Apesar de todas as minhas tentativas Eduard continuava tenso e nervoso. Eu tenho um grande carinho por meu amigo Lourenço, mas admito que ele acaba sempre por aparecer em alturas inoportunas e indesejadas...
Nosso almoço corria bem, dentro daquilo que se poderia chamar de " bem" depois da enorme discussão entre Dona Marta, e Eduard... Por mais que tenha imaginado, nunca em nenhuma ilusão tinha previsto conhecer minha sogra dessa forma... e também não imaginara ficar com tão má impressão dela num primeiro encontro...
Pude constatar que ela também não teve uma impressão muito boa de mim, pelo menos suas palavras e suas expressões nada agradáveis me fizeram pensar assim...
Ela é uma mulher bonita, vistosa e elegante... mas com um ar nada agradável e pouco humilde... Quando conheci Eduard, aquele Eduard frio e arrogante, e se não tivesse tido o prazer dele se dar a conhecer melhor para mim, os acharia iguais...
Apesar de reconhecer que ela é realmente difícil e pouco amigável tinha que deixar claro a Eduard que não concordava com seu tratamento e principalmente com o uso daquelas palavras da parte dele... O ambiente naquela sala onde ambos discutiam era péssimo, e senti em meu moreno uma raiva e tristeza muito grande... Ele realmente sofreu muito e continuava sofrendo com todos esses acontecimentos que para bem ou mal marcaram toda sua infância e infelizmente se reflectiam ainda no seu presente... Posso compreender toda a sua frieza, toda a sua pouca vontade em amar, e principalmente sua forma reservada e fechada perante a vida... Imagino o quanto tenha sido difícil para ele admitir seus sentimentos comigo... e sua dor em nosso afastamento... eu me sinto até culpada de o ter feito sofrer sem motivos...
E me sinto também feliz, é feio de se dizer, pois sei o quanto ele está de verdade sofrendo, mas tudo isto me prova que ele se entregou a mim embora tenha sido muito duro para ele fazê-lo, para mim, eu fui a escolhida do meio de tanta garota que deve ter tentado...
Caminhávamos em silêncio pela areia, numa mão nossos sapatos a outra entrelaçada com a dele... Tinha sido difícil convencer meu homem de gelo a caminhar pela praia...mas depois de nosso encontro com Lourenço queria fazê-lo relaxar um pouco antes de voltar na empresa... e se estávamos bem aqui, nesta praia maravilhosa nada melhor que aproveitar a vista e o cheiro a mar...
-Ed... - chamei-o, fazendo com que ele me olhasse...- Eu queria fazer uma pergunta, mas não quero que se ria e nem entre em pormenores, apenas me confirma ou negue...tudo bem?
- Fala Lia... - respondeu sorrindo.
-Você me falou que não levou nenhuma mulher para sua cama, ou que nenhuma dormiu lá... Mas em sua casa, no resto da casa, alguma já entrou? Quer dizer, alguma garota que você tenha convidado a entrar...
Sua expressão é de quem quer rir.
-Lia...eu disse para você que nenhuma mulher tinha entrado naquela casa, não em minha cama... Se você está ponderando a ideia de aceitar minha proposta e se o facto de alguma mulher tenha frequentado a casa te faria mudar de ideia, esqueça... você foi a única a entrar e é a única que eu quero que não saia...
Me entregue a seus braços , rapidamente ele me recebe e me aconchega em seu peito...sinto o seu perfume e o seu calor...é tudo tão perfeito, me sinto segura e amada...
-Se você preferir nos mudamos para uma outra casa... mas eu gostaria que o motivo não fosse duvidar de mim...
-Não duvido de você...
Não duvido dele mas no momento passa uma ideia pela minha cabeça...se, no caso de eu aceitar, que no fundo eu sei que quero e vou aceitar, eu vou fazer uma surpresa para ele...
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Meu chefe rendido
RomanceLia Miranda, profissional de publicidade, dedica-se apenas ao trabalho e sonha colaborar em grandes campanhas publicitarias. Desenvolve projectos na empresa de seu amigo Lucas sem no entanto se ligar contratualmente com ele. A grande oportunidade s...
