O ano era 1942, a Alemanha Nazista avançava cada vez mais com seu líder cruel e destemido, Adolf Hitler. Os guetos estavam lotados. A comida já não era suficiente para tantos judeus que ali aguardavam. Assim o tirano teve um grande plano, e esse plano parecia a melhor solução para o problema. Chamou seu plano de "Solução final". Enviando diversos soldados aos guetos, para que transportassem os judeus para os campos de concentrações. Entre os soldados estava Eric Cartman, um dos mais fiéis a sua ideologia. Para ele a supremacia alemã não era apenas cquma fantasia maluca de um politico, e sim uma realidade próxima. Talvez, ele fosse o único que realmente acreditasse nisso.
Descendo do carro o jovem soldado pisava pela primeira vez em um gueto. Dando de cara com a falta de humanidade que acontecia lá dentro. As pessoas eram magras e fracas, nem mesmo um passo algumas crianças conseguiam dá. Enquanto vasculhava uma casa, procurando por algum sinal de vida, avistou um jovem garoto, talvez com a mesma idade dele, ou um pouco mais novo, a desnutrição deixava quase impossível de determinar. Ele estava sentado ao chão com seus braços cercando suas pernas. Seu cabelo ruivo estava tão grande que cobria seus olho.
— Vamos! Eu não tenho o dia inteiro.— Mas por mais que Eric gritasse o jovem não se movia. Irritado, Cartman se aproximou do Jovem o puxando pelos cabelos, levantando seu rosto em sua direção. Os olhos do judeu eram em um verde lodo, que carreavam um choque imenso. Que logo afetou o soldado. Balançou um pouco a cabeça tentando despregar seus olhos dos olhos do judeu. Saiu para tomar um ar. Se perguntando como convenceria aquele judeu de sair dali... por alguma razão ele não conseguia usar a força. Quando um colega de trabalho sugeriu que ele entregasse algum alimento ao jovem, entroca de sua cooperação. Cartman voltou para dentro da casa e com um pedaço de pão, tentou convencer o judeu a reagir.
—Aqui. Vamos, aceite essa droga, antes que eu mude de ideia!— Um pouco assustado o garoto pensou em pegar, mas logo mudou de ideia abaixando suas mãos.
—Arg, merda... okay, okay. Vamos tentar de uma forma diferente... Eu me chamo Eric, e você? Como se chama?
— Kyle— Sua voz estava tão fraca.
—Kyle... Eu tenho aqui pão e água, se você cooperar te deixo com tudo.— Um pouco mais calmo, o rapaz levou o pão a sua boca o devorando em segundos. Ate mesmo se engasgando.
Enquanto observava o ruivo esfomeado saciando sua fome, sentiu um aperto no coração que abalou ate mesmo sua superioridade. Ficar perto daquele judeu, por menor que fosse o tempo, não estava fazendo bem para sua mente. Levantou-se e caminhou ate a porta, Kyle entendeu, assim o seguindo. Ambos entraram em um dos últimos carros que esperava. O gueto já estava vazio, algum fugiram, outros foram assassinados ou levados. Na parte de traz do carro, além do Eric e do Kyle havia uma mulher. Cada um em um lado. O carro parou, mas antes que todos descessem, um guarda avisou a lotação do campo, e mandou que apenas um descesse. A mulher desceu do carro. Antes que o carro partisse, um dos guardas comentou—Ela parece bem saudável.— Logo o carro já se encontrava na estrada novamente.
Com o balançar do carro Cartman acabou acordando. Ele cochilava, pois sabia que o próximo campo de concentração ainda estava longe. E que o Judeu estava fraco de mais para que fugi-se. Desviou seus olhos em direção ao Kyle, que estava em sua frente. O judeu permanecia com a cabeça baixa, onde arfava e tossia.
