Complicações

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  N. A.: VOCÊS ESTÃO PRONTAS CRIANÇAS?

   Um desastre feião para uma menina feia que nem eu.

    É isso que acontece por eu ser feia.

    Flashback porque não existe história sem flashback:

   Christian Pink é o executivo mais influente de Tão Tão Distante, como eu uma batatinha cozida poderia conseguir um emprego com um homem tão importante e bonito como aquele.

    Christian Pink me olha com um olhar intenso que nunca havia  presenciado antes.

    Christian Pink: por que está aqui?

     Arlete Cleide: pelo emprego.

    Christian Pink: e por que quer o emprego?

     Arlete Cleide: preciso de dinheiro, o preço do tomate tá caro.

    Christian Pink: e por que acha que merece esse emprego?

    Arlete Cleide: assim, eu, tipo, tenho um desempenho tipo super profissional em todos os meus antigos empregos e, tipo, eu acho que eu seria uma funcionária bacana porque tipo, eu sei contar e assim, eu acho que eu posso me sair muito bem.

    Christian Pink parece surpreso com o meu discurso, realmente, ensaiei muito ele antes de vir para cá, tinha que ter certeza de que o emprego seria meu e pelo seu olhar me comendo com os olhos sei que arrasei.

    Christian Pink: e que profissões você já exerceu antes?

    Arlete Cleide: nenhuma.

    Christian Pink: que outros empregos você já exerceu antes então?

    Arlete Cleide: assim, tipo, a minha vó deixava eu cortar cebola e tipo no colégio, sabe? Eu tirava notas exemplares e cara, você deveria me contratar. Não vai se decepcionar.

    Tiro o meu histórico escolar e entrego para ele que pega e atentamente lê cada detalhe. Ele era muito intenso e lindo.

    Christian Pink: posso ver aqui que você finalizou o colégio com 4 de média nas matérias, realmente impressionante.

    Ele me entrega de volta o papel de volta e sorrio em sua direção. Ele parece se perder pelo meu sorriso por um momento antes de sorrir de volta.

    Christian Pink: Arlete Cleide... irei te ligar de volta, obrigada por vir. Você é diferente das outras.

    Sorrio super tímida e saio da sala.

    Passo pela sala de espera e um calafrio passa por mim ao ver uma figura sentada lendo uma revista.

     Nazaré.

     Não pode ser. Chacoalho a cabeça e murmuro.

    Arlete Cleide: não, não, não, NÃO!

    Abro os olhos e vejo todos me olhando, Nazaré não estava mais lá.

    Deve ter sido os cogumelos que eu comi no almoço.

    Desço e saio feliz parando na Starbucks para ser diferente e pedindo um fraputinho porque ninguém pede isso.

    Chegando em casa vejo que havia alguém se mudando para casa ao lado.

    Continuo meu caminho para casa porque não gosto de pessoas mas meu mundo para ao notar o corpo saindo de dentro da casa.

      Um homem.

      Lindo.

      Meu coração bate forte enquanto termino meu fraputinho. Vou em direção ao lixo porque reciclar é importante quando vejo um esquilo correndo em minha direção.

     Dou um grito e me contento com o fim, já é a segunda vez que passo por uma experiência de quase morte e desta vez sei que é inevitável meu destino tão cruel.

    O vizinho lindão chega e grita para o esquilo:

    Vizinho lindão: BANG BANG BANG!

    Olho para ele e vejo que ele é asiático. Um asiático lindão.

    Vizinho asiático lindão: eu sou seu novo vizinho asiático. Meu nome é Ling-Ling.

     Arlete Cleide: Arlete Cleide.

     Ele pega a minha mão e beija, ele é muito cavalheiro.

     Ling-Ling: Arlete Cleide, você é muito bonita, vamos jantar mais tarde. Te pago um salgado.

     Arlete Cleide: para nossa alegria!

     Nos despedimos e nunca senti tanta felicidade de uma vez, amor assim não tem.

     Entro em casa e descubro que não tenho nada para vestir então vou para a loja de roupas para comprar um look casual de ir jantar com o vizinho asiático.

     Entro em casa e descubro que não tenho nada para vestir então vou para a loja de roupas para comprar um look casual de ir jantar com o vizinho asiático

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    Volto já pronta para meu encontro com meu novo amor quando sou rendida por um cara.

    Didi: estamos em uma aventura.

    Arlete Cleide: o que?

    Didi: me desculpe, tenho que te distrair.

    Arlete Cleide: distrair? Como assim?

    Didi me empurra para dentro de uma limusine e fico emboscada. É uma cilada!

    Vejo que dentro da limusine havia um esquilo do meu lado e desmaio no mesmo instante.

N.A.:#katiau?

O Retorno de Arlete CleideHistórias para pegar e não largar. Descubra agora