Manjiro Sano, o temido líder da Tokyo Manji Gang, tinha muitos problemas. Mas nenhum deles era tão complicado quanto Takemichi Hanagaki.
Mikey não sabia demonstrar o que sentia. Takemichi não sabia interpretar os sinais.
E, no meio de tanta confusão...
♡ Oii, docinhos! Sejam bem-vindos a nova história Takemichi (não) sabe amar. Espero que vocês se apaixonem por esses dois idiotas tanto quanto eu.
Boa leitura!
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"O problema nunca foi gostar dele. O problema era que, quando se tratava de Manjiro Sano, Takemichi Hanagaki simplesmente esquecia como se fazia para ser uma pessoa normal."
Takemichi Hanagaki tinha um problema.
Na verdade, tinha vários.
Era desastrado, chorava com uma facilidade quase ofensiva, falava mais alto quando ficava nervoso e possuía uma habilidade impressionante de se meter em situações das quais definitivamente deveria manter distância. Para completar, tinha o péssimo hábito de tentar resolver os problemas de todo mundo, mesmo quando mal conseguia resolver os próprios.
Mas, naquela segunda-feira, sentado na última carteira perto da janela, com o queixo apoiado na palma da mão e os olhos perdidos no pátio da escola, Takemichi descobriu que nenhum desses problemas chegava aos pés do seu mais novo desastre.
Manjiro Sano. Mikey.
O garoto que conseguia fazer centenas de delinquentes abaixarem a cabeça com um simples olhar, que tinha uma força absurda escondida naquele corpo aparentemente pequeno e que, por algum motivo completamente inexplicável, havia decidido transformar a vida de Takemichi em um verdadeiro inferno particular.
Não um inferno de verdade. Seria muito mais fácil se fosse, o problema era que Mikey fazia coisas; Coisas pequenas. Estúpidas. Absolutamente insignificantes para qualquer pessoa normal.
Como aparecer na frente da escola sem avisar, com as mãos enfiadas nos bolsos do uniforme da Toman, apenas para perguntar se Takemichi queria comer alguma coisa com ele.
Como roubar metade do seu almoço e depois reclamar que a comida dele era melhor. Como apoiar o queixo em seu ombro quando ficava entediado.
Como chamá-lo de "Takemitchy" com aquela voz preguiçosa, arrastando as sílabas como se o nome tivesse sido inventado exclusivamente para sair da boca dele.
E, principalmente, como sorrir.
O sorriso torto, preguiçoso e convencido que aparecia no rosto de Mikey sempre que Takemichi ficava irritado. Aquele que fazia seus olhos escuros se estreitarem discretamente e que parecia dizer que ele sabia de alguma coisa que o restante do mundo desconhecia.
Takemichi odiava aquele sorriso.
Odiava de verdade. Tanto que, na noite anterior, havia passado aproximadamente quarenta e sete minutos deitado na cama, encarando o teto e tentando lembrar quantas vezes Mikey tinha sorrido para ele durante a semana.
Quarenta e sete minutos que poderiam ter sido utilizados para dormir.
Quarenta e sete minutos que, em retrospecto, poderiam ter sido utilizados para qualquer coisa minimamente útil.