O corredor era iluminado por tochas, não sabia onde me encontrava, minha respiração estava irregular, eu conhecia aquele ambiente, ja estivera ali milhares de vezes.
Caminhei pelo corredor e adentrei na saleta, uma enorme lareira estava acesa, no teto um lustre pendia, balançando e balançando, como se uma criança marota houvesse se pendurado a minutos atrás.
De repente, ouço um barulho estranho, leve e aplumado, a cada segundo o barulho aumentava quando noto que se tratam de passos se aproximando de uma porta que havia passado despercebida, corro e esbarro sem querer em uma mesa que fica ao centro de tudo, os passos cessam como se aguardassem vacilantes um novo som, passados dois segundos os passos retornam mais contínuos, escondo-me atrás de uma poltrona e espero. A porta começa a chacoalhar, alguém tentava abri-la, ouvi o barulho de chaves e o rodar da maçaneta seguido de um clec que me deixou mais inquieto, não havia percebido, mas estava suando, passei as costas das mãos em minha testa e afastei uma gotícula de suor em minha testa e enxuguei minhas mãos na calça que estava usando, a fim de dissipar o líquido que ali brotava. Num rompante uma menina entra e para na soleira da porta, é Ariel, magnífica com seus cabelos louros que chegam até sua sinuante curva que liga sua cintura as nádegas, seu corpo esta envolto em uma seda fina, branca radiante, um vestido simples, mas belo, acompanhando seu corpo esguio e curvilíneo perfeitamente, como ela é bela. Sem perceber meu corpo se move ao encontro do dela parando a poucos passos da figura imóvel da garota, seu olhar penetrante me envolve em uma onda de êxtase e luxúria, como olhos castanhos tão claros podem brilhar tanto capaz de iluminar minha alma e vertiginar minha mente?
Em fração de minutos Ariel estava no chão e contorcia-se com uma expressão de dor, com o tempo suas pupilas saíram das órbitas e seu corpo passava a tremer mais e mais, meu corpo parecia petrificado, arrepios subiam por minha espinha quando um ruído cortante rompeu o silêncio, era um grito de Ariel, suas pupilas retornaram, seu corpo acalmou-se e um sussuro desprovido de energia saiu de seus lábios.
-Samuueeel...
Então, eu acordei...
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Atraente
RomanceEm uma cidade atemporal, vive um jovem, Samuel Boorth , com uma vida aparentemente normal, exceto por um pai, Richard Boorth, altamente autoritário, incontestável e frio e uma mãe, Pennélope Boorth, submissa ao extremo que vive as sombras e a mercê...
