Prólogo

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  - Meu nome é Liza Keyston, sou professora-coordenar do setor de criaturas mágicas da Universidade de Bruxas de Whindertale. Minha especialidade? Os animais mágicos. Faz pouco tempo que temos essa matéria incorporada em nossa grade e não foi fácil fazer isso acontecer, para estarmos aqui hoje. Devem estar curiosos para saber o que vão, de fato, aprender ou alguns devem achar besteira e até perda de tempo aprender sobre os animais. Pois bem, gostaria de dizer que todas as criaturas que existem no mundo mágico são tão importantes assim como qualquer feitiço que vão aprender.

- Por isso que em uma das etapas de admissão temos que enfrentar criaturas?
- Essas etapas foram criadas antes mesmo dos seus avós nascerem, então não foi feita para mostrar a importância ou existência dessa matéria. Muito antes, era a fase que fazia muitos bruxos e bruxas desistirem de entrar na Universidade e ainda é. Alguém poderia me dizer o motivo? – Com aquela pergunta muitos alunos dentro daquela sala se entreolharam, questionando-se sobre qual seria a resposta ou até mesmo se havia alguma. Eu não esperava que algum aluno tomasse inciativa para falar logo no primeiro dia de aula, na minha época, não teve nenhum quando nos encontramos na mesma posição que propus a eles nesse momento. Quando pensei em responder, uma garota ruiva e de óculos levantou a mão de forma bem tímida, sorri e esperei que ela falasse.
- As criaturas são temidas pelos feiticeiros.
- Exatamente. De acordo com os feiticeiros antigos, só passaria para a universidade quem realmente tivesse a força de vontade e fosse destemido o suficiente para estudar até os lados obscuros da magia. A forma que encontraram para isso, foi colocando algo que pudessem ter algum certo controle: criaturas mágicas. Posso ver que muitos ainda têm medo ou não gostaram da experiência com um desses seres, mesmo que o que enfrentaram seja o ser mais dócil que eu já conheci. Não se assustem, mas eu que trouxe o Tyranus para cá e um dia ele virá em uma de nossas aulas, mas só quando eu puder provas para vocês que não precisam ter medo.
- Como pode ter tanta certeza que vai tirar o medo de criaturas assim? – Um garoto falou em voz alta o que eu podia ver no semblante de cada um naquele cômodo, eu apenas sorri e voltei a falar:
- Eu fiz um conselho de bruxos antigos acreditarem em mim, pessoas que na época que estavam em seus lugares, não tinham ideia de que um dia algo assim poderia acontecer, que haveria um dia em que alguém poderia dizer para eles que esses animais que temem tanto, não querem machucar vocês. Pelo menos, a maioria, não. – Era de se esperar que muitos ficassem curiosos para ver o que iria acontecer em seguida, então fiquei em silêncio, analisando cada rosto e a forma com que me olhavam. – Estão liberados. Amanhã começaremos de verdade. – Sorri e esperei, assim como eles. Muitos esperavam ver animais em seu primeiro dia de aula, os curiosos e os que gostam de desafiar os professores, com toda certeza, eram os que mais esperavam por isso. Quando perceberam que não era nenhuma pegadinha, começaram a se levantar e dirigiam-se para fora da sala, esperei a maioria sair e me virei para juntar as minhas coisas espalhadas em cima da mesa, coisas que eu trouxe achando que eu iria usar, porém, tudo o que fiz foi fugir do meu plano inicial. A verdade é que essa era a minha primeira aula de toda a carreira que eu queria construir. Um ano atrás, quando me formei, não tinha ideia de que iria voltar para essa universidade, principalmente como professora, mas, minhas pesquisas sobre os animais e como eles eram totalmente diferentes do que imaginavam chamou tanto a atenção, que me chamaram para provar o que eu afirmava. Depois disso, fui contratada.
- Professora, está de saída?
- Sim, estou indo comer alguma coisa. – Falei antes de me virar e ver quem era. A mesma menina ruiva que havia respondido minha pergunta mais cedo. - Quer perguntar algo?
- Eu queria conversar com a senhora...
- Liza, pode me chamar pelo nome. Não sou tão velha para ser chamada de senhora. Mas, sobre o que queria conversar?
- Sobre as criaturas, sempre gostei delas e li as coisas que publicou, mas o medo nunca passou. Como fez para não ter medo também?
- É uma história bem simples e sem muitos mistérios, quer ouvir mesmo assim?
- Claro!
- Então vamos até o refeitório, te pago um lanche. – Ela parecia tão animada e curiosa para ouvir a história que não demorei a começar. Durante o caminho para o refeitório comecei a contar o que seria a história mais normal e sem coisas extravagantes que alguém poderia ouvir.  


Para saber  o que vai acontecer no resto dessa história acesse: http://moonmlibrary.blogspot.com/p/1-universidade-de-feiticos-de.html 

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