—Ei, Kyle.— O garoto permaneceu da mesma forma— Eu estou falando com você, droga! Levanta a porra da cabeça quando eu estiver falando!— Lentamente ele ergueu sua cabeça, revelando seu rosto corado. De sua boca escorria um pouco de saliva. Levantou um pouco as suas pernas se cobrindo completamente com o cobertor, que antes só cobria ate seu colo.— Mas que merda, você vai se esconder enquanto eu estou falando?— O Alemão se levantou ficando frente a frente com o judeu. E arrancou-lhe o coberto. Kyle assustado, encheu os olhos de lágrimas, pois debaixo das cobertas ele se masturbava. Suas calças estavam abaixadas ate a altura de seu joelho. Tentou falar algo para se defender no momento, porém quando abria sua boca acabava deixando escapar alguns gemidos e perdia o controle da sua respiração.— Mas que...— O soldado evitou questionar e voltou para seu lugar, levando consigo o cobertor. Acreditando que talvez o ruivo parasse com o ato obsceno. Mas o mesmo continuou, subindo e descendo a sua mão rapidamente, enquanto se contorcia-se levemente no banco. O soldado quase não conseguia tirar sua vista do ato, embora tentasse. Tentou fixar seus olhos no chão da Land Rover, mas isso não evitou que os gemidos do judeu invadissem seus ouvidos, fazendo que o mesmo tivesse uma ereção.— Ah! Caralho! Por que isso tá acontecendo! Seu judeu de merda! Faz isso parar!— Kyle olhou corado, colocando suas mãos pegajosas no rosto.— Es... esquece... Eu mesmo faço...— Começou a desabotoar a calça de seu uniforme— E... você... nem pense em olhar... V-vire para o outro lado!— Kyle continuou calado. Desceu do banco, e se ajoelhou no chão, de costa para o alemão. Continuando o que estava fazendo. Logo, Eric também estava fazendo o mesmo.
—Eu...— O garoto tentava falar alguma coisa, mas rapidamente foi interrompido.
—É melhor você ficar calado... é culpa sua que eu estou... ah...
—Eu...ah... eu vou morrer?...arf..
— Que tipo de pergunta é essa?... uhm... quem... quem pergunta uma coisa dessas quando faz isso....? Ah...
— você... está me levando para a morte?... então... porque foi legal comigo?...
—Eu não vou responder isso... ah... mas não estou te levando para a morte... eu tenho uma arma... hum... eu poderia ter te matado lá mesmo se fosse isso... eu... estou seguindo ordens... uhm.. Mas não é para te matar...
—Não agora..ham...uhm.. ajk.. COF! COF!— Em meio de tosses ofegantes o judeu de engasgou com seu próprio ar. Preocupado, o Soldado, da forma que estava, desceu de seu banco, se ajoelhando atrás do Ruivo.
— Você está bem?...
—Acho que sim...— Olhou para trás, vendo o soldado sobre si. Seus olhos se cruzaram novamente. Mas dessa vez ele também conseguia ver os olhos de Eric. De repente o carro parou. Cartman se levantou, fechando sua calça e arrumando seu uniforme. Kyle subiu sua calça, e antes de descer.
— Por favor... eu não quero entrar... M-me mate aqui!
— Que merda você está falando?
—Eu sei o que fazem lá dentro! Sei que não é bom! Pegaram meu irmão e minha mãe! Você tem ideia de quão assustador isso é? Claro que não... não é sua família que está em risco. Não é a sua cabeça que está em uma guilhotina. Sua bunda gorda só serve para receber ordens e...
— Cala a porra da boca! Seus familiares infestam a droga do meu país e você ainda se acha no direito de dizer que minha vida é fácil? Desce da porra do carro, antes que eu use a força.
O Judeu desceu do carro. Outros soldados o conduziram para o campo, onde ele foi submetido a testes médicos. Os doutores dialogaram sobre o caso do Kyle, e decidiram que era melhor se ele não ficasse com os outros. Por conta a sua desnutrição seria mais fácil realizar alguns testes experimentais do que deixá-lo trabalhando. Kyle foi levado para uma sala completamente branca, onde aguardou...
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Cartman x Kyle
FanfictionMesmo em época de guerra ideologia podem ser barradas pelo amor.
