votre intensité

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As orbes rodavam entre o púrpura e o castanho original. Seu lobo prendia-se nas paredes de seu próprio corpo, gritando a ser liberto, a encontrar alguém que saciasse toda sua excitação pelo cio. Ansiava poder enfiar o pau gotejante em qualquer ômega que se aproximasse, mas sabia que não seria capaz de tal barbaridade. A mente nublava, constante, na forma despurada, mas seu corpo resistia em afastar tudo que fosse tentador, sabia que os colegas moravam igualmente ali, e ter um alfa em meio ao cio seria incômodo aos demais. Era o típico que amava demarcar seu território, espalhando o cheiro bem conhecido, mas naquele momento, havia algo que deveria respeitar. Suava, gemia e rolava nos lençóis da cama, as palmas trêmulas para não tocar-se e cair em descontrole. Abriu a boca, buscando chamar ao menos, um deles. 

— T-Taeyong! — a voz fraquejou, e jurava ter soado um tanto manhoso. O ventre contraiu, ao que tentou se sentar, apoiando as costas contra a cabeceira. — Jae! P-por favor... 

Logo detrás da porta do jovem, Taeyong sentia-se estranho. O odor forte, amadeirado e que, ao menos parecia ao seu chegava ao olfato sensível, pregando-lhe peças das mãos estranhas. Como alfa, ele sabia: não deveria reagir ao cheiro que, até então, era ameaçador. Deveria seguir o próprio instinto animal e tornar-se raivoso pelo odor de outro tomar e crescer mais do que o próprio, demarcar o ambiente pela fragrância que enlouqueceria qualquer ômega. Lucas não era lúpus, mas seu odor quase assemelhava-se a tal. E aquilo era uma ameaça e tanto. 

Contudo, o que sentia era sua calça apertada. 

Quase num susto, uma presença se colocou ao lado, apoiando a mão nos ombros largos do Lee. O olhar do alfa necessitou subir até o do mais alto, Jaehyun, que pingava em suor, provavelmente por conta da forte incidência daquele cheiro na casa. A voz de Lucas também não ajudava em nada. Jung jurou ver as orbes de tal tomarem um leve tomar arroxeado, mas foi capaz de controlar-se, mostrando o remédio em mãos, e adentrar no cômodo, quase retornando após o processo. 

Wong YukHei sempre tiveram fama de ser um dos alfas mais chamativos da cidade, e agora entendia o porquê. Os fios molhados tocavam a testa suada, enquanto os lábios começavam a soltar a melodia harmoniosa de seus gemidos breves e roucos. Poderia dizer que envergonhou-se pela cena passada. Lucas, que tanto tentara conter-se, tinha a palma acima das vestes, esfregando contra o pau marcado na peça justa, trêmulo por não afundar o toque chamativo. 

— YukHei, o remédio. — A rouquidão do líder preencheu o ouvido do que encontrava-se no cio, quase de imediato, mas ignorou-a. A cabeça se afundou mais no travesseiro, pressionando o volume entre as pernas. — Wong, caralho! Você está invadindo meu território com esse cheiro infernal. Pode parar? 

A aproximação dos dois parecia irrelevante. Ambos sofriam pelo cheiro na constância alta, afundando-os na mente nebulosa que corriam breves devaneios errados em quesito daquele cio momentâneo. Lucas já era um dos mais charlatão entre os dois, iluminado pela graça da beleza essencialmente desejosa. Era difícil que disfarçassem o desvio de seu instintos, naquela rigidez criada e aumentada cada vez mais apertada em vestes que, sinceramente, queriam que fossem dispensadas. 

— Vocês não parecem estar desgostando do meu cheiro. — num ímpeto, os olhos do chinês se abriram, e encaixou um sorriso recheado de malícia nos lábios fartos. O olhar, descarado, desceu ao volume dos alfas que posicionavam-se ao seu lado no colchão macio, uma das pernas deitou ao lado, deixando-o mais exposto. A palma pousou na barra do jeans alheio, especificamente do avermelhado, rindo como se tivesse grande graça. Em seguida, vozerou com o tom de liderança. — Me fodam, cacete, então vocês podem parar de reclamar do meu cheiro. 

— Lucas... — enquanto Taeyong ainda ponderava a situação, o outro havia cedido um selar necessitado, jogando o dorso acima do chinês, o peso da estrutura forte sendo exercida no corpo leve. O olhar do Lee vazou na cena desenrolada à sua frente, e tinha certeza que, logo, um incitaria dono do cio alheio. Talvez o incômodo aos vizinhos diminuísse assim que o cio arrastasse, mas lembrava que o odor de nenhum do grupo era adocicado, a ponto de fragilizar o odor forte do alfa. 

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