Capítulo 1

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Onde eu estou?

É meu primeiro pensamento assim que abro meus olhos. Estou deitado no chão de uma floresta, não sei como vim parar aqui. Na verdade, nem sei onde é aqui. A única coisa da qual me lembro é um nome, só um, "Klaus". 
Após pensar por um tempo, me levanto e sigo uma estrada próxima de onde acordei, provavelmente me levará a alguma vila.

Ainda um pouco desnorteado, esbarro em duas pessoas.

— Olha pra onde anda! — Grita a menina.

— Cedo desse jeito e já está bêbado? Que pena... — Murmura o menino.

— Me desculpem — Digo encabulado — Vocês podem me ajudar? Qual o nome dessa cidade?

— Óbvio que é Siegen — Respondeu a garota ainda irritadiça.

— E que ano é esse? — Pergunto baixinho.

— 1694 — Responde o garoto.

— Muito obrigado. — Agradeço e me viro para ir embora.

— Que sem educação. — Ouço a menina falar atrás de mim.

Agora já sei onde estou pelo menos, preciso de um lugar para passar a noite agora.

Enquanto ando pelas ruas um cheiro me atrai, parecia ser comida, carne pra ser exato. Enquanto sinto o aroma, rumo em direção a ele sem me dar conta.

— Vai querer alguma coisa ou só vai ficar babando aí? — Pergunta o homem atrás da bancada.

— Não, obrigado — Digo enquanto vasculho meus bolsos, mas percebo estarem vazios.

— Então continua andando garoto!

Continuo perambulando pela cidade sem rumo e sem dinheiro. Tudo bem o que vou fazer agora? Sem comida, sem lugar pra passar a noite... Acho melhor voltar pra floresta e dormir por lá. Penso enquanto rumo a floresta.

O fim da tarde se aproxima, não consegui achar nada além de frutinhas para comer, e também fiz uma cama de folhas secas que estavam no chão.

— Até que não ficou tão mal. — Digo para mim mesmo enquanto encaro meu projeto de cama e como as últimas frutinhas. — Dormir sem uma fogueira é perigoso, mas já está ficando muito tarde pra procurar lenha.

Tendo em vista acordar cedo no outro dia, eu me preparo pra dormir logo que a lua ascende ao céu. Tão cheia que parecia olhar de volta para mim ao mesmo tempo que iluminava a floresta inteira.

Foi aí que começou.

Uma dor insuportável, meus ossos estavam quebrando um por um, minha pele parecia estar se rasgando. Eu gritei. Eu gritei até minha garganta queimar e até além disso. O grito que eu ouvia não era humano. Minha visão estava turva, era como se eu estivesse olhando através de um rubi.

Eu apaguei.

Lobo BrancoStories to obsess over. Discover now