Capítulo 1 - O Acordo!

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Wall Street, a rua do grande touro dos negócios, onde toda a economia de Nova York e de grande parte do mundo morava. O prédio era um dos maiores do local, os maiores e mais renomados escritórios de advocacia do pais tinham um andar ali.

No último andar, na sala da presidência um senhor charmoso de olhos claros, barba cheia, cabelos brancos e porte atlético, que não aparentava a idade que tinha, assinava alguns documentos. Era uma sala imensa, uma grande mesa de mogno, sofás de couro espalhados ao redor da sala, as paredes de madeira escura, alguns quadros de pintores renascentistas e, em frente a grande mesa uma grandiosa lareira, tinha a altura de 2 homens e meio em pé.

O Senhor continuava em sua leitura quando a grande lareira incendiou-se, as chamas fortes e vermelhas chegaram até metade da sala, do meio delas surge um homem jovem, aparentava seus 35 anos de idade, era bonito, cabelos bem penteados e escuros, olhos também escuros e profundos, rosto anguloso, corpo bem trabalhado, trajava um terno Armani da última coleção, ele não estava com cara de bons amigos, saiu do meio das chamas arrumando seu terno e cabelos, indo em direção a grande mesa, esbravejava no caminho.

– Já não aguento mais, até quando a situação vai se estender dessa forma?

O Senhor levanta os olhos, sorri, era sempre a mesma coisa.

– Qual é o grande problema dessa vez?

O jovem, mesmo que olhando em direção ao Senhor, não encarava seus olhos, a muito tempo não tinha mais esse privilégio.

– Ainda me pergunta, sabe bem qual o problema, seus agentes não deixam os meus fazerem seus trabalhos.

O Senhor ri alto.

– Achou mesmo que seria fácil? Achou que poderia me trair e ainda sim ter as coisas com facilidade?

– ISSO NÃO É JUSTO, sabe bem.

Gritou o jovem, o Senhor levanta-se e caminha para frente da mesa, seus olhos nublam e grandes raios começam a desenhar o céu.

– Sei que, mesmo você sendo o senhor do submundo, ainda sim me deve respeito, não esqueça quem te criou, Lucifer!

O jovem afasta-se, já não podia ficar tão perto do Senhor, abaixa a cabeça, mas ainda mantem uma pose arrogante.

– Já não posso chamar-lhe de pai, não é?

– A culpa disso não é minha, não é?

– Não foi sobre velhas rusgas que vim conversar.

– Então diga!

– Seus anjos estão em todos os lugares, atrapalham o trabalhos dos meus, sabe que a humanidade precisa de mim e dos meus para manter o equilíbrio.

O Senhor volta a sentar-se, parece cansado desse assunto.

– Estou farto dessa confusão!

O jovem e elegante homem vê ai uma grande oportunidade, era a chance de acabar com as coisas de uma vez por todas.

– Tenho uma proposta a lhe fazer, um acordo.

O Senhor o olha desconfiado, mas não custava ouvir. Acena com a cabeça, para que o jovem continue falando.

– Sabemos bem sobre a existência da garota, sabemos que ela é especial, e preciosa para ambos os lados, tanto para você, tanto pra mim. O ser que ela poderá gerar mudara o rumo das coisas para os dois lados.

– Sim, disso eu já sei, vá direto para a proposta.

– É o seguinte, meu melhor agente e seu melhor agente, em uma disputa justa pelo apreço e confiança da garota, sem dons especiais, somente armas humanas, e então ela escolherá o lado que quer.

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