Sábado, o melhor dia para sair e festejar. Minha vida não é tão boa, são apenas shows e fãs dizendo que me amam, eu não sei se realmente amam ou são apenas palavras. Eu amo todas elas, mas eu necessito de um amor de verdade.
Eu e todos os membros do grupo adentramos o grande local, uma das melhores baladas de Seul, como eu gosto. O cheiro de bebida impregnava todo ar, garotas e garotos se pegando eram vistos e fãs loucas com nossa chegada logo estavam em nosso campo de visão. Algumas não pareciam se importar com a aparição.
Gritos eram ouvidos e eu parecia estar ficando surdo com aquilo. Fãs histéricas gritavam e tiravam fotos conosco.
Depois de mais ou menos 1 hora, já havíamos tirado pouco mais de 200 fotos. Eu estava cansado e a ponto de pedir para pararem, eu não aguentava mais aquilo.
Finalmente, parecia que a calmaria havia chegado, não eram mais ouvidos gritos, a música que antes era inaudível agora parecia alta até demais.
— Oi. — A garota disse sem se importar, a blusa com o logo de nosso grupo estava suja com alguma bebida e ela mantinha a calma enquanto mexia em seus cabelos.
— Olá. — Eu disse com um sorriso fraco e posicionei minhas costas no encosto do grande sofá de cor vinho.
— Deve ser ruim. — Ela disse bebericando um pouco da bebida cor-de-rosa.
— Você quem está bebendo, não eu.
— Não estou falando da minha limonada rosa. — Ela riu.
— Do que você fala então?
— Desse negócio de ser idol, vocês não podem sair que tem gente atrás gritando e tirando fotos.
— Eu gosto de parte disso, ter que tirar fotos é bom, mas eu canso de tanta gente e eu quase fico surdo com tantos gritos, tenho que ir em otorrinos quase todos os meses. — Eu brinquei.
— Ta rindo do que?
— Rindo?
— É...você disse "o tô rindo". — Ela fez aspas com as mãos, eu gargalhei.
— Eu...Eu não disse..."o to rindo"...eu disse otorrino...otorrinolaringologista. — Eu dizia entre risos.
— É de comer?
— É um médico, médico especializado em ouvidos, laringe, faringe, etc. — Expliquei.
— Meu idol sendo meu professor, nada mau. Achei que só cantava.
— Ei, eu também danço.
— Ter saúde é o que importa. — Ela riu e deu tapinhas em minhas costas.
— Que tipo de fã é você?
— Não sei, nunca fiz esse teste.
— Quem é seu bias? — Eu disse olhando para sua blusa.
— Infelizmente sofro por Hong Joo. — Eu sorri.
— Coitada de você, sentada ao lado do seu bias, sem surtar. Como você faz isso?
— Não sei, mas posso começar a gritar se quiser.
— Não, obrigado.
— Eu só não vou sair daqui sem tirar uma foto.
— Achei que era diferente das outras fãs. — Suspirei.
— Sou diferente, mas não sou burra. Eu não vou perder a oportunidade de esfregar na cara das inimigas que eu tenho uma foto com meu lindo grupo. — Nós rimos.
