Me olhei no espelho e vi refletida a imagem que deveria parecer para os campistas: Forte, durona e decidida. Mas não era isso que sentia no momento. Sim, eu estava assustada e com medo. Meu namoro estava ótimo tudo bem, obrigado. Até Chris tentar... Bem, tentar fazer sexo comigo e eu pirar. Ele não fez nada que me machucasse e eu confesso que a sensação das mãos dele nos meus seios e o volume dele encaixado entre minhas pernas foi incrível, mas eu tive medo. Ah se tive. Chega a ser ridículo, mas o receio não é da dor mas sim da exposição. Tenho vergonha de falar com ele sobre isso. Abotoei a minha camisa ao máximo, veria ele hoje e o medo estava tomando conta dos meus poros, já que a intenção era falar com ele sobre isso.
Ouço barulhos na porta do bunker. Estava abandonado na floresta a anos e só nós sabíamos da existência dele. Eu e Chris usamos para namorar, é perfeito e ninguém nos perturbaria.
- Amor?
- Aqui. Ele me viu, passou rápido e trancou a porta. Caminhei lentamente em sua direção e nos abraçamos.
- Como está? Trouxe chocolates!
- Nham, passa pra cá.
Puxei a sacola dele.
- Credo Clarisse. Até parece que me chamou aqui só pela comida.
- E não foi?
Sorri pra ele e pus a língua pra fora, como uma criança. Ele juntou nossos corpos e prendeu os meus pulsos para trás. Fomos caminhando até uma parede e eu derrubei os doces. Minha pulsação estava acelerada, eu corei me sentindo boba. Mas como eu amo essa criatura. Chris me encarou profundamente e escorregou os lábios pelo meu pescoço. Segurei o arrepio. Ele liberou uma de suas mãos e apertou minha cintura. Que sensação.... Mas não posso me entregar tão fácil assim. Seus dedos desceram até meu quadril e ele enfim beijou minha boca. Nossas línguas travavam uma guerra silenciosa e eu lembrei do motivo de tê-lo chamado ali.
- Chris...
Ele não respondeu, sabia que eu ia pedir que parasse então tentou mais uma investida: pressionou seu membro enrijecido na minha coxa. Segurei o gemido.
- Por favor.... Depois continuamos....
Ele parou sorrindo.
- Continuamos?
Corei novamente (que idiota!) e respondi vagamente, não posso prometer aquilo que não vou cumprir. Me soltei de seus braços e fui até o nosso cantinho. Uma peça separada, que parecia um antigo quarto. Tínhamos colocado cobertores e almofadas, puxado uma televisão que estava nas mesas de trabalho e o Chris trouxe um videogame para nós. Ele me seguiu e sentou na minha frente. Retirei a faca do cinto e desamarrei a minha bandana, deixando meus cabelos caírem sobre o meu rosto.
- Qual o assunto? Ele me indaga, franzindo os olhos.
- hm... Então.... Eu quero te contar uma coisa.
Ele empalideceu.
- O que aconteceu Clarisse?
- Ah, pelo amor de Deus Chris! Não te traí! É só nisso que pensa? Te chamei aqui pra falar que eu sou virgem e tu te preocupa com as guampas?
Aê Clarisse, parabéns burra. Além de ser estúpida com o teu namorado vomitou tudo de uma vez só. Ponto pra ti, besta.
Encarei ele com os olhos frios e ele sorriu levemente e tocou minha perna.
- Ah, amor. Eu já imaginava. Qual o problema nisso? Eu espero o tempo que for preciso. Nunca vou te machucar nem te pressionar.
Me senti inexperiente, inútil e infantil.
- Aí é que esta.... Eu quero..... Mas.....
- Não quer se expor não é mesmo?
Arregalei meus olhos e assenti. Estava muito envergonhada e sem jeito. Ele se inclinou e me beijou.
- Quer tentar? Prometo que eu paro quando tu quiser. Juro.
- Promete também que não vai ficar me olhando?
- Prometo linda.
Ponderei e refleti por um instante. Se eu não confiar em quem eu amo o que vai ser de mim.... Ele foi o único que realmente se preocupou comigo. Na minha vida inteira. Vou dar uma chance.
