- 》17 de Março de 2016
A passos rápidos faço meu caminho de volta para casa, minha enorme vontade de chegar e encontrar com minha princesa, passar um tempo com ela e enfim descansar, ouço passos atrás de mim fazendo meu corpo estremecer de medo, a rua não é muito iluminada, causando um aspeto sombrio, aumento a velocidade de meus passos sentindo que a pessoa atrás faz o mesmo, olho por cima do ombro vendo um homem vestido num casaco com capuz levantado impedindo de seu rosto ser visto por mim. Viro-me para frente apavorada ouvindo sua risada rouca, olho novamente para trás não vendo ninguém, suspiro aliviada, meu medo deve ter causado tudo isso, mas tenho a sensação de que isso não acabou, ele pode ter se escondido ou sei lá, viro meu corpo por completo e observo atentamente a rua.
- Deve ser coisa de sua cabeça Amber. - Digo pra mim mesma me virando para seguir o meu caminho.
- D-desculpa. - Digo atrapalhada ao chocar meu corpo contra o do rapaz, tento passar pelo seu lado, mas o mesmo segura meu braço impedindo tal ato.
- Calma docinho, pra que a pressa? - As palavras saem de sua boca numa calma absurda.
- Desculpa de verdade não queria tombar em ti, se me dá licença estou atrasada. - Respondo sua pergunta tentando soltar meu braço.
- Não precisa ter medo docinho não vou te fazer mal algum. - Solta uma risada anasalada.
- Me deixa ir embora por favor. - Minha voz sai fraca e amedrontada, não posso ver seu rosto direito mais sinto que ele sorri, seu dedo indicador passa pelo meu rosto seguindo para meus lábios. - Por favor!
- Shhhh... Vem comigo, e acho melhor não gritar. - Sua voz é sombria.
- Não! - Tento desesperadamente soltar meu braço de sua mão, mas como resposta sinto o mesmo ser apertado com mais força me fazendo gemer de dor.
- Eu não quero te machucar xuxuzinho, apenas quero conversar contigo. - Ele anda me levando com ele em direção a um beco escuro, o desespero toma conta do meu ser, sinto lágrimas grossas descerem pelo meu rosto.
- Por favor me deixe ir. - Digo entre soluços ao sentindo meu corpo bater na parede fria.
- Senti sua falta. - Ele diz com o rosto próximo ao meu.
- Desculpa mas eu não sei quem é você. É isso, você deve estar me confundindo. - Viro o rosto em direção a entrada do beco tentando pensar algo pra sair dessa situação.
- "Dentre bilhões de rostos no mundo, o seu é o que eu nunca me esqueceria." * Olha pra mim. - Ele ordena, meio incerta obedeço.
- Por favor! - Peço olhando em seus olhos.
- Eu já disse que não vou te fazer mal algum, não acha que é perigoso uma dama estar a essa hora na rua? - Pergunta-me com um sorriso de lado.
- Estou voltando do trabalho, deixe-me concluir meu caminho. - Soluço.
- Você não deveria ter medo de mim, só estou te protegendo. - Seus lábios tocam nos meus depositando um fraco selinho. - Senti falta do seu cheiro. - Ele murmura colocando seu rosto na curva do meu pescoço puxando fortemente o ar por seu nariz.
- Pelo amor de Deus, você está me confundindo, nunca estivemos juntos antes, me deixa ir. - Tento empurrar seu corpo pra longe do meu mas é impossível, sinto o mesmo sorrir depositando um beijo em meu pescoço chupando de leve em seguida, nojo, nojo é o que eu sinto disso tudo.
YOU ARE READING
Stalker
Teen Fiction" [...] A passos rápidos faço meu caminho de volta para casa[...] " " [...] ouço passos atrás de mim fazendo meu corpo estremecer de medo, a rua não é muito iluminada, causando um aspeto sombrio[...]" " [...] - D-desculpa. - Digo atrapalhada ao choc...
