Zona de perigo

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Gabriel de los Santos Barcellos
Escrevo meu nome com uma caneta digital, eu não conseguia ver a letra, porém acho que ela está ali.
Meu pai me disse que fazer a carteira de identidade seria rápido, porém eu mesmo disse que não via necessidade em fazer isso, lá em foz de Iguaçu eu não tinha e me virava.

-Olhe para a webcam que esta posicionada logo a sua frente- diz a mulher sentada com o rosto no computador.

Olhei para a webcam e antes que conseguisse abrir o sorriso as fotos já haviam sido tiradas.

-Ótimo! Agora vou lhe dar um esse papel-diz ela escrevendo algo em um papel rascunho e me entregando- e você entrega ao seu pai e diz a ele que é a esquerda, logo atrás do edifício.

-Ok- digo me levantando e achando estranho dela saber quem é meu pai, pois quando cheguei ela parecia uma funcionária qualquer.

Eu sai da sala e avisto meu pai sentado com seu terno preto e seu par de sapatos sociais, ele estava em uma ligação e quando me vê caminhando até ele , ele desliga o celular.

-Como foi lá filhão?- levanta e me abraça e em seguida estende a mão para mim.

Havia entendido que ele queria o papel que a mulher loira mandou. Eu entrego-o em sua mão e digo as informações dadas para mim pela loira.

Caminhávamos eu e meu pai até a saída do edifício em que estávamos, e um cara abre a porta do carro para mim.

-Va para casa filho, descanse no nosso apartamento, se sentir fome peça a Claudia para fazer algo para você comer. Eu irei resolver algumas coisas nossas e ir para casa.-diz meu pai olhando para mim.

-Ok, Qual o numero de emergência caso aconteça algo?-digo por minha fobia de tédio.

- Cinco!

- Cinco!?-pergunto não entendendo sua resposta.

- Cinco é o numero de empregados que tem no apartamento, os quais voce pode pedir tudo quiser.

Após ouvir suas palavras entro no carro e me sento na janela para ver a vista de cidade maravilhosa.
Estou a caminho de casa, o carro para no sinal vermelho, olho para a praia, esta cheia para uma quinta-feira à tarde, cheio de grupinhos de jovens, garotas bonitas e maquiadas, porém não sei porque estão maquiadas na praia.
Vejo um grupo de garotos jogando bola na areia, todos eles sem camisa, com corpos definidos e sarados, uns mais ou que outros porém sarados ou não, nenhum deles fazia o meu tipo.

Me encosto no banco e fecho meus olhos, me bate uma grande saudade da minha mãe porém entendo porque ela tomou um decisão tão grande assim.
Lá onde morávamos não era um lugar muito estruturado para duas crianças pequenas e um adolescente terem o conforto e privacidade necessária, tirando que estava sem aulas na minha antiga escola a 2 meses, por conta de greves e problemas gerados pela violência dos alunos com os professores.

-então..-diz o motorista me tirando de meus pensamentos.

-Deve ser cansativo viajar tantas horas de avião e ainda não conhecer os melhores diversões da Zona Sul do Rio de Janeiro não acha?!- diz o motorista olhando para mim e dando um sorriso simpático.

 Zona de perigo      Tempat cerita menjadi hidup. Temukan sekarang