Prólogo

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Não sei como pude ser tão cego. Como pude ser tão hipócrita e burro. Burro, mil vezes burro. Se não fosse por mim talvez nada disso tivesse acontecido, ela só precisava de alguém do lado dela.
Ao recordar os últimos instante sinto a dor lasciva de ver meu pedacinho de sol tão apagado, tão... sem vida.
Choro cada gota de água que permeia meu corpo, choro lágrimas que queimam de dentro pra fora, é uma agonia que esmaga o que resta do meu coração.
Eu só queria fazer tudo diferente, queria uma última chance pra dizer o quão forte é o meu amor, queria somente ouvi-la dizer que me ama... até mesmo ouvi-la dizer que me odeia, somente queria  ouvir a sua voz nem que fosse a última vez.
Mais só existe o silêncio.

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