É incrível como as pessoas que mais precisamos sempre se vão, como minha mãe e meu tio Charlie. Podemos dizer que Deus gosta de boas companhias, deve ser por isso que ele não levou ainda minha tia Janine que por acaso vive me perguntando o porque que eu fico o dia inteiro escrevendo algo que ninguém vai ler e que não vai parar em nenhuma revista de moda, ela realmente me estressa mas como sou um cara de muita paciência eu simplesmente digo "Ok tia janine, estou indo comprar seus cigarros". Essa é minha vida, ir para escola, ignorar o fato de um garoto jogar insetos mortos em mim e me chamar de retardado, claro o cara joga insetos mortos em mim e o retardado sou eu! Acho que isso é a lei da vida, os burros precisam ser "grandões" e superiores pois sabem que no futuro vão acabar num bar enchendo a cara e no fim da tarde voltar para casa e bater na mulher e nos filhos, não que eu concorde, isso é muito errado.
No caminho da escola para casa eu sempre paro em uma loja de musica e dou uma olhadinha nos discos, e até ouço alguns sons, modéstia parte sou bom em escolher musicas mesmo wendy dizendo que meu gosto musical faz qualquer pessoa feliz cometer um suicídio( achei pesada essa!)
Wendy é minha melhor e única amiga e é um ano mais velha que eu, então eu não a vejo frequentemente, apenas nos sábados que é dia de igreja e nas quintas que é quando ela está livre, acho que ela é a garota com apenas 15 anos que é mais ocupada que um adulto de 30. Enquanto isso eu fico desenhando e escrevendo para não voltar a ficar depressivo e me cortar, lembro de quando fui parar no hospital por ingerir 14 comprimidos de amoxilina e ingerir um pote de xarope (Sim, era burro por achar que iria morrer com xarope e amoxilina, mas era a única coisa que achei naquele momento), acho que tenho uma compulsão por remédios, foi assim que minha mãe morreu, meu pai não gosta muito de falar sobre isso então prefiro nem tocar no assunto.
Hoje não fiz muita coisa além de olhar para o teto do meu quarto e ficar revezando com os meus pés que por acaso estava precisando cortar as unhas,jantei e minha tia sempre perguntando o porque não saio com meus amigos.
- Tia,podemos mudar de assunto por favor?-Te olho por alguns segundos pensando o porque ela se preocupa tanto? Só por que ela se casou com meu pai não quer dizer que precisa se comportar como minha mãe,era o que pensava
- Só queria que não ficasse o dia todo enfiado naquele quarto,alias,já arrumou seu quarto? -Ela pausa a comilança e me olha interrogativa
- Eu arrumo de sábado,sabe disso. -Volto a comer
- Hum. -Ela volta a comer -
Esse "Hum"soou como Não me importo desde que arrume o quarto!
Na verdade não arrumo o quarto de sábado,só não queria puxar assunto sobre meu quarto,que provavelmente terminaria em Tomou seus remédios hoje?
Ela sempre tocava nesse maldito assunto. Subi para meu quarto e fiquei deitado no tapete ouvindo os grunhidos que minha prima fazia com o namorado idiota dela,minha prima é legal mas merece alguém melhor,e que tenha todos os dentes na boca.
Falta duas semanas para meu aniversário,e não estou animado como pessoas que cronometram os dias,e quando chega o dia fica com cara de bunda dizendo nada demais,"só estou chegando cada vez mais perto da morte" ,na moral,o que passa na mente dessas pessoas,ou naquelas que usa camisetas de bandas clássicas e acha que é marca de roupa,eu sinto vontade de matar todas elas,não faria falta.
