Eu estava lá, em um quarto todo branco, deitada em uma cama de hospital, não me lembrava de absolutamente nada ao meu respeito, não sabia o porque de estar ali, estava prestes a me levantar quando chegou uma enfermeira, seus olhos eram verdes, seus cabelos eram louros, era uma linda mulher, com uma voz doce olhou e falou:
- Olá, como você está se sentindo?!
Eu desesperada disse lhe:
- Quem é você? E porque estou aqui? Não me lembro de nada, não sei ao menos o meu nome... O que está acontecendo? Eu estou ótima, quero sair daqui!
A enfermeira com a voz calma disse:
- Você tem que se acalmar! Eu irei te dizer tudo o que precisa saber, basta esperar.
Eu soltei um suspiro como resposta, quando ela começou a falar:
- Eu me chamo Lize, Lize Morgan e estou cuidando de Você.
- Eu até falaria, prazer Lize meu nome é... Mas o problema é que eu não sei ao menos o meu nome.
Lize sorriu e disse me:
- Que tal você falar, prazer Lize meu nome é Rose! Seus pais vieram te ver Rose, talvez eles te explique o que houve com você, posso mandar los estrar? A decisão é toda sua.
Rose, então esse seria meu nome... Eu com um sorriso falso no rosto, balancei a cabeça soando que sim. Lize se levantou e foi em direção a porta, quando não a vi mais, estava ali sozinha esperando que meus supostos pais viessem me ver...
Eu olhei para o lado e vi um buquê de tulipas vermelhas eu as cheirei e eram uma mistura de cheiros, não sabia decifrar que cheiro elas tinham, só sei que era melhor que aquele cheiro de quarto de hospital e havia um cartão que dizia o seguinte:
"Querida Rose, eu sinto muito com o que houve com você, queria eu poder estar ao seu lado nesse momento dificil de sua vida, mas de uma coisa pode ter certeza, eu procurarei quem lhe fez mal , nem que para isso eu vá ao inferno atrás dele e me vingarei. Quando eu voltar prometo lhe procurar."
Beijos e abraços
Carlos J.
Fiquei perplexa com o que ele havia dito na parte em que se vingaria dele.... dele quem? Me fez mal? Quem é Carlos?!
Quando guardei o cartão em meu bolso de um jeans, Lize chegou com Duas pessoas, havia um homem de cabelos pretos acinzentados e olhos azuis e ele era alto, estava com um jeans preto, camisa pólo azul calçava um tênis combinando com a calça. Ele não poderia ser meu pai, parecia ter 17 anos de idade e a mulher como o homem tinha olhos azuis e cabelos pretos que chegava a Lumiar assim como os meus olhos e cabelo, ela estava com um vestido florido e sapatos de salto, também não parecia ser minha mãe. Eu os observava vindo em direção a mim dizendo me:
-Olá querida, como você está?! Eu sou sua mãe Kailla, lembra de mim? E esse é seu pai Thomas!
Eu os olhei com um ar de tristeza e os Respondi:
- Desculpa, mas não me lembro de vocês...
-Normal minha querida, você teve uma perca de memória.
Eu os perguntei o porque de estar daquele jeito, mas logo mudaram de assunto, dizendo que logo de manhã já iria me levar para casa.
Peguei no sono, e quando acordei ja havia amanhecido, o sol invadia o quarto, avistei uma peça de roupa encima da cama e também um bilhete.
"Olá minha filha, quando você ler este bilhete, coloque essa peça de roupa e venha até a recepcão do hospital junto a Piter,estarei lhe esperando"
Beijos mamãe!
Me levantei, peguei a peça de roupa e fui direto ao banheiro que havia no quarto, me vesti e escovei meus dentes, quando me deparei com um curativo em meu pescoço, quis tira lo quando uma voz aparece do nada.
- Se eu fosse você não faria isso.
-Piter, presumo.
-Ouviu sobre mim? Que bom, me Poupou de apresentações.
Disse soltando um sorriso de lado.
-Sua mãe me mandou ver se estava pronta! Podemos ir?!
-Sim, estou.
Piter era um cara bonito e parecia ser bem divertido, seus olhos eram castanhos claros e seus cabelos castanho escuro, que fazia com que tivesse uma combinação perfeita, usava jeans e uma camisa cinza.
Estávamos indo em direção a porta, quando me lembrei do bilhete de Carlos, disse a Piter que tinha me esquecido de usar o Banheiro, quando entrei passei imediatamente o bilhete para meu jeans.
Estava caminhando até Piter quando avistei as flores.
- Já ia me esquecendo das flores também!
Disse, dando uma piscadela.
Piter retribuiu com um sorriso, e saímos do quarto.
Estávamos caminhando em direção a recepção do hospital, havia um silêncio enorme tanto no hospital quanto a mim e Piter, então eu resolvi quebrar o silêncio;
- Você é sempre assim?
-Assim como?
- Quieto... Tímido seria a palavra certa.
-Talvez você não se lembre de mim agora Rose, mas eu e você somos ou eramos grandes amigos.
-Você acha que algum dia eu me lembrarei de tudo e de todos?
-Claro Rose!
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PRINCESA DAS SOMBRAS
Mystery / ThrillerApós anos em coma por perda de memória, Rose tenta descobrir mais sobre seu passado, sua história, e acaba descobrindo varias tragédias causadas por pessoas próximas, e um amor misterioso sob o caus...
