Cloridrato de Fluoxetina, Quetiapina, Diazepam...
Eu estava me afundando lentamente em uma depressão profunda...
Antidepressivos não funcionavam. Minha tristeza era grande e minha vontade de viver se esvaia a cada vez que eu via um deles. Aquelas coisas podres que por um motivo desconhecido insistiam em se alimentar de carne constantemente. Os grunhidos incessantes me atormentavam e a cada passo que dava eles me seguiam.
Eu era fraca, devido ao meu estado psicológico visivelmente abatido e o uso de grandes quantidades de remédios para me sentir melhor.
Eu me sentia grogue, relaxada, e muito sonolenta enquanto ingeria as tão preciosas gotas de Diazepam.
Eu estava dopada de Fluoxetina. Ele me deixava feliz, mas era momentâneo.
T
odo remédio tem um efeito colateral, e a tristeza me afundava em um mar de mágoas e sentimentos ruins assim que o efeito passava.
James não sabia o que fazer. Meu irmão nunca foi o mais inteligente, mas por mim, para me proteger ele criava as mais mirabolantes estratégias de sobrevivência.
Eu completamente dopada pelos remédios, não fazia nada. Não matava um errante, James matava todos que cruzavam nosso caminho.
Eu nunca fui assim, dependente de substâncias químicas para sobreviver. Eu não queria admitir, mas eu era completamente viciada nas minhas gotas e comprimidos. Eu achava que aquilo me daria mais conforto, me faria pensar que o mundo ainda era o mesmo. Viva eu estava, mas nunca me senti tão morta.
Sabia das consequências dos remédios. Não podia ingerir muitas gotas de Diazepam, poderia morrer a qualquer momento. Entrar em um coma profundo. Mas não era isso que eu queria? Morrer? Errado, eu tenho medo da morte. Eu tenho medo dessa nova vida. Aprendi do pior jeito possível a tentar ser forte.
Quetiapina me ajudava a ser menos agressiva e arrogante. A parar de pensar na morte e em suicídio. Tarefas quase impossíveis, a morte nos rodeava a cada instante.
E
u no auge dos meus dezesseis anos, era dopada pelos malditos remédios.
Queria parar com eles, meu irmão e eu brigavamos por opiniões divergentes à respeito deles. Eu pensava que queria parar, mas falava que eu precisava deles. Lidar com James ficava cada vez mais difícil quando discutiamos.
Fome, medo, angústia, morte... Minha vida não tinha mais sentido.
Eu precisava de uma salvação. Eu precisava de um modo para sair daquele mar de mágoas.
+ + +
– Vamos sair daqui agora.–disse Glenn decidido. – Quando Rick e os outros apareceram nós corremos. Corremos muito. Quanto mais de vocês nos ajudarem melhor.– sussurrou ele.
Agradeci mentalmente por não ter enfiado as gotas e os comprimidos garganta à baixo, se não estaria apagada agora.
Estávamos presos em vagão de trem. Não tinha nenhuma luz, não comiamos nada há mais de quatro dias– a não ser migalhas –exatamente desde que chegamos no local dizendo ser para sobreviventes. Minha vontade era de estourar os miolos do retardado que nos prendeu ali. Ah como eu estaria feliz com uma arma agora, isso é claro, se soubesse atirar direito. Com o meu irmão e algumas pessoas no espaço apertado, o calor era praticamente insuportável.
Eu passei a maioria dos dias no piloto automático, quase como um zumbi de tão lerda por conta dos remédios, como a fome era grande, tomei muitas quantidades de Fluoxetina que além de me deixar feliz, e me deixar triste depois, diminuí o apetite.
O Fluoxetina tinha um efeito controverso em mim. Ele servia para tirar a minha euforia, mas me deixava feliz, e depois esse efeito sumia.
Descobri que o nome do desgraçado era Gareth. Um maluco canibal, que provavelmente ia nos devorar. Ele e o grupo dele eram canibais, assim como os mordedores. Mas diferente deles, eles tinham um cerébro que funcionava. Ou não.
Minha cabeça estava a ponto de explodir a qualquer momento. Não queria estar ali, eu só queria um lugar para finalmente descansar, mas isso é impossível. O mundo mudou e as pessoas mudaram com o mundo.
Glenn, um dos integrantes de um outro grupo que estava conosco no vagão falava tudo num tom de liderança e montava estratégias e táticas de como sair dali junto com Rick, o líder deles que estava em outro vagão ao nosso lado. Glenn nos repassou que Gareth ia no no vagão em que a metade do grupo dele estava. E que o líder deles ia atacar, fugir e nos soltar junto com o grupo deles.
Achei tudo um tanto arriscado, sem garantia de nada. Quem garante que o líder deles não fosse morto antes?
Morrer era o meu medo, eu estava sendo uma baita de uma medrosa. Mais também o grupo de Gareth parecia uma fortaleza de resistência militar. Todos os seus "soldados" armados. E nós não tínhamos ao menos uma faquinha. A nossa desvantagem era grande.
– Quem topa? –Glenn perguntou depois de ditar várias vezes o plano.
Arriscado? Muito. Perigoso? Tudo nesse mundo agora é perigoso.
Não pensei duas vezes, era a única chance de sobreviver e sair daquele inferno.
– Eu topo. –disse sem hesitar enquanto meu irmão arregala os olhos ao me ouvir pela primeira vez desde que chego aqui.
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notas da autora:
hello, it's me
❤
primeiro de tudo agradeço por estar lendo. essa fanfic será grande, mas depende de vocês, se estiver ruim é só falar que eu paro ok? hahaha.
se gostou é só comentar e deixar uma estrelinha, isso incentiva muito!
tenho muitas idéias para a #tw,mas essas idéias só serão realizadas com a ajuda de vocês :3
o livro tem mais ação, mas isso não significa que não terá romance heuheuheuhe preparem-se para uma explosão de olhos azuis o nosso carl vai ser crucial para a personagem ❤_❤
o nome dela no próximo capítulo que pretendo postar em dentro de uma semana, ou até amanhã mesmo heheheh
milbjs meus walkers
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THE WALKERS » carl grimes
Fanfiction"Aquele mundo não era mais para mim. Aquele mundo não era mais para ninguém. Até o pior ser humano da terra não merecia viver num mundo como esse. Andávamos sem rumo, de casa em casa. Não adiantava correr, eles sempre nos achavam de um jeito ou de...
