Camila dirigia apressadamente em direção a escola nova em que havia matriculado seu filho, Harry. O tráfego não era dos piores mas ela poderia chegar mais rápido devido ao imprevisto: havia passado antes em uma JC-CEO Corporativa, onde deixou seu currículo.
Não diria que o currículo da latina era ruim - apesar de sua condição financeira não vir de meios muito descentes - ela havia feito alguns cursinhos de logística e administração durante a faculdade, mas não conseguiu exercê-los de forma correta.
Camila era apenas uma garota de dezoito anos quando ficou noiva do seu primeiro namorado. Vinda de família religiosa, foi basicamente obrigada a procriar, pois isso ajudaria a manter o casamento e o contrato que seus pais fizeram com os parentes do pai da criança e anos depois encontrou o rapaz na cama com outra garota. A latina não se sentiu tão mal, porque, vejamos, ela não se sentia totalmente entregue ao gênero masculino e raramente aceitava uma proposta de sexo com ele. Não havia como disfarçar de qualquer forma, além do mais, Camila era uma filha de Afrodite, de beleza totalmente incompreensível e tamanha sensualidade capaz de seduzir qualquer uma que a tentasse, e digamos que ela tenha usado um pouco disso para conseguir uma vaga no seu futuro emprego.
Estacionou o carro, dando um suspiro de alívio ao ver seu pequeno a esperando sentado em dos bancos do local, não estava muito cheio, mas era um horário considerável para uma criança esperar pelo responsável. Colocou seus óculos de sol enquanto caminhava até a porta com certa curiosidade ao ver seu filho ao lado de outro garotinho, que mantinha o olhar sobre a latina.
ㅡMeu amor! ー Camila sorriu, abrindo seus braços para receber seu filho, que havia herdado uma de suas melhores características. Um sorriso divino.
ーMommy! ー Ele tocou o rosto da mulher com as duas mãozinhas, dando um beijinho em sua bochecha.
ーEntão, como está sendo seu primeiro dia de aula, meu bebê? ー Indagou quase babando pela semelhança que o pequeno tinha de si própria.
ーNão me chama assim, mommy! ー Ele sorriu amarelo, claramente constrangido ao ver o garoto ao seu lado soltar uma risadinha. ーYay! Pelo menos fez ele parar de chorar. ㅡ Camila meneou o olhar entre seu filho e o outro garoto, vendo o mesmo limpar algumas lágrimas dos olhos e dar um sorriso. Quebrou o coração da mulher, ver o sorriso machucado da criança.
ーEi. ー Camila tocou o braço do garotinho com um olhar sereno, costumava ser muito muito boa com crianças, e ganhava uns pontos a mais por causa do seu carisma. ーComo você se chama?
ーLouis Jauregui. ー O garoto limpou suas lágrimas, estendendo a mão para Camila apertar.
Ela arregalou os olhos, juntando suas mãos com as do garoto. Que tipo de criança, no século XXI, cumprimentava os adultos com um aperto de mão? Ou melhor, que tipo de mãe ensinaria algo tão rígido para uma criança tão inocente?
ーCom quem você aprendeu isso, Louis? ー Camila ergueu uma sobrancelha, tentando lembrar de onde vinha seu sobrenome, que não era tão estranho assim, mas afastou seus pensamentos focando no garotinho à sua frente.
ーAh, eu sempre vejo minha mamãe comprimentar os amigos dela assim, é errado? ー Ele indagou, Camila soltou sua mão e negou.
ーNão, neném. ー Sorriu. ーMas você pode me dar apenas um sorriso e já está bom. Pode me dizer por que estava chorando, agora?
ーA-ah! ー Ele gaguejou. ーÉ porque a mamãe do Louis não trata ele como a senhora. ー Ele juntou as duas mãozinhas em frente ao seu torso, recebendo um abraço desajeitado de Harry.
ーNão precisa me chamar de senhora, Louis, 'tia' está de bom tamanho. ー Falou, percebendo a pose do garoto relaxar e se acostumar com sua presença. ーE como é que sua mamãe te trata?
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Redemption (Camren)
FanfictionApós a morte de sua esposa, Lauren Jauregui nunca havia sido a mesma. Se tornou uma pessoa amarga, descontente e com sua atenção voltada para o seu trabalho. Afundou-se em seu próprio mundo, um mundo direcionado à obrigações monótonas e às vezes até...
