Pássaros cantando ao longe, um vento frio fazia os pinheiros zumbirem.
São 5:43 am, esta um pouco escuro, algumas estrelas no céu. Eu tinha fugido a noite, enquanto meus pais durmiam para ir a uma festa de um amigo. Agora estava voltando, mas por algum motivo eu não sabia por que estava andando por aquele caminho. Uffa, agora conseguia ver a casa. Desci o barranco, e caminhei em direcão a entrada de casa. Subi em um pinheiro que ficava a frente da janela do meu quarto, dei um salto pra dentro caindo de cara no chão e acordando meu irmão e minha irmã.
-O que você esta fazendo? - perguntou minha irma julie
-Nada!volte a dormir - falei me levantando do chão e indo pra minha cama
-Dormir? Você deu um baita susto em nós, agora quer que a gente volte a dormir tranquilos - meu irmão Corey é muito autoritário, apesar de ter apenas 11 anos.
Por fim, eles dormiram, e eu fiquei olhando meu celular, minhas mensagens.
Quando me acordei, meus irmaos ja nao estavam mais no quarto, ouco falas na cosinha. Caminhei em direcao ao banheiro, lavo meu rosto e me olho no espelho, meu cabelo esta cheio de colfetes, entro debaixo do chuveiro deixando aquela "ressaca" sair pelo ralo.
Chego na cozinha com uma calca jeans e uma camisa quadriculada vermelha e preta e um boné preto.
-Bom dia familia - falo pegando uma xicara branca e despejo um pouco de leite e café nela.
-Bom dia - todos dizem juntos
-Cade o papai? - pergunto olhando para o meu relógio de pulso, que marca 08:37am
-Ele ja saiu, acho que ele foi consertar a caminhonete - disse minha mãe Charllot
-Ok, vou atrás dele - disse roubando um pedaco do pao da minha irma, antes de sair pela porta, ouvi ela fazer um xingamento carinhoso.
Sai na varanda, olhando o ambiente e respirando um ar puro e cheiro de verde. Andei por uma pequena estrada que ia para o celeiro. De um lado o vasto campo e seus barrancos, e do outro lado onde os animais ficavam.
Abri a porta do celeiro, olhei em volta e não vi nada, nesse meu pai escorrega debaixo da caminhonete vermelha a minha frente.
- Hey garotao, me dá uma forca aqui - ele estendeu a mao pra mim ajudar ele a se levantar. Ele usava um macacao todo sujo de graxa.
-Pai, deixa que eu faco isso - de carros eu entendo bastante
-Certo, você cuida disso, que eu vou fazer outras coisas - ele disse isso se virando de costas, quase saindo pela porta
-Oohh pai - ele se virou na mesma hora, e fez um gesto com a cabeca para que eu continuasse - depois que eu consertar o carro, posso ir na cidade buscar algumas coisas.
Ele olhou para fora
-Pode sim, mas tenha cuidado pra não matar ninguem - meu pai disse brincalhão.
Meu pai se chama George, ele é assim divertido, sério, amoroso, enfim,um otimo pai e marido.
Terminei de consertar o carro e sai rumo a cidade.
Como sempre a cidade estava muito movimentada, então decidi estacionar o carro a uns dois quarteirões de distancia de onde eu iria e seguir a pé. Passei em frente a varias lojas com vitrines luxuosas, entrei em um prédio muito luxuoso
-Olá bom dia, posso ajuda-lo? - uma recepcionista me falou enquanto me aproximava dela. Ela fazia isso, somente para faser cena, pois ela ja sabia o que estava fazendo ali.
-Sim, gostaria de falar com o Sr. Marchal - menti.
-Deixa eu avizar que você esta aqui - ela diz isso pegando o telefone e discando um numero qualquer - Sr. John, o Sr. Marchal o espera. É por aqui - ela se levanta da cadeira e me acompanha até o elevador - toma cuidado, tem gente desconfiando por aqui, posso perder meu emprego - ela disse preocupada e olhando para tras, pra ver se não vinha ninguem.
-Não se preucupe, eu sei como lidar com leões - disse com um sorriso cumplice.
Subi até o andar 8 e fui em direcão ao quarto 1143, bati e esperei abrir. Karina me recebeu, como esperado. Ela saltou em cima de mim, me lacando pelo meio com suas pernas. Entrei e bati a porta.
Ela estava linda, vestida em um short jeans rasgado e uma camiseta do nirvana com seu cabelo cor de mel em um rabo de cavalo. Seus olhos verdes me enfeiticavam. Carreguei ela até um sofá marron que ficava de frente pra uma TV tela plana de 43 polegadas. Deitei ficando em cima dela, dando beijos e mordidas em sua boca e seu pescoco. Ela desabotoua minha camisa, me deixando so de calca. Nós nos enlacamos mais em beijos, arranhoes e mordidas. Quando eu ia retirar sua camisa alguem bate na porta.
-Karina, abra a porta - ahh merda, o Sr. Marchal, o pai de Karina. E agora, por onde eu iria fugir.
-Se esconda na janela, la ele não ira olhar.
-Você esta maluca, tenho amor pela minha vida - falei cruzando os bracos.
-Vamos, não é hora pra brincar - ela foi me empurrando até a janela
-Ja estou indo pai, estou terminando de me vestir.
O lado de fora da janela não tinha onde se segurar, somente uma coluna grossa que eu me abracei nela. Não demorou muito para eu ouvir a porta do quarto bater, então eu voltei para dentro.
-Karina? - não tinha mais ninguem no quarto. Ela havia levado seu telefone, e a camisa que ela vestia estava em um cabide perto do abajur.
Passo pela recepcionista e ela me olha de canto de olho. Naquele momento, percebi que tinha algo errado. A porta do prédio estava trancada. Voltei até a recepcionista, mas ela não estava lá. O que estava acontecendo? Não havia pessoas andando na calcada. Resolvi voltar ao quarto. Entrei no quarto e olhei pela janela, a cidade estava deserta, nem sequer uma busina de carro. Ao longe escutei uma sirene, olhei para a rua abaixo do prédio. Uma ambulância estava passando em alta velocidade, quando do nada 3 pessoas se jogam em cima e nas laterais fasendo com que o carro tombasse. Ouvi tiros, e uma das pessoas cai no chão. Ouvi gritos. Eram 3 pessoas, uma estava caida no asfalto, só tinham duas. Mas para minha surpresa, agora tinha trêz novamente. Essa terceira estava se debatendo, se jogando no chão e gritando de um jeito assustador.
Sem querer, deixei cair um vazo que tinha a beira da janela, demorou 5 segundos para ele atingir o chão. Quando isso aconteceu, uma das pessoas deu um salto na direcão do prédio e comecou a escalar com muita facilidade na minha direção, as outras se jogaram contra a porta de vidro do prédio que se espatifou em pedacinhos.
Não sei o que estava acontecendo, mas alguma me dizia pra eu correr dali.
ESTÁS LEYENDO
The Infinity Evil
AcciónJohn é um cara normal como os outros, mas ao se ver no meio de um apocalipse zumbi, descobre muitas coisas sobre seu "eu".
