Promessas.

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Primeiramente, quero agradecer imensamente a todos vocês que estão lendo!

Aqui está mais um dos meus trabalhos, espero de coração que gostem! <3


Meus olhos descerraram-se lentamente, depois de escutar o barulho da porta do quarto surrar o batente.

As janelas estavam abertas, as cortinas tremulavam com o vento. Me levantei, e senti minha cabeça zunir, culpa da bebedeira de ontem. Afastei as cortinas longas de cor azul marinho.

Coloquei minha cabeça para fora. O céu estava escuro, nuvens carregadas e trovoadas anunciavam uma tempestade.

Fechei o blindex fumê e puxei as cortinas.

Me virei novamente para cama bagunçada com os edredons e travesseiros amontoados, cogitando mais um cochilo antes de descer para tomar um café.

Espreguicei-me, esticando braços e pernas, inspirei o ar pra dentro dos pulmões.

Assim que o fiz, minha testa se franziu, torci meu nariz para aquele fedor tóxico e repugnante que invadiu o cômodo.

Me aproximei da porta, aquele odor pestilencial só ficou mais insuportável. Comecei a coçar meu nariz, aquilo me irritava.

Saindo do quarto, me escorei no corrimão de metal olhando para baixo na expectativa de enxergar alguém lá embaixo. Encarei o final das escadas por alguns segundos, fiquei atento tentando perceber resquícios de passos, panelas batendo, ou alguma voz familiar.

Nada...

Fui até as escadas, com a manga da blusa tapando minha boca e nariz, culpa do mau cheiro de cigarro, que impregnava o ambiente.

"Amor? Amor é você?" Não houve resposta.

Enquanto descia os degraus, eu estava pronto, pensando nos argumentos que iria usar para começar a discussão do porque a casa havia dado lugar aquele cheiro nojento de cigarro ao invés do de café, igual a todas as manhãs.

Meu calcanhar carregava o chão de porcelanato branco e gelado, até a cozinha antes de cruzar a porta, comecei a argumentar :

"FUMANDO DE NOVO?!"

Adentrei, ninguém. Só uma única xícara suja em cima do balcão, com restos de leite, cereal e melão.

Fiquei mais furioso ainda. Dei passos largos e ligeiros até a sala de estar, onde uma música baixinha tocava na televisão da sala.

Em cima da mesa, o cinzeiro de prata lotado de cinzas frescas, aparentemente uma carteira inteira de cigarros fora apagada no fundo frio e brilhante do cinzeiro.

Todas as bitucas estavam envoltas com batom vermelho. Era ela.

Gritei mais algumas vezes. "AMOR, AONDE VOCÊ TÁ? KATH?!"

Mais uma vez não obtive resposta. Desesperadamente, corri para todos os cômodos dentro da casa gritando por ela.

Nada. NADA.

Voltei para sala de estar, sentei-me colocando meus cotovelos sobre a mesa e minha cabeça entre as mãos.

Levei meus olhos em direção ao cinzeiro mais uma vez, observando os cigarros apagados com as marcas de batom na ponta, me trazendo lembranças.

Até meus olhos vagarem turvos sobre a mesa e focarem num papel, embaixo da cerâmica dourada moldada em forma de gato, que enfeitava o meio da mesa.

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⏰ Last updated: Nov 25, 2018 ⏰

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