguem a mesma religião, entram em contradições entre si, então como impor veridicamente o que acreditamos?
Por isso em discussões sobre religião, o melhor a se fazer é evitá-las, se começarem, ser direta e curta. E sabendo que jamais devemos impor uma verdade absoluta sobre religião, ainda mais nos dias de hoje que nascem religiões como morrem crianças na África. E se você acredita que a hóstia é o corpo de Deus, não tem outra pessoa que lhe convença do contrário, mesmo com hipóteses, teses, argumentos.
