Meu nome é Dimitri Kowalski. Sou um renomado Detetive Particular conhecido por toda a capital do império por meus ótimos serviços prestados, e que se mudou para essa pequena cidade para ajudar a população mais distante do nosso Grande Imperador! Ou pelo menos é assim que eu gostaria de poder me apresentar.
Na realidade, eu sou Dimitri Kowalski, o detetive particular que tinha um pequeno escritório em uma das ruas menos visitadas da capital, que se mudou para essa pequena cidade por estar cansado de ser pego nos conflitos gerados pela emaranhada teia do imperador e de sua corte.
Já faz um mês que eu estou na cidade de Edmund. Uma cidade perto da borda do Império e do Reino de Avmoss, o reino enânico aliado ao Império. Ao contrário do que se esperaria, não existem muitos anões na cidade, e a população é composta em sua maioria por humanos, elfos e orcs, além de miscigenações. Existem também alguns goblins, mas como anões, são minoria na cidade.
Nesse um mês eu atendi a incríveis... Nenhum casos. Quer dizer, teve aquele um caso da semana passada, mas eu me recuso a contar aquele fiasco como um caso. Seria um desrespeito às minhas habilidades como detetive.
Enquanto devaneio sobre como vou explicar ao senhorio do pequeno edifício que aluguei como eu ainda não arrumei o dinheiro do aluguel, eu ouço a campainha, que eu esqueci que existia, tocar. Ao contrário do que diriam se estivessem me observando, eu não pulei aproximadamente dois centímetros por causa do susto, nem sufoquei um nada másculo grito apavorado. Não, eu me mantive pleno e esperei dois segundos para responder, apenas para criar uma aparência de alguém que está ocupado com vários casos.
- Entre - Eu disse na minha melhor voz. Uma voz de ordem, mas com um fundo de calma e intelectualidade. Demorou até que eu dominasse o bom uso dessa voz, mas os resultados valeram a pena.
A porta abriu e a mestiça filha de um humano e uma orc que me procurou na semana passada entrou em meu escritório. Ótimo, minha melhor cliente! E única... Ela me procurou da última vez pois seu marido, um humano puro-sangue, havia desaparecido. Após vasculhar a cidade, eu o encontrei vadeando em um dos bordéis locais. Eu não recebi uma moeda pela enorme perda de tempo, pois o homem se recusou a deixar que a mulher me pagasse. Ouvi dizer que agora ela está na casa dos pais, e o homem está perdendo dinheiro com bebida, jogos e mulheres. Pelo menos ela me compensou de alguma forma, e aquela noite não foi tão solitária... A pele verde claro brilhando na luz da lua que entrava pela janela... Curvas suaves e belas num corpo pouco maior que o meu... Droga, me perdi em meu devaneio e não ouvi o que ela acabou de falar...
- Perdoe-me, minha cara, mas estava pensando no que está faltando na minha cozinha e que devo comprar. - Não foi uma das minhas melhores desculpas, mas ela pareceu aceita-la, e eu não vou reclamar - Poderia repetir?
- Meu filho! Ele... sumiu! Saiu de casa ontem a noite e não voltou mais! - A mulher parecia estar a um passo de cair em prantos no meio do meu escritório. Rapidamente eu comecei a tentar lembrar qual seria o nome dela, enquanto puxava uma cadeira à minha mesa.
- Então, diga-me... Érica? Como é seu filho? Características físicas, mentais, et cetera. - Estava depositando todas minhas esperanças nesse nome, se eu tivesse errado poderia ser desastroso, custando me o caso e, na melhor das situações uma noite agradável. Na pior, o dinheiro que me salvaria de ser chutado para fora pelo senhorio. Aquele amigo ork dele parecia ter o dobro de músculos que eu tenho no corpo só em um dos braços...
- Bem... Ele tem a pele rosa, como a de um humano, mas um pouco diferente, meio esverdeada. As orelhas dele são pontudas, como a minha e ele tem uma arcada dentária orquica, com um par de presas a mais, ao invés de muitos molares como humanos geralmente tem. Ele é pequeno para os padrões orc, mas é do tamanho de um humano da idade dele. Ele tem 17 anos, mas o rosto faz com que ele pareça ter 19, o cabelo dele é preto e os olhos dele são castanhos, como os meus. - Olhos castanhos refletindo meu rosto... Foco Dimitri! - Ele é um garoto muito gentil, sempre me ajudou em casa, e sempre disse palavras boas a todos. Por favor, senhor Kowalski, ache meu filho! - Ela começou a chorar, e apesar de eu querer simplesmente sair e começar a procurar logo pelo garoto, pego um dos lenços deixados em uma das minhas gavetas, deixado ali especificamente para esse tipo de situação, e ofereço palavras genéricas de consolo à mulher. Mesmo aos prantos, ela ainda é muito bonita, e eu não acredito em como o ex-marido dela foi trouxa eu deixa-la por uma das garotas do bordel mais precário da cidade. Bem, esse não é o foco agora.
YOU ARE READING
Os Curiosos Casos de Dimitri Kowaski
General FictionUm detetive particular, cansado da grande teia de corrupção da cidade grande, se muda para uma cidade menor, longe da capital. Ele só não imaginava como isso seria tedioso! Apenas um caso em seu primeiro mês, e ele realmente não está a fim de contar...