Um dia desses andando de encontro a uma padaria eu encontrei a tipica garota que se corta e posta no face ela se cortando,a olhei de relance e ela olhou para mim quase engolindo minha alma e em seguida deu um sorriso abaixando a cabeça,ela atravessou a rua e logo em seguida vi dois garotos jogando gilete nela,ouvia eles gritarem. toma,vai precisar para dar seu ''shouwzinho" e em seguida saíram correndo dando risada. Dei de ombros e continue caminhando,fiquei me perguntando,será que ela pegou as giletes?
Não poderia saber pois não virei para matar a curiosidade,me senti mal por não ter pelo menos a protegido,ou sei lá,ajudado a pegar as giletes.
Cheguei na padaria e me direcionei para o cara de avental amarelado de sujeira,comprei um masso de cigarro e duas rosquinhas e sai,atravessei a rua e dei de encontro com Rupert,o garoto que todos temiam pois ele havia voltado de um internato por matar os pais,era o que dizia e por isso ninguém falava com ele,mas fui surpreendido por ele me parar.
- Iae,pode me dar um? -Ele me olha com aqueles olhos verdes e avermelhados,apontando para o masso-
- Não é meu,é da minha tia. -Volto a caminhar-
Achei estranho ele não insistir,ele apenas voltou a se encostar na parede do prédio abandonado .Ouço alguns passos atrás de mim e um cheiro de naftalina,parecia que alguém estava me seguindo,apenas caminho sem olhar para trás e então um toque ríspido pousa sobre meu ombro e me faz parar,um ruivo grandalhão me encosta na parede me pedindo para entregar tudo que tinha. Olho para ele e antes de uma reação sinto sua mão direita esmurrar meus estomago.
E cai no chão sem ar derrubando as rosquinhas e o cigarro,o cara pega as rosquinhas e pisa no masso e em seguida chuta minha barriga me fazendo me encolher quase em posição fetal e torcendo para que ele fosse embora,rupert chega correndo e o que vejo é ele esmurrar o garoto ruiva até o mesmo se manter no chão em uma poça de saliva e sangue,ele tira das mãos dele a rosquinha e pega o masso e me levanta,me faz apoiar nele e me olha.
- Tudo bem ae cara? -Ele dizia sem ao menos ter ficado sem folego depois daquela cena-
- Sem ar...um pouco. -Digo me esforçando para não chorar-
Conversamos até chegar em casa,falta umas sete quadras até chegar em casa então batemos um papo,falamos sobre o ruivo,ele disse que era um idiota drogado e que ele só estava na "larica",se eu soubesse ao menos o que é estar na larica. Ele não parecia um cara ruim como todos o julgam falar,se soubessem que ele me ajudou provavelmente o olharia de outro jeito,ou talvez arranjaria outra versão da história dizendo que inventei que apanhei de um cara porque rupert me ameaçou,certeza disso. Após ele me deixar na porta de casa ele tira do bolso o masso de cigarro amassado e me entrega as rosquinhas. Pensei em dar lhe uma rosquinhas mas achei mais justo dar um cigarro pois ele havia pedido antes.
-É da minha tia mas dane-se eu me explico com ela. -Te entrego-
-Ow,valeu ae em,qual seu nome carinha? -Ele pega o cigarro levando aos lábios e ascendendo
- Down... -Digo rapidamente como se soasse estranho meu nome-
-Ah beleza,o meu é Rupert. -Ele estende a mão livre dele para mim-
O comprimento e depois de alguns segundos entro para casa.
- Por que demo... O que aconteceu com você?! -Diz Violet tocando em meu rosto e em seguida minhas roupas-
- Fui assaltado,mas Rupert me ajudou e o cara não levou nada. -Me pronuncio tirando o casaco e colocando no cabide-
-Rupert,ele não fala com ninguém! -Violet pega a rosquinha da minha mão e come uma enquanto pega o masso e entrega para janine-
-Porque está faltando um cigarro Down? -Minha tia Janine grita ao se levantar do sofá e olha para mim como se me investigasse com os olhos-
-Dei um para Rupert por me salvar do assalto,desculpe mas ele havia pedido antes do acontecido só que neguei,achei justo pela ajuda. -Olho para ela com expressão serena-
-Ok..ok,espero que seja verdade porque se souber que anda fumando,garoto você entrará em altos problemas.- Ela me encara voltando se sentar no sofá.
