Annie-Prólogo

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A garota começou a correr pela floresta. Suas pernas estavam doloridas e machucada. Ela poderia jurar que havia espinhos nos seus pés, pois ela sentia algo doloroso perfurando-o. Mas ela não poderia parar de correr, a garota tinha acabado de fugir dos caçadores.

Ela escutou barulho de passos distantes. Se a garota de 8 anos não conseguisse correr mais, ela poderia jurar que era seu fim. A garota olha para trás, na intenção de vê se alguém estava segundo-a, mas ela acaba tropeçando nos próprios pés e cai no chão com tudo!

-Ali! -grita um homem e aparece na sua frente. A garota fecha os olhos e vê sua mãe morrendo na sua frente.

A morte da sua mãe foi em vão, e ela não poderia deixar isso acontecer. Ela tinha que lutar até seu último segundo. Apesar de não saber a causa deles querer a garota morta, algo na sua cabeça lhe alertava que só poderia ser algo que seu pai possa ter feito para irrita-los. Mas ele irritou os caras errados.

A mão imunda do homem, segura seu braço. A garota tenta se debater, mas sabe que isso será em vão. Ele era muito mais forte que ela, e isso não seria uma boa ideia.

-Aceite logo que você irá morrer. Juro que não irá demorar -ele fala irônico e a garota começa a chorar.

-Me solte, por favor -ela pede choramingando. O homem apenas ri.

-Cala a boca! -ele grita e joga ela no chão. A garota cai novamente e bate a cabeça no chão. Sangue começa a descer e sua visão fica turva. A dor lhe invade, fazendo as lágrimas cairem com mais força.

-Me deixe viva, eu f-faço tudo que quiserem! -implora a criança. Ela tinha que viver, pois sua vida era preciosa...a mãe dela morreu por ela, e o máximo que ela poderia fazer era honrar isso.

-Falei para você calar a boca! -O homem, sem piedade, dá um tapa na cara dela. A criança sente o local arder. O tapa foi tão forte, que seu corpo todo estremeceu.

O homem pega um galho de árvore e levanta em direção da garota. Ela agora tinha certeza que aquele seria seu fim. Ela sabia que não haveria nada que a pudesse salvar.

-Pare! -fala um outro homem, aparecendo por trás das árvores. Ele puxa o galho da mão do outro homem, e a garota jurava que poderia escutar o rasgo da pele do homem se abrindo.

-Por que? -Pergunta o homem se virando para o cara. O fato da sua mão ter sido rasgada, aparentemente, não deve significa nada para ele.

-Lily está morta -fala o homem olha a garota a sua frente -Essa criança poderá tomar o lugar dele, Sérgio! Pense por esse lado: A nossa punição não será tão ruim para nós, quando o chefe saber.

O Homem, ou melhor Sérgio, lhe analisa. Apesar da sua visão turva, a menina percebe um sorriso se formar nos seus lábios. A garota pisca os olhos e pensa na possibilidade de sair viva disso tudo. Ela tenta ignorar essa sugestão, mas o gesto que Sérgio faz à surpreende! Ele ergue a mão na sua direção e faz um gesto para a garota pegar. Ela pensa várias vezes se deve pegar, mas acaba se rendendo e aceita.

Pelo menos ela estaria viva...Ou ela imaginava que ficasse! Algo começa a gritar na sua cabeça, e faz com que ela tenha certeza dessa decisão.

-Qual seu nome? -pergunta Sérgio, indiferente. A menina ergue uma sobrancelha pelo fato dele ter esquecido rapidamente que ele iria mata-la da pior forma possível.

-A-Annie -responde. O homem atrás de Sérgio lhe lança um sorriso forçado. Ela tenta ignorar e foca em Sérgio.

-Bem-Vido aos Assassinos, Annie -responde Sérgio e abre um sorriso cínico, e isso faz com que a menina estremeça.

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