Capítulo 1

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Christopher's POV

"Com a arma em sua boca, você só consegue falar vogais. Sei disso pois Tyler sabe disso". "Atiro e morro. Mentiroso. E Tyler morre".
Relembro meus momentos favoritos do livro "Clube da Luta" quando passo em frente à um paredão escrito 'Tyler Durden lives'.

Meu primeiros dias na cidade têm sido... únicos? Acredito que sim. Me falaram que era um país tropical, e bom... para um desses, está demasiadamente frio nessa cidade.

- Ouvi falar de um beco por aqui. Parece que é um lugar cheio de pichações. Colorido, espero. Tudo tem estado bem cinza desde que chegamos. - Felipe, meu irmão, diz enquanto mexe no celular. - Não é muito longe, quer ir?

- Claro. Ou é isso, ou desempacotamos as caixas no nosso apartamento incrivelmente grande.

- Está nervoso para amanhã? - Meu irmão, em uma tentativa falha, tenta me animar.

- Não precisa disso, Felipe. Estou bem, confie em mim. 

Por anos foi eu e Bruno. Quem é Bruno? Bom, a história é longa; mas resumidamente Bruno é um amigo. Era. Conheço o homem desde, e me lembro bem, meu primeiro dia no ensino médio francês. Me mudei para França, Marseille se estivermos sendo específicos, quando fiz 15 anos e completei o ensino médio e a faculdade lá. Ao lado de Bruno. No final do último ano, Bruno teve um ataque cardíaco. Como se eu já não tivesse lidado com mortes o suficiente em minha vida.

Agora, o que um homem formado na França vem fazer ao decidir dar aula em São Paulo?
A decisão não foi, bom... unilateral. Meus pais faleceram em um acidente de carro. Felipe e eu nos mudamos para São Paulo para tomar conta do apartamento deles.

Eles se casaram e se mudaram para esse apartamento. Tem o piano da minha mãe. A coleção de vinho de meu pai. E a infância de Felipe e minha. Não seria justo vender a casa.
Agora vivemos juntos. Eu e Felipe.

- Está atrasado, não? - Felipe diz com uma voz rouca de quem acabara de acordar

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- Está atrasado, não? - Felipe diz com uma voz rouca de quem acabara de acordar.

- Estou. Quanta perspicácia.

Vesti-me com uma calça caqui branca, uma camisa social azul escura, cinto preto e sapatênis marrom escuro. Penteei meu cabelo castanho claro para trás, formando quase que um topete. Eu disse quase.

- Caralho. Ainda chove?

- Calma ai , apressadinho. Quando o verão chegar você vai implorar para essa chuvinha voltar. - Piscou para mim.

- É. Aposto que sim.

- Come algo. - Estendeu-me uma xícara de café.

- Estou nervoso. Não deveria estar, certo?

- Maninho, já te falei: Eu já trabalhei com a Cláudia. Ela é suave. - Disse e fez uma pausa. - Só não faz cagada, claro. - Fez uma expressão engraçada.

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