Camila Cabello -
Certo dia, estava sentada no refeitório da escola, escrevendo alguns poemas no caderno, quando de repente à vi passar diante minha mesa. Caminhando lentamente em direção a pequena mesa perto da janela. Seus cabelos escuros bagunçados em meio ao seu rosto sereno davam a ela um ar de juventude, o jeito que os cabelos desgranhados pareciam dançar com o vento passou a roubar toda minha atenção naquele momento, e seus olhos verdes, extremamente brilhantes. Então percebi o quão linda ela era, e como nunca tinha me dado conta de que uma garota tão sexy assim estava ali a no máximo 4 mesas depois de onde me sentava todos os dias. Eu sempre fui quieta, por ser motivo de piada entre os alunos, acabava me afastando de todos, ser odiada não era tarefa fácil. Quem me conhece (meus pais) sabe que não foi escolha minha, eu nasci assim.
Homossexual, heterossexual, preto, branco, azul, amarelo, ninguém realmente escolhe como e onde vai nascer. Deus coloca cada um, onde sabe que aquele pequeno ser vai aguentar passar todas as dificuldades da vida.
Mas era óbvio que os outros alunos não pensavam como eu, agiam feito idiotas lunáticos, sempre tentando achar um jeito de zoar a sapatão, a coitadinha que não tinha amigos, então o jeito, era ficar em silêncio, o que não se rebate não te atinge.
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Me peguei reparando nos mínimos detalhes daquela garota;
Olhos verdes e bem misteriosos, boca avermelhada como sangue, sorriso encantador que ia de orelha a orelha, quando mudava as páginas de seu livro que segurava com firmeza, pude até mesmo reparar em suas mãos, com as unhas pintadas de preto, brancas e pequenas, ligeiramente delicadas e pareciam ter sido feitas sob medida para se encaixar nas minhas. Soltei a famosa "risada pelo nariz" quando notei que tinha escrito todas suas características no canto direito da folha no caderno, talvez esse seja um de meus defeitos, reparar tanto em alguém que nunca me notaria.
Uma de minhas paixões era fotografar, tirei minha câmera da bolsa, e em um pequeno gesto escondido, tirei uma bela foto da garota. Iria revelar e guardar na gaveta assim como todas as outras fotos que eu tirava. Não sou de mostrar o que eu fotografo, é a minha paixão, ninguém precisa dar opinião naquilo que amamos.
Apenas quando o sinal tocou que eu reparei o quanto nosso intervalo era curto, fiquei esperando todos irem embora, e quando ela se levantou, fiquei novamente observando, suas coxas não tão grossas, mas num tamanho razoável para fazer juz a sua bunda redondinha e totalmente atraente, a calça jeans colada ao seu corpo, e a blusa vermelha que combinava perfeitamente com seus lábios, o caminhar era sexy, e objetivo, como alguém que sabe o que quer, totalmente confiante de si mesma. Ela andou até a porta tentando guardar uns livros na bolsa pendurada de lado em seu corpo, o que me pareceu que ela é um pouco desastrada, e isso lhe deixava tão fofa, e me fazia querer apertar suas bochechas e lhe dizer o quanto era linda. E meu Deus, como era linda. Algo nela me chamava muito a atenção, não era sua beleza extremamente natural, seu perfume doce que exalava pelo pátio, era ela, apenas ela que estava mexendo tanto com a minha cabeça, com a minha imaginação, e aguçando todos os meus sentidos em questão de minutos. Ela me deixou enlouquecida, eu queria conhece - lá, queria saber de sua vida, queria ouvir o som de sua voz, queria apenas saber, se por algum milésimo de segundo, ela poderia se apaixonar por alguém feito eu.
Fui de volta para minha sala perguntando a mim mesma "o que mais poderia me causar?". Naquele dia nenhuma aula foi a mesma, nenhuma aula demorou tanto para passar quanto as 3 últimas, nenhum professor nunca me pareceu tão chato naquele dia. Minha mente estava totalmente focada naqueles cabelos escuros, naquela pele branca, naquela mulher.
Quando o sinal bateu pude respirar aliviada, e em fração de minutos guardei todo meu material. Queria vê - lá, o mais rápido possível. Saí eufórica da sala, procurando os cabelos escuros que se misturavam pela multidão aglomerada na porta da escola, os alunos desciam as escadas rapidamente como animais que acabara de ganhar a liberdade. Então eu a vi, e para minha frustação, ela estava abraçada a um rapaz. Alto, branco assim como ela, loirinho e de olhos escuros como a noite. Eles faziam brincadeiras um com o outro, beijavam - se, e trocavam carícias. Então me veio a cabeça, por que diabos ela passava o intervalo sozinha se ela tinha companhia?
Minhas pernas estremeceram e amoleceram, se desse uma ventania eu não parava em pé.
Era óbvio que ela não era como você Camila, que absurdo, pensar besteiras com a garota.
Ok, recompondo - me da "queda" que havia levado, segui meu caminho para casa, mexendo hiperativamente no meu molho de chaves, que mal conseguia segurar nas mãos que estavam trêmulas, assim como meu corpo inteiro.
Andando rápidamente cheguei em casa em poucos minutos, subi direto para o meu quarto, tirei toda a roupa e entrei debaixo do chuveiro, precisava literalmente tomar um banho de água fria. A água parecia entrar em choque com a minha pele, as gota de água gelada arrepiavam cada pedaço de mim. E ao fechar os olhos podia ver nitidamente a feição dela em minha frente, minha respiração descompassada em meio a água no meu rosto me fazia quase entrar em pânico.
O que diabos era isso? Que sensação terrível, alguém tira "isso" de mim. Por favor!
Voltando a pensar racionalmente em minha condição atual, apenas enrolada numa toalha, desci as escadas direto para a cozinha, revirei os armários e panelas afim de encontrar algo que pudesse me satisfazer. Nada. Nada aqui. Nada ali. Decidi então focar onde mais gostava, de volta ao quarto liguei meu computador, e acessei minhas redes sociais. E assim então, passei o resto do dia.
Quando minha mãe voltou pra casa, trouxe com ela a janta, e seu bom humor contagiante, ela me contou sobre o seu dia. Sobre o trabalho, e tudo mais que ela podia.
Ao fim da noite, eu me encontrava deitada de barriga pra cima na minha cama, olhando pro teto, com as duas mãos na barriga. Repassando cada parte do meu dia, cada momento, cada instante. E apenas via ela, e seus cabelos escuros dançantes ao vento. Era surreal, uma sensação que nunca havia sentido.
Milhares de hipóteses rodeavam minha cabeça, milhares de instantes passados em que eu tentava procurar ela nas minhas memórias, com a intenção de lembrar se ela sempre estivera lá, e eu nunca reparei. Nunca havia visto tal beleza com tanta intensidade.
O sono então foi tomando conta de mim, os olhos pesaram, e logo se fecharam e eu peguei no sono...
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Sweet Disaster
FanfictionJá parou pra pensar no quanto a sua vida pode ser um desastre quando você se apaixona? Se a sua resposta for sim, você deve entender como Lauren e Camila se sentem. Ao longo de uma história conturbada, com muitos preconceitos, elas acharam uma brech...
