Capítulo único

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Aurora tinha seus 17 anos e era tão serena que às vezes as pessoas estranhavam, alguns diziam que aprontava às escondidas dos pais, outros admiravam e elogiavam sua forma de ser

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Aurora tinha seus 17 anos e era tão serena que às vezes as pessoas estranhavam, alguns diziam que aprontava às escondidas dos pais, outros admiravam e elogiavam sua forma de ser.

Sentada na varanda de sua casa se balançando no balanço e olhando para o infinito céu, estava a menina Aurora, com seus olhos pretos e seus cabelos de cor castanho claro voando ao som do vento em seus ouvidos.

Ao entardecer do dia, ela observa uma luz de cor azul, clareando aquele imensidão do bosque poucos metros da sua pequena casa. Em alguns minutos, ela desvia seu olhar e a luz simplesmente desaparece em segundos.

Imediatamente, ela entra em sua casa e avisa seus pais sobre a suposta luz, pois nunca teria visto algo igual, mas seus pais a ignoram e não acreditam. Triste pelo fato de seus pais não acreditarem, Aurora vai para seu quarto e acaba adormecendo ao som de sua música predileta do gênero clássico.

De repente, uma iluminação muito forte invade seu quarto. Aurora tenta abrir os olhos, mas não consegue enxergar, ela passa a mão direita e esquerda nos olhos para enxergar melhor e sai da cama colocando seus pés no chão. Ainda sonolenta, se pergunta que feixe de luz foi adentrou seu quarto. Logo, vai em direção às janelas e vê a mesma luz que observou mais cedo na varanda de sua casa.
Curiosa, decide pular a janela poucos metros do chão, e cai em seguida, mas por sorte a grama suaviliza a queda, permitindo que não se machuque.

Ela sente medo, mas ao mesmo tempo não se deixa levar pelas preocupações de ir sozinha para algum lugar, pois seus pais a diziam que era perigoso sair a noite, principalmente quando a maré do rio estava cheia. Ao lembrar dos avisos de seus pais, Aurora sacode a cabeça, na tentativa de espantar os pensamentos ruins que ainda persistem.
Mesmo assim ela insiste em ir, andando pela estreita rua de pedra, observa alguns cachorros latindo e adianta seus passos, mas quando se vê, já está correndo.
Por um deslize pisa em um pedaço de vidro e acaba cortando o pé.
- Aiiiii! - diz em um tom baixo para não ser vista por alguém que poderia estar na mesma rua.
Ela sente dor, mas continua correndo, pois sabe que se parar poderá estar correndo perigo.

Chegando perto do bosque, e ali em meio as duas árvores tem algo inacreditável, ela via com seus próprios olhos duas mulheres pequenas que aos poucos iam crescendo, e se tornando cada vez mais bonitas, elas tinham grandes asas brilhantes e estava segurando varinhas, uma delas estava vestida de amarelo e a outra estava vestida de azul, seus vestidos eram flutuantes.

Aurora, ao ver as mulheres, se esconde atrás de uma árvore, e pôde ouvir a conversa das duas, pareciam que elas estavam discutindo e a procura de alguém, percebeu-se também que suas vozes eram tão finas. A partir do momento que elas iam crescendo, cada vez mais se transformavam em humanas.

- Só você mesmo para me fazer sair de lá, Áurea! Estou com tanto sono! - Fala uma delas colocando a palma da mão direita na boca que se abria com bocejo.

- Você veio por que quis, Íris! Agora me ajude aqui a desamassar meu vestido - Diz enquanto passa as mãos no cumprimento do vestido que cada vez mais toma seu formato original.

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