{1} Minha vida foi destruída

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Me despeço da minha amiga, saio da sua casa e caminho até a minha. Já era uma hora da manhã e estava na casa Katherine estudando para um teste, não muito importante, que teremos na faculdade amanhã. Sim, tenho 17 anos e já estou na faculdade, quase a concluindo para ser mais precisa.

Estava frio, como a maioria das noites aqui em Miami nessa época do ano. Passo por uma rua que não tinha muito costume de passar por lá de noite, só passava quando estava muito tarde ou quando estava atrasada. Vejo um carro parado na frente de uma mansão e um cara encostado no carro com um copo na mão.

"Ignora Alison, ignora." - dizia para mim mesma baixinho até ouvir alguém dizer algo.

- E ae boneca. -ouço uma voz rouca perto de mim, passo pelo cara tentando o ignorar mas ele segura meu braço e me puxa para si.- Uma moça tão bonita não quer se divertir um pouco com um moço lindo? -Ele diz tentando encostar no meu rosto mas eu me afasto.

- Não encosta em mim, por favor. -digo já sentindo meus olhos marejarem.

- Mas eu ainda nem comecei.. -ele sussurra próximo ao meu ouvido e desliza suas mãos nojentas por meu corpo.

Não consigo ter nenhuma reação a não ser chorar, eu não conseguia me defender ou o machucar, eu só chorava. Ele me arrasta para dentro da mansão e ali no jardim acaba comigo, destrói o pouco de mim que ainda restava após a recente morte de meu pai.

- Não faz isso comigo, por favor... -consigo dizer chorando. - Eu tenho sentimentos, sabia?

- Foda-se os seus sentimentos, eu quero é me satisfazer. - ele continua. - Você é só um brinquedo meu por esse noite. - ele diz e eu choro mais.

Ele me olhava e gemia, me ver sofrer o dava prazer, MAS QUE CARA DOIDO! Sinto seu líquido me invadir e choro mais, minha vida estava arruinada, eu já não tinha mais motivos para viver, acho que se um caminhão me atropela-se eu não me importaria, estava com nojo e desgosto de mim mesma.

- Vai! Sai da minha casa nojenta! - ele diz ficando de pé começando a recolher suas roupas que ele mesmo espalhou no jardim. - Sabe nem gemer.

Permaneço chorando no chão, eu não tinha forças para levantar, me vestir e ir embora, eu só queria morrer.

- Anda garota! Não está me ouvindo? -ele me segura pelos cabelos me levantando à força. - Sai agora da minha casa. - ele me joga pra fora de mansão e logo em seguida joga as minhas roupas.

Caio no chão chorando, junto minhas roupas, visto apenas minha lingerie, eu não estava aguentando, a cada segundo a dor só aumentava juntamente com o nojo e o desgosto.

Fico em pé com uma certa dificuldade e caminho até a minha casa ainda chorando.

~ 5 meses depois~

- NÃO! Isso não pode ser verdade! Confere isso, pelo amor de Deus! -começo a chorar desesperadamente, isso não podia ser verdade. - Eu não posso estar grávida do cara que me estuprou!

- Calma minha filha, não se desespere. -minha mãe tenta me acalmar, mas é em vão.

- Mãe eu estou grávida do cara que me estuprou! Você tem noção do que é isso? -digo desesperada me levantando maca e limpando o gel que a doutora tinha espalhado na minha barriga.

Vim ao consultório ver se tinha algum cisto no ovário e a médica me diz que estou grávida de cinco meses, eu aguento com isso? E não, eu nunca desconfiei, já que minha menstruação sempre foi bem descontrolada e quase não dá pra perceber minha barriga, engordei muito depois daquele dia.

- Se você não quiser essa criança você pode a dar para a adoção. Não entre em pânico, não vai te fazer bem. - ela diz tentando se manter calma.

-É, vai ser melhor você o doar do que ficar com uma criança que não vai cuidar e amar. - A médica diz tentando me acalmar também mas saio dali sem falar com ninguém.

~ 3 anos depois ~

Chego na empresa, cumprimento as recepcionistas, vou até o elevador, entro assim que ele chega, aperto o 16° botão e aguardo.

Me olho no espelho e ajeito meu cabelo sorrindo, hoje vou ter uma entrevista com um candidato para a vaga de secretário. Saio do elevador assim que ele para no andar que eu queria, cumprimento as pessoas que vejo pelo caminho, vou até a minha sala, arrumo tudo e enquanto o canditado não chega, adianto o trabalho.

Pouco depois ouço batidas na porta, mando entrar, ouço a porta ser aberta e ouço passos mas continuo adiantando meu trabalho, vejo pelo canto do olho e pessoa se sentar, tiro os olhos do computador e o olho me surpreendendo. Vo-você?

UnforgettableWhere stories live. Discover now