Eu me lembro do dia em que Flower foi embora... Hehehe, me lembro quando ela se fora em meus braços. Eu só gostaria de vê-la novamente, tocar seu rosto e ouvir sua voz doce... Ah, sua voz doce como mel, doce como uma flor...
Flashback on
— Por que você fez isso novamente, Frisk? — Ela sorri fraco.
— Eu fiz isso por mim...
— Mas você sabe que se continuar fazendo isso, você irá morrer — deixo uma lágrima escorrer de mais olhos.
— Por que você está chorando?
— Como você sabe?
— Eu posso sentir — ela toca meu rosto. — Não se sinta deste jeito, Sans.
— Eu não quero que você se vá... — Minha voz estava frágil como porcelana.
— Eu tenho que ir...
— Por favor, fique mas um pouco — eu estava chorando.
— Você sabe que eu não posso, Sans — ela encosta a cabeça em meu ombro.
— Por favor... Não se vá.
Seu corpo fica mais leve, e quando percebo, o mesmo havia se transformado em flores, levadas pelo vento...
Flashback off
Coloco o buquê apoiado em seu túmulo. Já havia se passado um ano, eu tinha que seguir em frente. Suspiro.
Sinto muito querida.
Lágrimas escorrem de meus olhos, caindo sobre meu colo. Eu não poderia deixá-la aqui sozinha, eu precisava de sua companhia. Eu precisava ouvir sua voz...
"Querido...?" Ouço sua voz ecoando na minha cabeça.
— Flower?
"Não me chame assim, você sabe o quanto isso te machuca."
Ficamos em silêncio.
— Toc Toc.
"Essa piada de novo?"
— Toc Toc...
"Quem é?"
— Flor — já estava chorando novamente.
"Flor... Quem?"
— Você esta florida hoje... Querida.
Depois disso sua voz se fora junto à brisa, e eu sabia que já era hora de eu ir embora. Me levanto com um pouco de dificuldade e vou em direção ao Grillby's.
Como sempre, olhares assustados são direcionados a mim assim que passo pela porta. Me aproximo de balcão e Grillby me da um olhar amigável.
— O mesmo de sempre...
Ele me entrega uma garrafa de mostarda.
— Estava visitando Frisk? — Ele me pergunta. Grillby era a única pessoa que sabia que eu fazia isso.
—Yeah... — levo a garrafa até minha boca sentindo o gosto descer pela minha garganta.
— E o que ela te disse? — Perguntou enquanto servia outros clientes.
Papyrus entra no bar com agressividade, não me deixando responder.
— SANS! O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO AQUI?
Dou de ombros tomando outro gole da bebida. Ele fica com raiva e me puxa pelo braço, me levando até o lado de fora e me jogando na neve.
— Qual é o seu problema? — Bato a mão na minha roupa tentando limpá-la.
— O MEU PROBLEMA? QUAL O SEU PROBLEMA? VOCÊ TEM SIDO TÃO IRRESPONSÁVEL, E NÃO LIGA MAIS PARA NADA!
— Quando você começou a agir como um idiota? — Aponto para a cara dele, seus olhos brilhavam de raiva.
— ME RESPEITE, SEU IDIOTA! QUER QUE EU TE MATE, ASSIM COMO OS OUTROS MONSTROS?
— E o que isso importa? Vá em frente, bro, tire a vida de mim... E o que isso irá mudar para você? Apenas mais um monstro morto! — Dou um passo à frente. — Ande! Me mate e mostre a todos o quão forte você pode ser!
Raiva domina seu corpo, ele da um passo para frente, assim como eu havia feito antes. Porém se contém e se afasta, indo em direção a nossa casa.
Olho em volta e vejo algumas famílias assustadas, me viro para o caminho oposto e, com minha magia, atiro um boneco de neve feito por uma criança para longe.
Me teletransporto para Waterfall, atrás da cachoeira. Me encolho em um canto em posição fetal e começo a chorar... Chorar por tudo que estava acontecendo, chorando pela Frisk...
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Volta pra mim
Fanfiction(atenção, spoilers) Após a trágica morte de Frisk, Sans entra em uma depressão profunda, desistindo de tudo e todos. Para ele, não havia mais motivos para continuar a seguir a vida. Depois de muitas visitas ao seu túmulo, Sans começa a ouvir vozes...