Olho para Violet que sorri e sobe para o quarto,a sigo comendo a outra rosquinha,vamos para o quarto dela e ela fecha a porta,nos sentamos no telhado,eu e ela sempre fazíamos isso em dias de primavera para ver as folhas caindo das arvores e ficarmos pegando elas e colando nos cadernos como coleção,paramos de colar as folhas mas não de sentar no telhado.
Ela encosta seu braço no meu como se apoiasse em uma parede,da um suspiro longo e quando percebo ela estava me encarando com aqueles olhos azulados quase cinzas.
- O que houve? -Toco em seus cabelos-
Parece que ela é mais nova que eu mas por incrível que pareça ela tem 22 anos e age como se tivesse 12 anos se apaixonando por tudo que é babaca por ai. Na teoria de Platão amor é uma doença mental,concordo plenamente com esse cara.
- Nada,só estava pensando o porque você não tem namorada,é tão gentil e um bom amigo. -Ela soava como se quisesse algo quando se movia encostando a cabeça em meu ombro e voltando a olhar para as arvores logo a nossa frente-
-Talvez porque prefiro me preocupar em ter um cérebro antes que uma garota o coma com suas bobagens de amor. -Estava sendo sincero-
Não odeio garotas mas o que vejo é que elas não fazem sentido e elas sabem disso mas não admitem,e pra mim se apaixonar por uma delas é mesma coisa que jogar uma bola para um cachorro pela janela,você sabe que vai fuder o cachorro mas faz só por achar que o cachorro não é burro de se matar por uma bola.
-Que horror Down! -Ela se ajeita se desencostando em mim e rindo do que disse-
- Se fosse mentira você, veria homens sendo eles mesmos enquanto namoram,eles parecem retardados rindo e saltitando como se nada os incomodassem. -Nesse momento pensei que poderia ser bom se apaixonar e sentir qua nada o incomoda mas em seguida lembrei que nem tudo é um lago de chocolate do "willy wonka"-
- Isso é verdade mas isso é por se apaixonar,ou fingir que se apaixona dizendo que não vive sem ela e em seguida da um pé na bunda dela. -Ela abraça as pernas e vira o rosto para mim séria-
Naquele momento sabia que falava de si mesma,não sabia se ficava feliz por isso ou a abraçava e dizia Graças a deus terminou com o banguela,o banguela do filme "Como treinar o seu dragão" tem mais dente que ele,alias,ele tem mesmo.
-Ok -Suspiro e abraço ela envolvendo meus braços em seus braços a acolhendo,sim,sou maior que ela-
Ela chora enquanto me abraça e se afoga em meu moletom me apertando,afundo meus dedos em seus cabelos negros ondulados e um pouco oleoso.
-Desculpe... Você me avisou mas nunca te ouso. -Sua voz era abafada por estar com o rosto na minha blusa-
-Mulheres...teimosia,por isso estou bem longe delas,prefiro ficar distante. -Brinco puxando seu rosto e limpando suas lágrimas-
E naquele momento limpando suas lágrimas vou de encontro com seus olhos,ela sorri,mas não sorri como nas fotos do perfil dela e nem em fotos familiares,nunca vi aquele sorriso,não pude evitar me aproxima e fico surpreso por ve-la se aproximar também. Sua boca pálida um pouco ressecada,seus sorriso me encantou e então sinto o beijo e meus olhos involuntariamente se fecham,nossas bocas ressecadas e umidas ao mesmo tempo se tocando em meio o frio,sinto sua mão quente tocar meu rosto e a minha acariciava sua nuca e meus dedos se afogam em seus cabelos,sinto o gosto de rosquinha e seu hálito quente ao se afastar num sorriso e se encostar em meu peito.
