Prólogo

26 4 3
                                        



- Olho para a parede do meu quarto mais uma vez estou sozinha precisando conversar,  to  cansada de falar sozinha ou com amigos imaginários se alguém descobrir o que faço talvez me considere uma louca, neurótica ou alguma anormal, isso soa ridículo quando digo para mim mesma, ter amigos imaginários é vergonhoso, pelo menos para a minha idade.

A verdade é que não aguento mais, tudo que eu tento se torna uma merda, da um prejuízo e nunca é um sucesso, é frustrante ter pais tão brilhantes, não sei mais o que fazer com essa angustia que toma conta de mim por inteiro, quando lembro da infância, vejo que eu era apenas uma criança carente ...

Meu irmão costumava a gritar meu nome e quando me via ele corria para me abraçar, nos tínhamos um carinho muito grande um pelo outro. Quando ele se foi esse “amor” ficou deslizando pelo universo procurando um alguém vivenciar um dos sentimentos mais perfeitos.
É incrível como só valorizamos as coisas depois que perdemos...  Até pouco tempo atrás eu vivia tentando encontrar alguém apenas para ser um irmão pra mim, nunca consegui achar por isso é importante valorizar quem amamos, só consigo entender isso agora a cada dia que se passa ganho mais desgraças em minha vida todas as minhas tentativas de ser feliz dão errado realmente minha felicidade vinha dele e quando ele se foi eu perdi tudo junto, o ultimo abraço verdadeiro que recebi foi o dele, todos os outros foram e são tão vazios.
A cartela de remédios brilha pra mim como uma esperança no fim do túnel e automaticamente a angustia que sentia mais cedo cresce a cada segundo ansiedade isso é o que a internet diz sobre esses sintomas e dores.

Tem uma semana que olho para essa cartela a comprei para seguir as instruções da melhor maneira de se livrar da amargura, se livrar da amargura e passar para a tranquilidade.  São tantos “mais” na minha cabeça que fico pensando “e se eu fizer isso e também não der certo” pontadas em cima de pontadas  e minha cabeça  parece que vai explodir  uma voz dentro de mim que diz que devo arriscar, “é bem melhor do que ficar aqui se lamentando, não tem outra solução,” decidi que meu fim será este pelo menos tenho uma vantagem em relação a outras pessoas à maioria das pessoas querem descobrir como ser eternas, já a única coisa que eu quero e que meu fim chegue logo.

Começo a toma-los e a cada comprimido engolido meu coração acelera, gostaria de não pensar em nada agora infelizmente meu cérebro me trai “eu não quero fazer isso só quero, oque eu quero? Nem eu sei oque quero” tomo todos os comprimidos um por um se repetindo os mesmos pensamentos.

São antidepressivos e vai levar uma hora para eles agirem se é que o site que eu li colocou o horário correto, tenho uma hora para me arrumar, vou tomar um banho, e deitar na minha cama ela é tão macia a ultima lembrança que quero ter, é essa macies se espalhando pela minha pele.

Eu devia ser mas grata... São pensamentos que vem toda hora a minha mente.
Pego minha roupa e vou para o banho... estou  meio tonta, já  deve ser os primeiros efeitos, tento ser mais rápida, mas não consigo minhas pernas se tornam lentas e meus braços quase não se mechem  uma dor forte atinge em cheio no estomago, quero vomitar começo a rir.
Que ótimo vou morrer com um sorriso no rosto... Termino meu banho e me dirijo lentamente para a minha cama vou deitar sobre sua macies, e o vestido que escolhi pra morrer nem consigo vestir a coordenação motora me deixou, nem acredito q vou morrer nua dou outra crise de risada...  meu riso sai com um  som de desespero tão grande qu me assusta .
Vou desmaiar meus olhos se fecham só vejo meus pês perderem o equilíbrio, caio no chão, nem nisso acertei vou morrer nesse chão gelado e duro escuto uma voz no fim tento ficar desperta para ver quem é mas não consigo minhas pálpebras pesam meus olhos se fecham ...

Reinventando-me (DEGUSTAÇÃO)Stories to obsess over. Discover now