EUA, 25 de Agosto (Lost In Paradise)
Sentir-se abatido de longe a longe é algo normal que faz parte da vida de qualquer Ser Humano mas, quando o vazio e o desespero tomam conta do seu dia-a-dia tornando-se permanente, afetando a motivação e o sentido da vida então, podemos concluir que há algo errado. Não é apenas o humor que muda mas também o pensamento da nossa funcionalidade na humanidade, o deixar de ter prazer na vida e a falta de interesse pelos amigos, família e qualquer outra coisa que, anteriormente, nos fazia feliz. Alguma vez você se sentiu assim? Esgotado o tempo todo e a angústia do passar do dia que parece não querer acabar. Já alguma vez você se sentiu como se tudo fosse inútil e sem sentido?
Tudo isto para apenas dizer que é assim que me sinto nestes últimos três meses. Desde que me foi diagnosticado depressão que me sinto afundada na minha própria dor. Logo desde do inicio, o médico me disse que é uma doença que, tenho que ser eu a querer me curar. Por mais que eu soubesse disso, parecia que era impossível me auto-ajudar porque nada parecia me querer ajudar. Eu apenas vivia em um ciclo vicioso: o mesmo ambiente, os meus cheiros, os mesmo barulhos e ruídos e as mesmas pessoas com os mesmos sorrisos forçados que apenas me diziam que ia ficar tudo bem porque, na cabeça delas, eu era mais uma pessoas que queria chamar à atenção e que, portanto, sobrevivia a antidepressivos. Na minha cabeça, esses indivíduos não passavam apenas se mais uns meros Seres Humano hipócritas que gostam de fazer o seu próprio julgamento.
Porém, brevemente, tudo irá mudar. Amanhã deixarei o país onde nasci e cresci para ir para um país que está no sangue da minha família mas que, a mim, pessoalmente, não me diz nada. Apenas irá ser mais uma coisa desconhecida na minha vida. Devido a negócios, os meus pais tomaram de decisão de voltarem, definitivamente, para o país de origem deles. Honestamente, não estou preparada para deixar Boston para passar a viver numa província no Japão. Por outro lado, algo me diz que poderá ser a minha pequena salvação. O porquê? Eu não sei!
Como este é o meu último dia em Boston, tenho Diana, a minha única amiga, me esperando para aproveitar-mos o tempo que nos resta. Diana não é exatamente a pessoa mais paciente do mundo e muito menos a mais calma. É impulsiva, por vezes, agressiva, rude e teimosa. Poém, esta minha amiga , apesar desse lado mais bruto, sabe ser carinhosa para as pessoas que gosta. Além disso, Diana também teve uma vida difícil e, por isso, sabe compreender-me como ninguém. Ela nasceu em Portugal mas com quinze anos foi para França com a sua mãe e irmão. Contudo, não se adaptou! Ela costuma dizer "França é o país das luzes e do amor mas o francês não tem luzes nem amor!". Aos dezassete anos veio para Boston. Conhecemo-nos devido a inimizades e, devido a isso, hoje somos amigas inseparáveis mas que estão prestes a se separar.
Mebuki: Sakura! - Minha mãe bate â porta e entra depois de eu lhe dar permissão para entrar- Larga esse celular que só te faz mal e vai para a sala que a Diana já chegou. - Tira o meu celular da mão. - E abre esta cortina que eu nem vejo onde ponho os pés. - Abriu a cortina. - Vá vamos lá!
Levanto da cadeira e desço as escadas em direção à sala. Deitada no meu sofá com um saco de batatas fritas e com a televisão ligada está Diana. Deve pensar que está em casa dela. Bufo descontente com o à vontade desta garota e olho para cima onde a minha mãe desce as escadas com um sorriso.
Mebuki: Ela chegou aqui a gritar por ti mas como tu não vieste ela instalou-se. – Minha mãe ri.
Vou até ela e dou um tapa na sua cabeça.
Diana: Ai! Estás doida? Queres apanhar? – Diz ela enquanto aponta a batata frita na minha direção à qual eu deito ao chão.- Porra, olha o desperdício de comida! Tanta gente a morrer à fome e tu a atirares comida para o chão! Sua... sua... destruidora de batatas alheias! – Levanta-se, apanha a batata do chão e fica olhar para ela com cara de criança amuada.- Desculpa Rodrigo, ela não tem coração mas não te preocupes que eu prometo fazer-te um enterro digno!
Sakura: Deixa de drama garota! Levanta daí e arruma isso para sairmos! E a sério? Rodrigo? Você deu o nome de Rodrigo a uma batata? – Questionei estupefacta pela sua imaginação.
Diana: Fala a pessoa que chama ao cão de Brownie. - Revira os olhos e começa a seguir-me.
Sakura: Você não vai arrumar esta confusão? - Aponto o dedo para cima da mesa.
Diana: Não! Tu és minha criada para alguma coisa! - Provoca e ainda sorri.
Sakura:. Só não te bato porque sou uma pessoa realmente bondosa! - Ela assente com a cabeça como se não me estivesse a ouvir e empurra-me em direção à saída de casa.
A nossa tarde foi baseada em alfinetadas de ambas as partes, de muita comida e bebida e não podia faltar claro da nossa coisa preferida: música! Iria ter saudades, eu realmente ia ter, mas a vida é assim: apesar da nossa inutilidade como insignificantes Seres Humanos, nós, indivíduos coletivos temos apenas que nos adaptar às mudanças e fingirmos que aceitámos.
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Snuff
RomanceProblemas trazem problemas! Mudança é sinónimo de renovação mas nem sempre positivamente! Novidade traz o desconhecido! "A depressão é o último estágio da dor humana."
