Naquela manhã, ele descobriu que havia perdido os movimentos das pernas. Era de se esperar, nós sabíamos que iria acontecer uma hora ou outra.
Seu comportamento ocasionalmente mudou... Eu só gostaria que antes ele tivesse aceitado melhor que não havia tanto tempo mais.
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°Chae Hyung Won°
Sempre houveram pessoas tossindo nos corredores do Hospital do Câncer de Seul. O barulho em si era um tanto irritante, mas eu já estava ficando acostumado.
Vovó era uma dessas pessoas que tem câncer no pulmão na velhice. Eu a acompanho desde de o início de suas sessões de tratamento. Não entendo muito bem sobre câncer e seus termos técnicos, mas fazia o meu máximo pra não deixá-la roubar minhas carteiras de cigarro pra uso próprio.
— Wonnie, você deveria mesmo parar com seu péssimo hábito. Olhe como eu estou depois de tantos anos, e você insiste em me copiar.
Os braços de Vovó sempre faziam um teatro enquanto ela falava. Mas mesmo assim me soava sincera e preocupada.
Confesso, não estava muito interessado em ouvir suas reclamações repetitivas. Porque mechas de um cabelo castanho médio, bem seco por sinal, saindo da sala do médico, haviam chamado aminha atenção.
Talvez ele precise de uma hidratação.
— Você está me ouvindo, Won?
Era um garoto. Mais baixo do que eu, relativamente forte comparado à mim, um magricela. Quem ele estava acompanhando na consulta? O médico não parava de falar com o mesmo na porta da sala, gesticulando cuidadosamente apontando para um papel na mão do garoto.
— Mal-criado!
Dedos enrugados puxaram minha orelha.
— Respeite os mais velhos.
Suspirei como resposta à vovó. Ninguém mais saiu da sala após o médico fechar a porta, o que era suspeito.
Aquele garoto tem câncer ou algo assim?
— Próxima.
O mesmo médico apontou para minha avó. Nós dois fomos caminhando para a sala, após ajudá-la a se levantar da poltrona. Caminhei segurando seu braço direito.
Nós nos sentamos nas cadeiras geladas de couro e confortáveis de sempre. Vovó, eu e o médico nos conhecíamos de longa data, então era como mais um dia normal.
— Eu já lhe disse que admiro seu carinho por sua avó de vir acompanhá-la sempre?
O médico dizia com um sorriso nos lábios enquanto digitava em seu computador. Ele estava se dirigindo à mim sem nem mesmo olhar em meus olhos.
Fingi um sorriso e uma risada nasal. Eu era como um falso cansado das próprias mentiras.
— Ele é um menino muito bom, não é doutor? — Uma pausa para uma tosse rouca. — Apesar de que ele tem costume de escutar umas músicas estranhas, que falam uns palavrões. Eu não gosto muito disso, mas dá para se considerar, hum?
KAMU SEDANG MEMBACA
drowned;; hyungwonho
Fiksi Penggemar| angst fic.| concluída | Tropeços na ala de oncologia, sorrisos tortos no refeitório e a luz das estrelas rodeando as vidas de Shin HoSeok e Chae HyungWon. Porém um deles ainda está submerso. #3 - 2won /04012019/
