As quatro mulheres se entreolharam mais uma vez, estavam determinadas a fazer aquilo. Dessa vez seria real e não por acidente. Mesmo que não fosse a intenção inicial matá-lo, ele mereceu. Todos eles mereciam.
Caroline olhou para a namorada e pensou em o quanto era sortuda de a ter como parceira na relação e no crime. E era de se concordar, Denise era uma mulher linda, no auge dos seus quase 30 anos, seu cabelo liso vez ou outra caía sobre seu rosto, formando uma sombra que a loira achava sensual e misteriosa, seus lábios cheios eram um dos atributos físicos que mais chamavam atenção naquela mulher que beirava a perfeição.
Na noite em que aquele homem ameaçou "mostrar o que um homem de verdade faz" à Denise, Caroline não mediu esforços para salvar a namorada, seu punho acertou em cheio o nariz dele no primeiro soco que deu, quebrando os ossos daquela região. Aquilo foi libertador, machucar a causa da dor, do sofrimento de tantas mulheres que, assim como sua mãe e ela, sofreram na mão de um homem violento.
Qualquer um que ouvisse a risada que Caroline deu ficaria assustado, chamaria a polícia, mas não Tina e Louise. O casal se sentiu motivado e se juntou à pequena "festa" que a loira havia começado. Tina colocou um sorriso malicioso em seu rosto e, com a maior força que tinha, chutou o homem no meio das pernas, fazendo-o cair no chão, as mãos segurando o que antes era sua genitália. Enquanto todas chutavam o homem, agora com ossos quebrados e sangrando, Louise foi até seu carro, pegou seu facão e, com um golpe certeiro, acertou a sua jugular. O sangue espirrava como se fosse um filme do Tarantino, lavando as mulheres em toda sua glória.
"Talvez devêssemos largar nossos trabalhos e virar assassinas profissionais de homens escrotos... No caso, todos eles" As quatro sorriram maliciosamente. Seus destinos estavam traçados.
As mulheres pegaram seus apetrechos, máscaras e armas e subiram na Santa Fé preta, que teve sua placa trocada para não serem rastreadas e seguiram para o lugar que saberiam que encontrariam um bom número de vítimas: a balada sertaneja mais famosa da cidade, aquela que cobra o ingresso pelo menos vinte reais mais barato para mulheres e deixa sua consumação livre até a meia-noite.
Não demorou muito para que um homem saísse do lugar com uma mulher visivelmente bêbada, possivelmente drogada, e um sorriso nojento no rosto. Tina, ligou a camionete e seguiu o carro, que parou em frente a um motel barato de beira de estrada. O homem desceu e jogou a mulher, agora completamente apagada, em seu ombro, a carregando para dentro do quarto. Sem que ninguém percebesse, as quatro entraram até onde o quarto ficava e combinaram como completariam a sua missão.
Não havia sinal de medo ou remorso ou qualquer outro sentimento que as impedisse de seguir com o seu banho de sangue. Apenas excitação pelo o que estava para acontecer.
Louise quebrou a porta e mirou a arma para o homem, que já estava com as calças abaixadas e o pênis ereto. Denise e Caroline seguraram o homem e colocaram uma mordaça em sua boca para que ninguém ouvisse sua tortura. Com um golpe certeiro da sua katana, comprada há alguns anos em sua viajem para o Japão, Tina cortou o membro do homem, que caiu rolando no chão, o fazendo chorar e tentar gritar por entre a mordaça. Caroline soltou o homem e lhe deu três socos no rosto, dois no nariz e um no olho, quebrando alguns ossos. Então foi até sua mochila e pegou seu pequeno canivete que havia ganhado há muito de sua mãe para defesa pessoal e cortou o abdômen do homem, fazendo suas tripas saltarem para fora. Ele começava a perder as forças e já dava sinais que morreria em alguns segundos, se elas tivessem sorte, minutos.
Caroline foi a primeira a tirar a máscara, sendo seguida pela namorada e pelo outro casal. Ela segurou o rosto dele, fazendo-o olhar nos seus olhos. "Isso é pra vocês homens aprenderem a nunca mais mexerem com as mulheres. Eu até te deixaria vivo, para contar para os seus amigos sobre nós, sabe?" Passou a ponta do seu canivete na bochecha do homem, um fino filete de sangue escorrendo. "Mas te matar é bem mais divertido" e com um sorriso malicioso, cortou seu pescoço, terminando com a vida daquele homem. Denise correu até a namorada e a beijou, um prêmio, ainda que singelo, pelo trabalho bem feito das quatro.
Tina e Denise começaram a enrolar a moça, que continuava desacordada, em um plástico para que não tivesse contato com nada e pudesse ser largada em um local com segurança enquanto Caroline pegava seu batom vermelho e escrevia no chão, ao lado do corpo do homem:
Queer Queens estiveram aqui. Homens, tomem cuidado!
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Queer Queens
Short StorySérie de contos misândricos sobre quatro mulheres destinadas a dizimarem a população masculina e acabar com o sofrimento das mulheres. Aviso de gatilho: os contos podem conter citação de abuso sexual, descrição de violência extrema e tortura.
