Capítulo I - It has to be worth it.

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Olá, primeiramente gostaria de dizer que todos sejam bem vindos e que espero que todos se imaginem na estória, que se envolvam e se apaixonem por esse projeto tão quanto eu, apesar que sou um mero café com leite.

Mas antes de nos submetermos a estória, gostaria de deixar algumas coisas bem claras, na verdade só uma! Sobre o tempo de cada capítulo novo, eu não posso garantir que estarei publicando a cada semana, mas tentarei o mais rápido possível, então peço que tenham paciência, porque sabemos que o mundo real chega ser caótico, então por favor.

Ah! Também gostaria de uma boa alma pra me ajudar no desenvolvimento da capa, porque sou péssima nessas coisas, então, please me socorrem manas haha.

Por fim, para quem quiser falar comigo a respeito de críticas, ideias e até mesmo bater um bom papo, meu twitter é @broken_lord.

Sem mais delongas, apreciem o enredo e se apaixonem pelos os personagens. Sejam todos bem vindos a "Second Chance".

PS: comentem e votem, e, por favor, compartilhem. Beijinhos.


"De que são feitos os dias? - De pequenos desejos, vagarosas saudades, silenciosas lembranças. (...)" - Cecília Meireles

A grandiosidade da vida esta nos pequenos detalhes; está ao submeter ser o protagonista e não mero figurante, em analisar os momentos e aprecia-lo, para que se possa reviver outrora e senti-lo nostalgicamente, perceberá então, quase que momentaneamente, que a vida é o tempo e, que cada segundo sua vida se esvai e é preciso vive-la antes que o ultimo grão da pequena ampulheta deslize e finalmente encontre os grãos que já se passaram e que fizera companhia por um período da sua vida, e, que diferentemente da vida real, não terá alguém para girar a pequena ampulheta dando-lhe oportunidade para recomeçar e fazer diferente. Você não terá mais uma hora para fazer valer a pena.

Então, meu frágil coração e minha enlouquecida mente entram em desespero ao perceber que não estou fazendo a minha própria vida fazer valer a pena. Absolutamente, esta não era vida que desejei ser vivida, não me sinto protagonista e sim, uma mera figurante que está ao seu modo automático, sendo conduzido para algo que nunca pensei que sentiria... Na verdade, a ausência do que ansiava conhecer. Ansiava amar alguém e tê-la numa intensidade indescritível, no mais alto nível de clichê e, se Deus fosse bondoso com meu frágil coração, alguém que resolvesse ficar. Ansiava por amor.

- Camila... - uma voz soou ao fundo daquela sacristia, tranquilamente se aproximava com pequenos sons dos saltos, enquanto poderia ouvir os movimentos das pessoas fora daquele pequeno cômodo, logo poderá reconhecer o timbre daquela voz, era minha mãe. Respirei fundo, fazendo um curto som nasal para que ela compreendesse que estava a ouvir enquanto observava a rua pela janela do respectivo cômodo, olhava o céu e observava os poucos pássaros que se atrevia a sobrevoar aquela parte e pela primeira vez senti inveja de algo, senti inveja de ser livre. Sinto os meus olhos marejarem um pouco... - Camila, olhe pra mim enquanto falo. - Exigiu a minha mãe e urgentemente, deslizo a ponta dos meus dedos com intento de sanar e controlar a minha vontade, com muita luta consigo me manter intacta e impenetrável, como se não estivesse morrendo lentamente de tristeza. - Você está tão linda, criança... Seu pai está tão orgulhoso de você, pelo o sacrifício que está a fazer pela a sua família.

Minha mãe olhava-me com expectativa e orgulho, admirando-se da visão que via, do belo vestido branco e longo que acentuava minha cintura e destacava meus olhos com os seus pequenos detalhes com algumas pedras preciosas, com um cordão de esmeralda que herdara da minha avó, com um delicado e momentaneamente desleixado penteado, cujo valorizava as ondulações do meu cabelo. Eu estava deslumbrante, mas meu sorriso não se transmitia pelos meus olhos castanhos, apenas uma tristeza desenfreada, descabida e sofrida. Apenas a certeza de uma vida infeliz que teria a vim. Talvez um dia eu o amasse, mas não se há certeza quando se está noiva a longos anos, quem eu quero enganar, eu jamais o amaria.

- Com certeza está... - falei ríspida e sem nenhuma preocupação de como soaria. - Vamos acabar logo com isso.

Lentamente me pus a caminhar para a saída daquele cômodo, partindo para a entrada daquela igreja e a cada passo sentir meu mundo desmoronar, se desmanchar, destruir cada plano, eu sabia, sabia que se pisasse ali, jamais conseguira fugir e pela primeira vez, em muitos anos, resolvi fazer valer a minha vida. Deixando para trás meu mundo, minhas memórias frustradas, meus privilégios, a vida que jamais pedi a ninguém. Eu sei que parece loucura, largar o conforto, a monotonia de uma vida de privilégios que nunca me parecera suficiente, porque nunca foi o quê quis.

Então, eu resolvi ir... Então eu fui. Fui viver a literalidade da palavra liberdade e não há nada que me impeça, não dessa vez. Irei fazer diferente antes que o ultimo grão caia e se der por fim uma história que não valha ser contada.

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Second ChanceWhere stories live. Discover now