Às vezes, a vida pode pregar peças, e Diluc Ragnvindr não está imune a isso. Após nove anos lutando em uma guerra sangrenta, a perspectiva de seguir em frente é um fardo grande demais para carregar sozinho. Reerguer os negócios de seu falecido pai e...
Oioi, gente! Tudo bem? Espero que sim! Passei tanto tempo escrevendo e relendo esse primeiro capítulo que acho que, em algum ponto, perdi os parafusos. Mas finalmente saiu, e estou ansiosa para voltar a ter uma fanfic que tenha mais de dois capítulos! (Embora essa também não seja grande).
Antes de vocês lerem, só gostaria de deixar uma observação: essa fanfic é uma espécie de "spin-off" de uma ouuutra história separada em duas one-shots. "Quando as peônias desabrocharem" e " A teia que nós tecemos" são as primeiras na linha de tempo, mas não é exatamente necessário ler elas para entender essa, mas você capta algumas referências. Se você gosta de Thomato (Thoma x Ayato), talvez seja interessante conferir :D (se entrar na tag Contos De Teyvat você já consegue acessar elas!)
ENFIM, essa fifoca não teria sido entregue tão gostosa e bonita se eu não contasse com a ajuda de:
@Baizhur responsável pela betagem do capítulo. Muito obrigada, o quanto me ajudou saber o que melhorar não tá escrito!@tseperi por essa capa simplesmente MARAVILHOSA!!! Quando recebi fiquei apaixonada e continuo encantada com o quão bonito ficou, sério 😭😭✨✨
@Vanguardpjct por me render um ambiente tão acolhedor e ser o lar de fanfics incríveis
(Users no Spirit)
CHEGA de enrrolação, né? E vamo para o que interessaBoa leitura! <3
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"Tudo o que eu amei, amei sabendo que acabaria."
— Mukowski
A grande procissão que se seguiu ficaria marcada na história, embora fosse um fato amargo para todos ali. Dos portões da enorme muralha de pedra, ouviam-se os sinos estrondosos da Igreja de Favonius. O coral das freiras, esse que soava angelical, liderava a caminhada para a ponte. Diluc deu um passo incerto, apesar de raramente hesitar.
Ao se virar para trás, viu que, no beiral de um prédio destruído, um corvo o encarava por entre as penas, suas íris amareladas brilhando de curiosidade. A ave grasnou ao alçar voo, e suas asas escuras cortaram o ar carregado de fumaça branca e incenso floral. Um arrepio correu pela nuca de Diluc feito um raio. O pássaro sobrevoou a multidão que se espremia entre o portão e a ponte, seu bico escancarado como se emitisse uma risada constante e profunda — o que, em teoria, era possível.
Diluc se esforçou para seguir em frente, sua bota colidindo contra os paralelepípedos da rua.
Suas olheiras estavam fundas e arroxeadas, já as maçãs do rosto aprofundavam-se cada vez mais contra seu maxilar. Não comia uma boa refeição fazia eras, por mais que ninguém na cidade pudesse dizer o contrário. Mesmo os nobres e os ricos lutavam pelo básico e arrastavam-se tal qual os habitantes de classe baixa. Estavam unidos naquela situação, e isso era perturbador.