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  No momento eu me encontro de mudança, me mudei com meu pai para a casa em que ele trabalha, não queria ter saído do meu conforto de cada dia que era minha casa antiga, mas papai disse que é melhor para ele que trabalha dia e noite na cozinha (Chef), ele trabalha em uma mansão, ou seja, onde nos encontramos agora. Eu estava me acomodando em algum daqueles cinquenta quartos, papai estava no quarto ao lado e os dois eram gigantescos. Depois de terminarmos papai me chama para ditar as regras.

- Bom - meu pai começa a falar - você pode andar livremente em todos os cantos da casa, mas há uma parte do jardim em que você não pode de forma alguma ir, uma parte em caminho de grandes arbustos de rosas vermelhas, não ouse chegar perto de lá, o quarto da chefe, também não chegue perto.

- O quarto da chefe eu entendo, mas o jardim...

- Sei que gosta de rosas, mas é proibido e você não pode saber o porque, apenas siga o que lhe mandei.

      Ω

Algumas semanas depois a minha curiosidade se intensificou, poderia haver algum tipo de arma, o segredo da fortuna da dona da casa, talvez ela seja uma psicopata e lá há corpos. São várias as opções então eu vou ser uma garota desobediente e lá pela uma da madrugada eu vou ver o que há por estes arbustos.

Chegou o momento esperado, demorei um pouco para sair pois meu pai entrava e saia a todo momento de meu quarto só para ver se eu estava bem. Saí de meu quarto e comecei a andar pelos corredores escuros e sombrios do local, eu não tinha medo, se for para ter medo tem que temer os humanos, fantasmas não machucam ninguém.

Chego no jardim que estava iluminado pela Lua, chego ao caminho das rosas e vejo o vulto de alguém, era de um homem, mas não era de meu pai. Resolvo seguir ele e me escondia sempre que ficava muito perto, em um momento ele parou e colheu uma rosa de um dos arbustos juntos, sem querer arranho meu braço nos espinhos e o garoto olha em minha direção apesar de eu não ter feito ruídos. Ele retorna a posição de caminhada, era um garoto não tão alto, cabelos bem pretos e usava uma camisa branca com uma calça moletom preta. As vezes eu produzia alguns ruídos, mas ele parecia nem notar.

Depois de uns dez minutos de lenta caminhada (o jardim era maior do que eu imaginava) chegamos a uma casinha de uma porta e duas janelas, ele entrou lá e se virou novamente, antes de entrar definitivamente, para onde eu me escondia nesse momento e sussurrou algumas palavras que não pude ouvir, só sei que fiquei mais curiosa do que o normal, em seguida entrou no local.

Eu me encontrava com um pijama de calça branca que se arrastava pelo chão, a barra da vestimenta e meu pé devem estar imundos por conta da terra que estava lamacenta.

Começo a andar até uma das janelas do lado da casa e vejo um grande cômodo com um sofá negro no centro, um lustre no telhado com uma luz não tão boa que deixava as paredes brancas num tom dourado e havia uma única parede preta onde havia uma estante de madeira com diversos livros. Haviam duas portas de madeira escura e de uma delas ele sai nu e secando os cabelos pretos, me viro de uma vez encostando e batendo as costas na parede, sentia meu rosto queimar.

Vôo por um tempo pela minha mente até que me acalmo, um ruído surge em algum lugar em minha frente, caminho um pouco até sentir algo viscoso em meu pé e logo senti um cheiro metálico, sangue, aquela coisa viscosa era sangue. Vou um pouco mais rápido para frente e vejo um corpo ainda vivo entre os arbustos, coberto de sangue que vinha da garganta estilhaçada, ele era um dos ajudantes do papai, estava tentando pronunciar algo, coloco minha mão no ferimento para que ele consiga falar.

SecretWhere stories live. Discover now