Capítulo Único

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Olá, é a primeira fanfic que escrevo e resolvo postar.
Essa história apareceu depois que fiquei horas vendo o clipe Decalcomanie, além de imaginar as meninas na era do jazz.

Pra entrar no clima, há uma playlist no spotify que se chama "Deixa o jazz rolar". Foi nela que escrevi toda a história.
O título vem de uma música cantada por Ella Fitzgerald e Louis Amstrong.

Espero que gostem :)

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Era uma noite chuvosa naquele dia, Erik e eu estávamos saindo para um jantar com um importante acionista de um banco americano ao qual Erik já há um tempo pensava em investir seu tão precioso dinheiro. Era por isso que estávamos aqui, em um país estrangeiro. Estrangeiro em todos os sentidos, o país que para muitos era a terra da liberdade, mas para mim, era a prisão. Eu namorava com o Erik há mais ou menos seis meses. Nossas famílias há um tempo já viviam na América. Tanto eu quanto ele éramos de famílias ricas, sempre fui cercada com luxo e riqueza, nunca reclamei, porém dentro de mim, eu estava cansada com tudo aquilo, era tipo um sufocamento, um sentimento que me dizia que mesmo tendo aquilo tudo eu não seria feliz.

Eu tinha um bom relacionamento, um namorado atencioso, dedicado e compreensível. Bonito também, de olhos pretos e cabelos castanhos curtos, um corpo magro e forte também. Perguntava-me se no fundo ele me amava de verdade, ou só queria expor a bela e rica namorada que possuía. Nosso relacionamento já havia sido planejado por nossas famílias, não houve tempo de conhecer outras pessoas e me apaixonar de verdade, minha mãe dizia que o amor viria com o tempo, porém sempre questionava se um dia a admiração que eu nutria por ele se tornaria algo ainda maior.

Fui tirada dos meus devaneios assim que nosso carro parou em frente ao restaurante mais caro de Nova York. Esta cidade era enorme e não duvidará que cresceria ainda mais, pois a cada dia mais navios com pessoas de todo o mundo vinham para cá.

O chofer abriu minha porta e meu namorado já me esperava ao lado do carro com seu lindo terno preto de mais alta-costura e seu chapéu na cabeça. Escolhi para aquela noite usar um vestido azul-escuro de alças que ia até meus joelhos, um pouco decotado na frente e mais justo em meu busto e minha cintura. Um casaco de plumas da cor preta, e meu chapéu em forma de sino que era preto com uma listra branca. Além dos acessórios, minhas joias, pulseiras de ouro em meu braço direito e um colar de pérolas em meu pescoço e um sapato de salto alto de cor preta.

Erik me conduziu até a entrada do restaurante e pude perceber como o lugar estava cheio. Ele avisou da nossa chegada para a hostess, a recepcionista do lugar que nos seguiu até uma mesa de quatro lugares que ficava próxima de um palco em que uma banda tocava um som muito agradável. Era uma mesa de quatro lugares e dois deles já estavam ocupados pelo acionista do banco e sua esposa. Ele era um homem corpulento de cabelos grisalhos e sua esposa parecia ter a minha idade, loira de cabelos curtos o vestido de alta-costura só que bem mais ousado. Ela estava com um cigarro em suas mãos, naquele lugar muitas pessoas fumavam quando estavam entretidas em suas conversas antes que a refeição chegasse. Nos sentamos e logo nós quatro fizemos o pedido, em poucos minutos Erik já bebia seu uísque com seu amigo e eu e aquela bela mulher bebíamos champanhe. Conversávamos os mais variados assuntos, um deles era o fato de se passarem dez anos desde o naufrágio do maior transatlântico da época, o RMS Titanic. Nosso jantar chegou após uma meia hora de conversas, no meio dele a conversa continuava de maneira agradável.

A única coisa em que eu pensava era como sair dali e sumir pela cidade. Aquela moça tentava puxar assuntos comigo, mas eram tão triviais que eu só mexia minha cabeça e fazia movimentos com minha cabeça e dizia sempre sim.

Dream A Little Dream Of MeStories to obsess over. Discover now