Quando a morte conta uma história, você tem que parar para ouvir .
Era uma vez um pequeno garoto, um garoto magrelo de olhos esverdiados, cabelos acobreados, a se balançar, e se afogar em suas próprias lagrimas a sombra de uma arvore, em uma vazia e serena estrada de cascalho..
Aquele garoto vivia solitário, não possuia amigos alguns lá, pelo fato de viver sozinho, e sempre estar observando aquela paisagem sempre sobre o mesmo lugar, nada, nunca mudava . a noite serena, os céus negros como carvão, apenas o som do ranger das folhas ao se chocar com o tronco das arvores, e o enorme contraste do branco do cascalho misturado a pedaços de caco de vidro granito sobre a escuridão do anoitecer..
O garoto que não possuia ao menos alguma companhia, apenas observava...
mais tarde naquela mesma noite, a qual se repetia a tantos anos, o menino levantou sua cabeça, e olhou para o horizonte, seus dentes rangiam de frio, e seus cabelos balançavam devido ao vento daquela noite, quando percebeu uma figura no horizonte, uma figura alta, de pele escura, que possuia cabelos negros, e vestia um terno preto feito de pedaços de algodão e lona, o qual acompanhava de um chapéu que cobria seus olhos por completo..
O menino já não possuia mais esperanças, pois sabia que de um jeito ou de outro um dia teria que se retirar daquele lugar, mesmo não possuindo mais esperanças.
logo o homem começou a caminhar pelo cascalho, se aproximando do garoto de feição assustada, que se encontrava com os braços em volta dos joelhos e a cabeça enfiada entre eles.
- Estava a minha espera?
- Sim senhor, eu não tenho mais motivos para continuar neste lugar..
- e porquê você acha isso garoto?
- Pois o senhor já levou as pessoas que já me importavam.
- Tens medo de ficar sozinho?
-Todos nós temos. - Ele levantou sua cabeça revelando seus olhos esverdeados, agora de um vermelho inchado devido as suas lágrimas de solidão . - Assim como todos tem medo do escuro, e da propria raça humana.. os humanos são malvados. o senhor não acha?
- E de mim ? você não tem medo de mim?
-Não.. não tenho porquê ter medo do senhor, o senhor é bom, pois levou embora aqueles que são bons demais para esse lugar.
Eu fiquei quieto.. não tinha mais respostas diante dessas, apenas segurei a mão do garoto, que desabava suas lagrimas , que encharcavam sobre seu cabelo cor de cobre, e seu rostinho pálido, segurei sua mãozinha com força, e nos fomos embora. a alma dele era leve.. leve como sua doce inocência que fluia sobre aqueles pequenos olhos carregados de lágrimas.
Verde... aqueles olhos, posso dizer que nenhuma cor jamais me fascinou tanto, sabe, esse doce garoto foi a unica alma boa até hoje que já teve esse privilégio de possuir os olhos que realmente enxergam.
O rosto pálido e o olhar esverdeado de uma criança capaz de ver o inferno em que vive o ser humano.
Dedico essa história a minha amiga Sammy, que me incentivou a criar coragem para escrever isso ^^
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A Sombra
Mystery / ThrillerQuando a morte conta uma história, você tem que parar para ouvir.