- Então.. -Fico fazendo cafuné nela-
-Porque só namoro caras idiotas? -Percebi que ela queria mudar de assunto e fingir que aquilo não aconteceu-
-Aceitamos o amor que achamos merecer -Sempre quis falar aquilo-
-As vantagens de ser invisível,não se cansa de ver esse filme? -Ela sorrio e suspira-
-Não. -Sorrio-
-Apesar que tem razão,aceitamos o amor que achamos merecer. -Ela suspira me abraçando -
Ficamos assim durante horas até ela adormecer,a pego no colo e entramos,consegui entrar com ela por que o telhada é de frente para a janela dela,entro com cuidado com ela e a coloco na cama. A cubro e a vejo acordar.
-Shh,volte a dormir viol .. -Passo a mão em sua testa-
-Fica aqui comigo,dorme aqui. -Ela segura minha mão-
-Melhor não. -Meu corpo estremeceu pois sabia que não evitaria arrancar as roupas dela-
-Por favor. -Ela sussurra com uma falha no som da voz me deixando excitado,ela me puxa para cama-
Não queria ficar ali mas ao mesmo tempo queria,queria tirar aquelas roupas,tirar as dela e me afogar em seus seios fartos mas eu só tinha 14 anos,o que poderia fazer? Comer ela não seria fácil,eu ia querer fazer isso mais vezes e ia acabar sendo pai antes da faculdade e cometendo incesto porque ela é minha prima,e ela seria presa por pedofilia,pedofilia não é quando a vitima não quer? MAS EU QUERO!
- Ok,até você dormir,depois vou para meu quarto. -Me deito no cantinho da cama colocando meu braço envolta do seu pescoço -
-Uhum..-Ela se aconchega me abraçando-
Senti sua respiração em meu pescoço,seus lábios tocaram meu ombro,parecia estar acordada e sim ela estava acordado alguém em mim e sim era o meu pau. Ouço sua risadinha abafada e fico imóvel,quase não respiro. A unica coisa que me vinha na mente NÃO COME ELA CARA,NÃO COME ELA. Enquanto a minha outra parte da mente dizia MAS CARA ELA É MUITO GOSTOSA!
Respiro fundo e então me levanto me afastando dela,aposto que os punheteiros de plantão não esperavam por isso né,podem guardar o creme da mamãe,era o que veio em minha mente. Sempre acho que tem espíritos vigiando todos nós,principalmente quando morre alguém na casa que estam morando.
Ela me olha toda envergonhada e se senta apoiando as mãos na cama e me olha .
-Me desculpa,estou tão carente,e você..Você me deu conforto. -Ela diz quase chorando de novo-
-Vou para o quarto. -Saio do quarto dela fechando a porta-
O que poderia dizer sobre isso? A abraçar e transar com ela? E isso com certeza iria acontecer,então prefiro sair sem "confortar ela"novamente. Precisava de um banho gelado e de um porno para acalmar meu amigo,tomo um banho rápido e visto uma calça de moletom e uma camiseta branca,coloco meus óculos na cômoda próxima a cama e pego meu "note" e procuro algum video. A punheta foi boa até o momento que tive que pegar minha toalha que estava do outro lado do quarto e me limpar. Me deito novamente,coloco meus fones e ouso uma musica(Bring me the horizont-fallow you) que me fizesse parar de pensar em sexo e quando percebo já estava dormindo.
¨¨
Desculpem os erros ortográficos grotescos. Na época da escola não prestava atenção nas aulas, viajava demais .
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Down Cooper
Novela JuvenilQuem é Down cooper? Não que isso vá mudar a sua vida quando enfim o conhecer. Ele será uma memória, será talvez até um devaneio e quando você pensar nele sempre vai se perguntar " Mas porque estou pensando em Down cooper?"
