Evan Peters

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Bem, vou começar contando como conheci a Cara
Foi a umas duas semanas, meu amigo Soap estava dando uma festa (pra variar) e eu fui, minha vida tem sido basicamente isso, ir pra festas, encher a cara, ficar doido e beijar umas meninas com gosto de cigarro misturado com bebidas que eu nem sequer conheço. Enfim, fiquei com uma menina na porta e entrei. Não tenho muita paciência pra chegar nas garotas, vou sempre direto ao ponto mas nem todas costumam gostar muito disso. Então, continuando, cheguei lá tinham garotas bonitas como de costume, mas eu já tinha pegado a maioria ou elas estavam doidas demais até pra mim, aí resolvi ir embora, não tinha nada pra mim lá. Não pensei no que eu iria fazer em seguida, talvez entrasse de penetra na festa de algum riquinho metido a besta. Quando tava entrando na minha caminhonete ouvi uma garota chorando em um canto. Não sabia muito bem o que fazer então me aproximei dela e tentei tirar o cabelo do seu rosto mas ela se esquivou então saí de perto e voltei pro carro. Eu tentei mas não tenho paciência. Liguei o carro e estava indo embora quando ela bateu na janela
- Ah fala sério, o que você quer? - falei sem paciência.
- An.. - disse soluçando um pouco - você poderia me dar uma carona?
- Entra logo aí vai - então abri a porta do carro pra ela entrar, não sei o que me deu mas não me custava nada mesmo.
Ela se sentou ao meu lado sem me olhar, virada pra janela, ainda estava chorando. Eu estava dirigindo por uma rua um pouco deserta, não sabia muito bem pra onde estava indo então resolvi falar com ela que se manteve calada o tempo todo:

- Ei, pra onde você quer ir?

- Pra qualquer lugar - falou sem olhar pra mim.

- Argh, vou te levar pra sua casa, fala onde é - respondi sem muita paciência.

- Não quero ir pra casa, não me leva pra casa!

- Ah pelo amor de Deus, não devia ter te dado carona - que menina mais enrolada.

- Me deixa aqui então seu idiota - falou com raiva e foi abrindo a porta do carro que ainda estava em movimento e ameaçando saltar.

- Noossa, que agressiva ela - Em tom de deboche - Sai então - então parei o carro e ela saiu rápido e bateu a porta com força, eu fiquei ali parado olhando ela caminhar desengonçada pela rua escura e deserta. Aquele era um bairro perigoso e por mais que ela fosse um porre, não podia deixá-la sozinha assim então acelerei o carro em sua direção, e abri o vidro:

- Entra aí, vou deixar você em outro lugar.

Ela me olhou com cara de raiva e me mostrou o dedo do meio.

- Tudo bem, fica aí então, com sorte você não vai ser estuprada como a menina que foi encontrada aqui ontem. Tchauzinho - falei fechando o vidro do carro ainda inclinado sobre o banco do carona e olhando pra ela esperando que mudasse de ideia.

- Tanto faz - respondeu com indiferença, mas senti que ela ficou com um pouco de medo.

Parei o carro e desci.

- Escuta aqui gatinha, não tô com muita paciência hoje - falei correndo atrás dela e a colocando em meu ombro e jogando ela dentro do carro. Ela ficou se sacudindo tentando descer mas a segurei firme.

- Ah seu filho da puta - gritava enquanto me dava alguns tapas nas costas - não preciso de você seu idiota, sei me virar sozinha!

- Ah cala a boca, você devia me agradecer, esse é um bairro muito perigoso. Não que eu me importe com você mas se acontecesse alguma coisa eu seria o principal suspeito e não posso ser preso de novo, então fica caladinha e não enche.

Ela me fuzilou com o olhar e voltou a olhar pra janela quando percebeu que não ia deixar ela ali.

Não estava mais no clima de nenhuma festa então dirigi para a minha casa, ela não falou mais nada comigo durante o caminho. Quando chegamos eu falei:

Is That So Wrong?Où les histoires vivent. Découvrez maintenant