- ok. Falei baixinho. Percebi que ele tentou conter um sorrisinho mas não conseguiu.
Recebi um beijo molhado e cheio de expectativa. Eu estava ardendo em desejo mas nervosa ao mesmo tempo. Estávamos ambos inclinados e as costas já doíam. Ele se afastou e indicou seu colo.
- senta aqui amor.
Respirei fundo e me aproximei, abri as pernas e percebi que ele ficou olhando enquanto eu me encaixava, joguei lentamente a cabeça pra trás quando senti a sua ereção.
- Tudo bem? Ele perguntou quando passou a mão por baixo da minha blusa abrindo o sutiã sem tirar minha camisa. Ele queria me preservar... Que bonitinho. Credo. Essa não é a Clarisse que conheço! Assenti com a cabeça e pousei as mão na barra de sua camiseta, louca pra tirar.
- tira. Chris sussurrou com a voz rouca, levantando os braços.
Arranquei a peça do torso dele e observei seus traços. Seus músculos definidos chamavam a atenção, mas enquanto os percorria com os dedos eu fixei o olhar em suas cicatrizes. Ele ergueu meu rosto e ficou me olhando enquanto massageava meu seio, corei pela enésima vez e fechei os olhos tanto pela vergonha quanto para aproveitar a situação. Senti seu membro muito duro sob minha intimidade e fiz pressão, escorregando por toda a extensão do volume.
- Ahhh Clarisse.... Uhmm...
Ponto pra mim! Ele gemeu alto e pressionou os meus mamilos com os dedos. Ofeguei, sentindo muito líquido escorrer entre as minhas pernas. O tesão me matava e eu estava querendo que ele me comesse logo. Abri mais ainda as pernas e ele sorriu enquanto mordiscava meu pescoço.
- o que tu quer, amor? Ele falou no meu ouvido enquanto descia a mão para a barra do meu jeans.
- Me fode logo porra.
Respondi com brutalidade. Ele sorriu de canto.
- Deixa pra mim bebê.
Chris abriu os botões e puxou minha calça até onde dava, saí do seu colo para que pudesse terminar de puxar. Ele me beijou e me empurrou simultaneamente, afim de que eu deitasse. Ele ficou entre as minhas pernas e retirou sua calça de moletom enquanto observava minha calcinha preta. A vergonha estava se esvaindo e eu me sentia poderosa e desejada. Olhei para sua boxer branca que marcava bem seu membro. Era enorme. Dei um sorriso safado e baixei as últimas peças de roupa que sobravam em mim, deixando-o de boca aberta. Seus dedos logo se despertaram e enquanto ele abocanhava meus seios eles brincavam com a minha boceta, arrancando gemidos e suspiros meus. Estiquei as mãos para arranhar suas costas, mas ao invés, apertei fortemente sua bunda durinha e ele riu.
- que vontade de tirar....
Falei ao seu ouvido com uma mão no elástico da boxer e a outra acariciando-o por cima da peça de roupa. Chris suspirou e disse que só era para eu tirar se eu estivesse certeza. Eu sorri novamente e arranquei a peça dele, dizendo que certeza não me faltava. Ele se ajoelhou, terminou de remover a cueca, colocou uma camisinha e pediu que eu abrisse as pernas e relaxasse os músculos. Obedeci sabendo que seria o melhor pra mim e senti a penetração. Gemi e agarrei suas costas, talhando com as unhas o que eu sentia queimar dentro de mim. Ele parou e me olhou, preocupado, perguntando se queria que continuasse. Respondi algo muito inteligente, do tipo:
- Se tu parar agora eu te mato.
Ele passou os dedos pelo meu rosto e voltou a se mexer, indo aos poucos. Logo, a dor já havia passado e eu implorava que ele fosse mais rápido. Chris atendeu o meu pedido e perto de nosso ápice eu rebolei, fazendo-nos gozar juntos. Ele saiu de mim, me beijou longa e ternamente e me alcançou uma camisa.
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The Warriors
FanfictionLivro de contos hots. Os personagens não são de minha autoria, fic baseada em Percy Jackson, Harry Potter, A Seleção e outros.
