Introdução

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Aquela lanchonete está cada vez mais cheia. Hoje quase que não consegui sair para almoçar. Senhora Linn é uma velha ranziza, as vezes eu quero dar um voadora naquela cara cheia de rugas dela. Porém me contenho, se eu fizer isso perco meu emprego e ao mesmo tempo minha faculdade.

Me mudei para Califórnia faz cerca de três meses. Como ganhei uma bolsa com 50% de desconto na faculdade tive que me mudar. A tristeza foi deixar minha tia Jane. Ela é como uma mãe para mim desde que meus pais morreram. A morte do meus pais foi algo avassalador, eu tinha 15 anos na época e lembro que quase entrei em depressão. Ambos morreram em um acidente de carro.

Hoje eu até convivo bem com a perda, obviamente nunca vou esquecer de ambos, porém não posso parar de viver não é?

Faço faculdade de fotografia. Desde sempre fui apaixonada por câmeras e fotos. Lembro que quando pequena eu tinha uma câmera e nela tirava foto de tudo.

Tenho planos de logo após fazer a faculdade começar a trabalhar com a área e assim ganhar dinheiro para mandar para minha tia. Afinal devo tudo a ela.

Afinal onde eu moro? No campus da faculdade, é eu sei não é o melhor lugar, mas é onde consigo viver.

- Rose, ouviu falar que a Anne está grávida? .- E apresento a vocês. Laurie Santiago. Laurie é uma amiga minha, aliás a única. Ela divide o quarto comigo, além de trabalhar na lanchonete. Diferente de mim ela não faz a área de fotografia e sim dramaturgia, ela é ótima nisso rapaz.

- Ah, não.- Laurie tem um defeito. Ela é muito ligada em fofocas e coisas do tipo. Chega até mesmo a ser chato.

- Parece que o professor Davenport é o pai, louco né? .- Eu já sabia desse envolvimento de Anne e o senhor Davenport, afinal quem naquele campus não via eles dando amasso dentro do carro?

- Super. Escute Laurie, estou indo a biblioteca, até mais.- eu sempre ia a livraria no meu almoço, é um lugar cheio de paz e silencioso. Sem contar que é apenas 5 quarteirões de onde eu trabalho.

Estava eu, indo para a biblioteca, tinha que atravessar. O sinal estava verde, significando que eu poderia atravessar porém um carro veio em minha direção e não parou.

Sorte que o motorista viu que eu estava no caminho e freiou. Porém o carro ainda bateu contra meu corpo. Droga teria alguns arranhões.

Xingo mentalmente a pessoa que me atropelou. Sem nem olhar para cima escuto a porta do carro ser aberta.

- Você é cega garota? O sinal estava vermelho.- Uma voz fresca diz. Por sinal muito parecida com a minha, porém a dela é enjoativa.

Limpo minha perna a qual estava sangrando e ainda sem olhar digo:

- Você que é cega, o sinal estava verde, acho que deveria.. .- as palavras morrem em minha garganta no momento que olho para cima. Não pode ser, era um espelho?

Vejo que ela também se choca. A garota que havia me atropelado era idêntica a mim. Não é possível.

- Quem é você? .- eu e ela dizemos juntas.

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huehue

Rose Stuart

Audrey Lamborgi

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Audrey Lamborgi

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Laurie Santiago

Laurie Santiago

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O Lugar Que Não É MeuVerhalen om door geobsedeerd te raken. Ontdek het nu